94ª Sessão Ordinária - 27/11/2008
O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sr. presidente, companheiros deputados, companheiras deputadas.
No horário destinado ao meu partido, não poderia deixar de registrar obviamente, com tristeza também, o trigésimo dia de falecimento da grande personalidade, antropólogo e cientista, professor Sílvio Coelho dos Santos, que honra muito Santa Catarina pela suas obras, pelo seu trabalho. Vou ler um pouco do jornal da universidade, que é escrito pela mestre em Educação, Marilândes Mol Ribeiro de Melo, com respeito a Sílvio Coelho dos Santos.
(Passa a ler.)
"No dia 26 de outubro de 2008, não só a Universidade Federal de Santa Catarina, mas a sociedade catarinense, em especial a indígena, perdeu um dos seus ardorosos defensores: o intelectual antropólogo Sílvio Coelho dos Santos, aos 70 anos de idade. Sua trajetória antropológica é amplamente divulgada e conhecida, entretanto, sua contribuição à demarcação e consolidação do campo educacional catarinense, especialmente na década de 1960, formulando idéias sobre o sistema de ensino, que culminou com a elaboração do primeiro Plano Estadual de Educação, continua circunscrita àquela época. É desse intelectual que termina clamando por mais e mais educação, em sua obra Tempos Oportunos (2007) que desejamos lembrar aqui.
Seu percurso acadêmico tem início quando, em 1960, se licenciou em História na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFSC, e desde 1961 exerceu a mestria na instituição, como colaborador do professor Osvaldo Rodrigues Cabral, na cadeira de Antropologia. Sílvio Coelho dos Santos acumulou experiências também na educação básica."[sic]
É importante ressaltar que no Plano de Metas I e II do governo Celso Ramos, Sílvio Coelho dos Santos foi a pessoa mais ativa, que trabalhou e conseguiu determinar metas com relação à educação.
Mas eu gostaria de continuar a falar aqui sobre Sílvio Coelho dos Santos no pouco tempo que resta, pela sua figura.
Era um professor, e na época eu era estudante na Universidade Federal de Santa Catarina, que conversava com todos os alunos e era uma espécie de conselheiro político daquela época, dos tempos difíceis. Era uma pessoa progressista, uma pessoa que sempre tinha a capacidade de entender, de ver quais eram as melhores idéias e como era melhor conduzir os trabalhos.
Dessa forma, quando me elegi prefeito, fui conversar com ele para aconselhar-me. Convidei-o para fazer parte da minha equipe - e esse é um assunto de caráter particular - principalmente na questão ambiental, porque eu havia criado a Fundação Municipal do Meio Ambiente - Floram. E ele disse: "Olha, Grando, o meu trabalho é voltado à antropologia, à universidade, mas temos aqui, na universidade, um dos melhores do país para assumir esse cargo", e indicou-nos Paulo Lago.
Paulo Lago aceitou ser o primeiro presidente da Floram, um intelectual que também faleceu, grande geógrafo, que trabalhou muito a questão do saneamento. E tivemos o prazer de, na primeira diretoria da Floram, além do Paulo Lago como presidente, poder contar com João de Deus como diretor-geral. Então iniciamos realmente com o pé direito na questão ambiental, na criação da Floram na Ilha de Santa Catarina.
Temos que prestar a nossa homenagem a esses intelectuais, reconhecendo seu trabalho porque isso dará direção para melhor orientar-nos no futuro.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)