24ª Sessão Extraordinária - 15/08/2007
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Deputado Kennedy Nunes, mais uma vez receba a minha solidariedade. Eu não estava em plenário, mas acompanhei parte do infeliz pronunciamento, ontem, desse deputado, e sei que v.exa. não vai baixar o nível, não vai entrar nesse nível de discussão.
Alguns aqui estão muito empolgados, agindo como uma criança quando ganha um brinquedo de Natal. Porque ganham um presente de Natal, alguns se empolgam e perdem-se. Mas, certamente, com o tempo vão amadurecer um pouco e perceber qual é o verdadeiro objetivo desta Casa, vão ter cuidado para quando apresentar um projeto de lei não plagiar nenhum colega.
O deputado Reno Caramori, há poucos dias, na comissão de Constituição e Justiça, teve um projeto de lei, que era de sua autoria, plagiado por outro deputado. Acho que são comportamentos que nós temos que cuidar, porque isso acaba depondo contra a Casa.
Mas, deputado Kennedy Nunes, quem conhece v.exa. sabe que não irá permitir que o nível do debate seja rebaixado, porque eu tenho a convicção de que é essa a tentativa de uns três ou quatro deputados, não da maioria. Mas o governo parece que escalou uns três ou quatro parlamentares para adotar esse tipo de posicionamento lamentável e muito ruim para esta Casa.
Mas eu procurei entender o motivo de tanta raiva desse que o agrediu ontem. E no jornal Tribuna Catarinense, na edição n. 13.024, de 11/8/2007, na coluna Panorama Político, eu encontrei a resposta. A manchete é a seguinte: "Luiz Henrique da Silveira não vai subir no palanque de Piriquito". E daí diz a matéria:
(Passa a ler.)
"Respondendo a um questionamento feito por este colunista, durante o coquetel de inauguração da Casa de Santa Catarina em São Paulo, sobre sua posição com referência à eleição municipal em Balneário Camboriú, o governador Luiz Henrique da Silveira respondeu que há um acordo entre os integrantes da majoritária da coligação 'Por toda Santa Catarina' (PMDB, PSDB e DEM) que, 'onde houver mais de um candidato desses partidos a prefeito, o governador não subirá em palanque de ninguém'. E isso vai acontecer em Balneário Camboriú, em Lages e outros municípios. 'Nesses casos eu ficarei de fora', disse."[sic]
Isto não é o deputado Joares Ponticelli que está dizendo, não. Está no jornal Tribuna Catarinense do dia 11/8, na coluna Panorama Político. Talvez isso explique, deputado Silvio Dreveck, o nervosismo de alguns que, tendo um projeto, não estão conseguindo contar nem com o apoio do chefe. Mas vamos deixar isso para lá.
Eu quero pedir para a assessoria colocar no vídeo uma manifestação do ilustre deputado Manoel Mota na sessão de ontem.
(Procede-se à exibição do vídeo.)
Muito obrigado! Eu vou repetir bem o que disse o deputado Manoel Mota: "Eu queria, aqui, rapidamente dizer ao eminente deputado Reno Caramori, ao qual eu respeito muito, que no nosso governo há 200 cargos comissionados a menos do que no seu. Estavam aqui em Florianópolis e hoje estão espalhados por toda Santa Catarina. Hoje é demais e quando era aqui não era? V.Exa. me perdoe, mas o seu pronunciamento tem que ser revisto. Se houver um cargo a mais do que tinha no seu governo, eu renuncio ao meu mandato".
Por favor, exibam a tabela agora comprovando o número de cargos no governo Amin e no governo atual.
(Procede-se à exibição da tabela.)
Lá está a tabela. O governo Amin, de 1999-2002, 1.383 cargos; governo Luiz Henrique, com a primeira reforma, subiu para 1.482 cargos, portanto, 99 cargos a mais. Na segunda reforma do governo Luiz Henrique, subiu para 1.762, aumentou 379 cargos. E agora, na terceira reforma, eles reduziram, é verdade, mas ainda ficaram 1.464 cargos. Portanto, 81 a mais ainda do que havia no governo de Esperidião Amin.
Então, se for assim e se o deputado Manoel Mota for um homem de palavra, como afirmou aqui, nós vamos conceder-lhe um dia para ele contestar os números legalmente, ou então apresentar a sua renúncia a esta Casa. Afinal de contas, foi ele que disse que se houvesse um cargo a mais, ele renunciaria. Não foi a Oposição e por isso fizemos questão de repetir. Está taquigrafado, está gravado, está registrado, está fotografado pelas nossas mentes e está comprovado com a tabela comparativa.
Repito: no governo Amin, 1.383 cargos. Deputado Manoel Mota, conteste ou apresente a sua renúncia, conforme v.exa. desafiou. Eu vou encaminhar-lhe a tabela para v.exa. contestar. Mas não venha aqui fazer aquela gritaria e trocar alhos por bugalhos, não! Traga um documento oficial, traga o Diário Oficial. O que nós temos aqui foi extraído do Diário Oficial, tem fonte, tem referência! Não venha aqui fazer aquela gritaria toda, que v.exa. vem, confunde, usa o princípio de Garfield. O princípio de Garfield é o seguinte: quando você não puder convencê-los, confunda-os. O deputado Manoel Mota usa muito esse princípio.
Então, traga a tabela também. Nós vamos apresentar a tabela. E pelo que está aí, só da última reforma vão ter que ser 81 renúncias. Portanto, vamos aguardar a manifestação, porque quem lançou o desafio foi v.exa.
Para concluir, quero dizer, deputados Kennedy Nunes, Silvio Dreveck e Reno Caramori, que cobrar a impunidade no caso Aldo Hey Neto não é praticar nenhum ato irresponsável nesta Casa, não! Irresponsável e omisso é ficar de boquinha fechada. Omissão e irresponsabilidade é não querer saber de onde veio o dinheiro do Aldo e para onde ia. E o que é pior, fica quietinho. Se não quer deixar investigar, fica quietinho.
Agora, fazer média com o chefe para entrar numa fria dessas... Um ano sem resposta. São R$ 2 milhões! De quem era aquele dinheiro? Para onde ia? Por que não respondem? E ter um deputado que ainda vem fazer a defesa... Pelo amor de Deus, que decepção deve estar sendo para os seus eleitores.
O Sr. Deputado Kennedy Nunes - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!
O Sr. Deputado Kennedy Nunes - Nem na casa do maior narcotraficante, que foi preso agora, que tinha uma mansão na praia do Jurerê, nem na casa dele descobriram dinheiro dentro da parede. Nem na casa do maior narcotraficante chegou a esse valor que o Aldinho tinha em casa.
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Por último, deputado Julio Garcia e deputado João Henrique Blasi, eu ouvi mais uma entrevista do querido, hoje, na CBN, daquele vendedor de ilusões, secretário Vinícius Lummertz, que diz que vai vender Santa Catarina para a Bolsa de Chicago. Meu Deus do Céu!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)