Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

100ª Sessão Ordinária - 16/10/2012

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, pessoas que nos acompanham pela TVAL e Rádio Alesc Digital, cumprimento todos os prefeitos eleitos em nome do nosso ilustre visitante Antônio Honorato, prefeito eleito de Pescaria Brava, primeiro prefeito do município recém-criado, há dois anos. Essa foi a primeira eleição. Meus cumprimentos e em nome dele aos nossos 25 prefeitos do PSDB e aos 31 vice-prefeitos, aos mais de 340 vereadores que se elegeram no estado de Santa Catarina.

Nesta semana, no dia 18 de outubro, vamos comemorar o Dia do Médico. E ocorrem inúmeros eventos em homenagem aos médicos, mas principalmente para lembrar os problemas da saúde no estado.

Aqui, quero cumprimentar o presidente do sindicato dos médicos, doutor Ciro Soncini; o presidente da Associação Médica Catarinense, doutor Aguinel José Bastian, e o presidente do Conselho Regional de Medicina, que também é o presidente do Conselho Superior dos Médicos, doutor Vicente Pacheco de Oliveira. Essas três entidades, nesta semana, especificamente, fizeram um movimento no Hospital Infantil, principalmente dirigido ao Hospital Infantil, mas que também lembra toda a questão da Saúde de Santa Catarina.

Também quero destacar que o secretário da Saúde, doutor Dalmo de Oliveira, por recomendação e encaminhamento do governador Raimundo Colombo, têm feito inúmeros investimentos em toda a área da Saúde, transferido recursos para os hospitais conveniados. E está programado para o PAC da saúde investir praticamente R$ 500 milhões na construção de novos hospitais, na ampliação de outros hospitais, na criação de novos leitos de UTI, que somando ultrapassam ou chegam, praticamente a mil leitos hospitalares, que serão implantados em breve, dentro dos próximos dois anos no estado.

Mesmo com esse esforço precisamos lembrar que, infelizmente, a saúde está muito carente, ainda requer muitos recursos tanto para a construção, compra de equipamento e, principalmente, precisa contratar mais funcionários, sejam enfermeiros, técnicos, médicos, para prestar o atendimento.

Todos nós testemunhamos que o Hospital Regional de São José carece de médicos. E inúmeras vezes fizemos pronunciamentos destacando a falta de médico, ressaltando a inexistência de leitos vagos, a existência de salas de cirurgias fechadas por falta de médicos, por falta de anestesista, por falta de funcionários para dar o devido funcionamento. Existe a estrutura, porém ela está parada, porque não existe quem comanda.

E na questão do Hospital Infantil que eu vi nascer, quando era acadêmico, já passam de 30 anos, quando feito já tinha 200 leitos. Desses 200 leitos, 80 leitos estão fechados. Por que fechados? Porque não tem funcionários para fazer funcionar. Tem oito salas de cirurgia, mas somente três funcionam, cinco estão paradas.

Inúmeras vezes a equipe de neurocirurgia desloca-se para fazer uma cirurgia no Hospital Infantil, porque o hospital tem equipamentos, tem todas as condições para realizar essas cirurgias lá, porém, quando a equipe está por iniciar, estando toda a família mobilizada naquele dia, a UTI avisa que não tem vaga na UTI para colocar o paciente depois da cirurgia, e automaticamente a cirurgia é suspensa.

O serviço de cardiologia, por exemplo, tem um médico e dois funcionários. Como vai fazer funcionar uma UTI cardiológica ali no hospital?

Então, observa-se que além de investir na construção, que é salutar, bom, mas nós precisamos dar o total apoio ao secretário da Saúde. E daremos total apoio às iniciativas do governador nesta Casa, justamente para que possamos utilizar em primeiro lugar a estrutura que já existe e que o mais barato ainda é a contratação de funcionários para fazer funcionar. Aliás, o concurso já foi feito em abril e homologado em maio, basta contratar. Tanto é que foram contratados mais de 600 funcionários, considerando de 50 a 60 médicos, enfermeiros, no Hospital Regional, o que já modificou o quadro ali.

Hoje, seguramente, para fazer funcionar os 80 leitos parados, as cinco salas de cirurgia fechadas, paradas por falta de funcionários e a UTI igualmente, com 500, 600 funcionários e com o concurso que já existe poderia atender a uma população que está precisando desse serviço.

Hoje, quando chegava ao Hospital Infantil para fazer aquela manifestação, sendo que eu representei a Assembleia, estavam lá mais de 50, 60 médicos, muitos funcionários, pais, até crianças estavam lá para dar o abraço no Hospital Infantil. E aconteceu de entrar pelo setor de atendimento diário, que não é emergência, chamado atendimento ambulatorial, sendo que lá estava uma família: o pai e a mãe com uma criança de um ano e três meses com oito quilos de peso, ou seja, baixo peso, e o médico da criança suspeitando que o fato se deva a alguma infecção urinária e, por isso, pediu o exame chamado uretrocistografia miccional. E a família, ao chegar ao balcão, querendo fazer o exame, foi informada de que infelizmente a máquina está quebrada faz cinco anos e ainda não foi arrumada e não sabem quando será. E a pergunta feita foi: a onde será feito esse exame? Também não souberam informar.

Então, apenas para dizer da angústia daquela família de como resolver. Mas não é apenas a família, pois o médico da criança, os médicos do Hospital Infantil, ao suspeitarem de uma determinada enfermidade, que precisam confirmar o diagnóstico para daí fazer o tratamento, necessitam de inúmeros equipamentos que lá já existiam e que funcionavam há alguns anos, mas que pararam por envelhecimento, porque quebraram pelo tempo que estavam lá e não houve reposição nem atualização.

Por isso, quero me somar aqui a essa iniciativa do Cosemesc, do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina, da Associação Catarinense de Medicina, do Coren, enfim, de toda a equipe da Saúde, que ao darem esse abraço no Hospital Infantil dão um abraço em todo o grande problema da saúde, que é possível resolver, mas precisamos de uma ação política urgente.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)