51ª Sessão Ordinária - 10/06/2015
A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Boa-tarde! Sr. presidente, sra. deputada Luciane Carminatti, srs. deputados, acadêmicos do curso de Direito da Unoesc, do município de Xanxerê que se fazem presentes nesta sessão ordinária, sejam muito bem-vindos.
A minha fala de hoje, srs. deputadas e srs. deputados, dentro do horário reservado ao partido político, do partido ao qual pertenço, o PT, é uma indagação, deputado Serafim Venzon. Protagonista ou coadjuvante?
(Passa a ler.)
"Escrito em chinês, a palavra crise, deputado Serafim Venzon, é composta de dois caracteres: Wei, que significa perigo, e Chi, significando oportunidade.
Há quem conteste esta interpretação, cujo grande momento ocorreu numa fala do ex-presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, quando fez um discurso em Indianápolis, em 12 de abril de 1959, dizendo: 'quando escrita em Chinês, a palavra crise é composta por dois caracteres, um representa perigo e o outro representa oportunidade'.
E, de fato, crise parece ser o vocábulo mais presente na mídia, mas quase sempre com a primeira conotação. Não como oportunidade. Apostam na crise e, no caso brasileiro, em duas dimensões, na economia e na dimensão política. Na economia não é possível desprezar, como fazem alguns, o panorama global, no qual, por exemplo, a economia dos Estados Unidos sofreu um baque, no primeiro trimestre, e encolheu 0,7% frente ao trimestre anterior, em termos anualizados.
É preciso entender que, no mundo globalizado, as dificuldades também são generalizadas. Na dimensão política, a disputa entre dois projetos está nos levando a maior polarização desde 1964, e faz as manchetes transbordarem. E, com isso, a nossa indignação também toma conta do imaginário. Afinal, que país é esse? Quem são os nossos líderes, para onde aponta o futuro? Por tudo isso é hora de falar de oportunidades, de reconhecimento e de protagonismo, é hora de abordar uma interpretação positiva do vocábulo chinês: Oportunidade.
Enquanto a recessão ecoa em boa parte do planeta, o desemprego domina o velho mundo, e barcos de imigrantes africanos cruzam o Mediterrâneo em busca de abrigo, de emprego e de futuro.
O ex-presidente Lula abria, no sábado, dia 06 de junho, a 39ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, em Roma, e em sua fala ele comemorou a vitória do Brasil contra a fome, senhoras e senhores, por meio de programas sociais.
Lula lembrou que 12 anos atrás havia 11 milhões de famílias na extrema pobreza, deputado Serafim Venzon, no Brasil. Onze milhões de famílias na extrema pobreza, de crianças, de homens e mulheres que morriam de fome. Em doze anos essas famílias saíram da linha da pobreza. Hoje, o nosso combate não é pela fome, é pela obesidade, pois as pessoas hoje têm renda e poder aquisitivo para comprar comida, coisa que não acontecia antigamente.
Estamos vendo, pela primeira vez, senhoras e senhores, uma geração de brasileiros e brasileiras que não conheceram o drama da fome. Disse ainda que é necessário incluir os pobres no orçamento público, e não tratá-los como estatística, mas tratá-los como seres humanos.
Na mesma linha do protagonismo no combate à miséria e à fome, o ex-presidente Lula foi homenageado em Roma com a Lupa Capitolina, uma escultura que representa a loba das narrativas romanas sobre a fundação de Roma, que todos os senhores e senhoras conhecem. 'A cidade de Roma está honrada em lhe conceder o símbolo máximo dessa antiga e esplendida cidade, capital da paz e da misericórdia, a Lupa Capitolina.', disse o ex-prefeito da capital italiana Ignazio Marino ao conceder essa homenagem.
Na mesma linha do protagonismo brasileiro no cenário nacional, o brasileiro José Graziano foi reeleito Diretor-geral da FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Graziano, que foi responsável pelo programa Fome Zero no governo do presidente Lula, foi reeleito ao cargo com 177 votos, como bem frisou o deputado Dirceu Dresch, dos 182 países reunidos na 39ª Conferência da FAO.
E ontem, ainda, vimos a nossa líder, a ex-ministra Ideli Salvatti, ser convidada pelo presidente da OEA, Luis Almagro, para assumir a secretaria de Acesso ao Direito e a Equidade da entidade, em Washington. A grande liderança catarinense, que já foi deputada estadual, senadora da República, ministra de estado, agora vai ocupar um cargo de relevância internacional na área dos direitos humanos. Quero dar os parabéns por essa indicação justíssima a essa cidadã catarinense que se tem destacado nacionalmente e agora assume uma função internacional que exercerá com competência e seriedade.
Entendo ser motivo de satisfação o protagonismo de brasileiros na questão dos direitos humanos, apenas lamento profundamente o silêncio ensurdecedor da grande mídia brasileira, sempre contra o Brasil, contra os brasileiros e brasileiras, que ignoram e não oportunizam à nossa população acesso a informações tão relevantes internacionalmente. O Brasil é referência no mundo ao combate à fome e à pobreza. Então, o Brasil nunca foi coadjuvante, e não é coadjuvante. O Brasil é protagonista!"
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)