Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

93ª Sessão Ordinária - 04/09/2012

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, policiais da Polícia Militar aqui presentes, o assunto que tenho para tratar é muito importante e precisaria de mais tempo para poder abordá-lo com a precisão e profundidade necessárias, no entanto, vamos fazer referência a ele, até porque não poderia deixar de ser dessa forma, nesta primeira sessão do mês de setembro.

No ano passado elogiamos várias vezes desta tribuna atitudes do governo na medida em que estava contratando mais policiais civis e militares, bombeiros militares, agentes penitenciários e peritos para o IGP. Dizíamos à época que o governo poderia tomar outras medidas que inclusive teriam um efeito mais rápido e direto em benefício da população, como o descongelamento da carreira, especialmente dos praças, e a anistia daqueles que haviam sido punidos inclusive com a exclusão da Polícia Militar, além de debater e rediscutir a questão salarial.

No final do ano passado o governo encaminhou a esta Assembleia a anistia a todos os praças por aquele movimento de 2008, e ficaremos sempre gratos por isso. Encaminhou também o projeto que promoveu mais de mil soldados a cabo, numa única data, no último mês de janeiro, além da data base que foi aprovada para todos os servidores estaduais e da incorporação dos abonos mesmo que seja até 2014.

Com isso e a partir disso passamos a dizer, inclusive com essas palavras, em audiências públicas pelo estado afora e também nesta tribuna, que o governador Raimundo Colombo estava nos surpreendendo positivamente nas questões relativas à segurança pública; mesmo com críticas que tínhamos em outras secretarias, na Educação, na Saúde, como citei há alguns meses, mas na Segurança estava nos surpreendendo positivamente.

Deputada Angela Albino, parece que era para queimar a nossa língua, porque neste último mês em que estivemos meio que em calendário especial, o grupo gestor do governo do estado, os quatros secretários que cuidam do cofre, mandou dizer para todas as secretarias do estado, inclusive para a secretaria de Segurança Pública, que se respirar custa algum dinheiro, parem de respirar. E o resultado disso é que temos o congelamento de todas as medidas positivas que estavam sendo tomadas desde o ano passado. Mas diretamente para se ter ideia do impacto disso no ânimo, na motivação, na valorização dos policiais e bombeiros, de forma concreta e absoluta, para não deixar nenhuma chance de dúvida, foi mandado cancelar - e o verbo utilizado foi adiar, mas sabemos que esse adiamento é pelo menos até o fim do ano, ou seja, até o ano que vem -, adiar, congelar a realização do curso para cabo, sargento e de aperfeiçoamento de sargento, cujos editais já estavam na praça e, aliás, a seleção para a maioria das etapas já estava feita. O novo curso para cabo para a Polícia Militar começaria essa semana.

Evidentemente que esse é um recado absolutamente claro por parte do governo: não vamos gastar mais com segurança pública! E aí se tínhamos a perspectiva de começar a melhorar - e eu disse que estávamos melhorando pelo estado afora e aqui desta tribuna - e estabelecer um longo caminho de volta até chegarmos à situação da década de l980, então, se essa era a frase utilizada há um mês ou dois, a frase, infelizmente, precisa ser mudada e estou mudando, por ora.

Então, se começávamos a melhorar, já voltamos a piorar, porque é essa a realidade, não dá para fazer milagre na Segurança Pública, não dá para mobilizar sem que haja perspectiva de otimismo. Há áreas no serviço público que não há como cortar. O governador Raimundo Colombo precisa saber que a miséria economizada com o congelamento da carreira dos policiais e bombeiros militares será um prejuízo enorme na segurança da sociedade, e não adianta fazer propaganda dizendo que vai melhorar, porque o povo sente lá na ponta que está piorando e o governo precisa prestar atenção nisso.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)