66ª Sessão Ordinária - 02/08/2011
O SR. DEPUTADO DANIEL TOZZO - Quero cumprimentar v.exa., deputado Reno Caramori, os srs. deputados, as sras. deputadas, as pessoas que nos acompanham pela TVAL e Rádio Alesc Digital e os visitantes.
Quero dizer que nesses 15 dias, apesar do recesso nesta Casa, estivemos atuando intensamente, ouvindo as reivindicações do povo do oeste de Santa Catarina, onde fui muito bem recebido pelos prefeitos, pelos vereadores e pela população em geral.
Agradeço profundamente aos deputados do PSDB, especialmente ao deputado Marcos Vieira, que deixou uma estrutura muito forte e eficiente à disposição para que possamos exercer um bom trabalho.
Nesses 15 dias tive a oportunidade de visitar alguns secretários do governo. E quero citar o secretário Antônio Ceron e o secretário da Segurança Pública, César Grubba, ao qual pedimos reforços policiais, sim, para os municípios que rodeiam Chapecó, porque recentemente houve um grande investimento nessa área na maior cidade da nossa região, que realmente previne o aumento da criminalidade, mas leva os bandidos, as pessoas com má intenção para os municípios vizinhos, que são menores e não têm essa condição.
Mas quero falar sobre três tópicos de maneira bem rápida, para chamar a atenção do governo sobre o que a população tanto reivindica.
O primeiro deles é o aeroporto de Chapecó. Hoje, por sinal, não pudemos vir de avião. Tivemos que vir de automóvel porque o avião não pôde aterrissar ontem à noite e hoje também não decolou.
Aquele aeroporto há cinco anos movimentava 2.500 passageiros por mês, hoje movimenta 20 mil. É o quinto maior aeroporto do sul do Brasil e o segundo de Santa Catarina. A deputada Luciane Carminatti sabe muito bem da importância que aquele aeroporto tem para a nossa região.
Entendemos que a prefeitura de Chapecó não pode bancar esse custo e entendemos que a Infraero tem que assumir esse ônus. Essa situação não é aceitável, pois o aeroporto de Chapecó atende a toda a região oeste de Santa Catarina e atende também ao noroeste do Rio Grande do Sul e ao sudoeste do Paraná. Assim, não é possível que o custo seja bancado pela prefeitura de Chapecó, sabendo-se que aquele aeroporto requer muitos investimentos.
O governo do estado vem atuando, a prefeitura também, mas é indispensável que façamos pressão para que a Infraero assuma o comando da administração daquele aeroporto.
O segundo tópico que desejo abordar é algo que vem preocupando há muitos anos o oeste de Santa Catarina e que diz respeito ao abastecimento d'água. Hoje vivemos num momento em que as chuvas têm ocorrido de forma regular, ocasionando um excesso de água, mas tenho certeza de que nos próximos meses, com a chegada do verão, o nosso oeste voltará a sofrer com a seca.
Vemos que a Casan está preocupada com a situação, mas está atrasada. Chapecó, por exemplo, que tem uma estação de tratamento de água para atender a 60 mil habitantes, possui, hoje, aproximadamente, 200 mil habitantes. No meio rural houve uma evolução quanto à construção de cisternas e ao projeto Microbacias, mas é necessário dar continuidade a isso, é necessário mais apoio para que os produtores rurais utilizem cada vez mais o recurso de armazenar água da chuva e outros mecanismos para poder produzir.
Sabemos o quanto a produção do oeste é importante para o nosso estado e para o Brasil e o quanto ela movimenta a economia. Somente na produção de leite, 75 mil famílias neste estado que sobrevivem disso, sendo que mais de 70% estão no oeste de Santa Catarina.
Tenho lido, nos últimos tempos, notícias referentes a grandes investimentos que estão sendo feitos no rio Chapecó, como a canalização de 50km para atender a municípios como Xanxerê, Xaxim, Nova Itaberaba, Cordilheira Alta e Chapecó, mas me preocupo se o projeto atenderá a todos os habitantes de Chapecó. São 200 mil habitantes e a tendência é de que em 15, 20 anos chegue a 400 mil habitantes. Então, é essencial que a Casan atente para isso e que esta Casa, que irá tratar do PPA nos próximos dias, discuta investimentos para o pleno abastecimento de água em Chapecó.
Não é possível que o cidadão chapecoense abra a torneira e saia água suja. A prefeitura está reivindicando, a comunidade está cobrando e o governo do estado, o governo federal e nós, deputados, temos a obrigação de atender a essa solicitação que é vital, que é de extrema importância. Temos que nos preocupar com a questão da água, seja no meio rural, seja no perímetro urbano! E não somente no momento da seca, mas antes de ela acontecer, pois temos que nos prevenir para enfrentar um novo período de seca.
Faço esse registro para dizer que estou empenhando-me muito. Tive a oportunidade de almoçar, esses dias, com o presidente da Casan, Dalírio Beber, a quem agradeço muito a atenção; tenho conversado com vereadores, com prefeitos quanto ao fato de atuarmos intensamente nesse processo, para darmos continuidade a esse trabalho e alavancarmos esse projeto.
Outra questão, neste primeiro momento de pronunciamento na volta aos trabalhos desta Casa, que quero abordar diz respeito à SC-156. Não sei se ainda é assim nomeada, mas quando era criança era assim que era chamada. E quero falar sobre o contorno viário leste, que liga Chapecó a Cordilheira Alta.
Sabemos que todos os dias ocorrem acidentes na BR-282. Participei de fóruns e de debates realizados no oeste que tratam da questão das rodovias e entendo que o trevo da BR-282, no município de Chapecó, um grande entroncamento, acumula um trânsito muito forte, muito pesado e é indispensável à reativação, à retomada do projeto, a fim de que esse contorno seja ativado, para que a população da região seja atendida, porque a descentralização proporcionou pavimentação asfáltica em todos os municípios de Santa Catarina e não é possível que esse trecho de aproximadamente 10km não seja atendido.
Estamos atuando também com a prefeitura de Cordilheira Alta e com a prefeitura de Chapecó, e peço o apoio desta Casa para que aquela obra seja realizada o mais rapidamente possível.
No mais, vamos procurar, nesses dias que aqui ficaremos, trabalhar junto com esta Casa para atender a todos os projetos.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)