Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

14ª Sessão Ordinária - 09/03/2011

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, pessoas que nos acompanham pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital, pessoas que dão a alegria de sua presença na tarde de hoje.

Quero também estender uma homenagem às mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher, que foi ontem; parabenizar as nossas colegas deputadas, as cinco que organizaram aqui uma grande, importante, politicamente falando, sessão, no começo da tarde de hoje, alusiva ao Dia Internacional das Mulheres, e dizer que faço minhas todas as palavras pronunciadas desta tribuna durante aquela sessão.

Parabenizo ainda todos os joinvilenses, mais de 500 mil cidadãos, que merecem o aplauso pelos 160 anos daquela cidade, a maior cidade do estado de Santa Catarina.

Ainda sobre as questões debatidas neste plenário, na tarde de hoje, no que se refere à questão dos produtores de fumo, precisamos aprofundar-nos mais nesse debate para poder posicionar-nos com maior clareza entre o que é defesa dos pequenos produtores de fumo e, talvez, interesse dos grandes monopólios fumageiros.

Acho que é preciso separar essas duas coisas para, de repente, não sermos presas fáceis na defesa política de grandes monopólios internacionais, ao invés de defendermos verdadeiramente os 60 mil pequenos produtores de fumo.

Quero fazer também referência ao discurso do deputado Edison Andrino sobre a questão da mobilidade urbana, sobre o problema do lixo, sobre o saneamento básico na Grande Florianópolis. Precisamos discutir mais sobre isso. Concordo com quase tudo o que o nobre colega disse com relação a essas questões. É um absurdo o sistema de transportes e um absurdo maior ainda ou do mesmo tamanho não existir saneamento básico praticamente ou existir muito pouco saneamento básico no estado de Santa Catarina, especialmente na Grande Florianópolis, que pretende viver de turismo.

Quero informar que na noite de hoje, às 19h, no Teatro Álvaro de Carvalho, no centro da capital, teremos a palestra da pediatra Aleida Guevara, que esteve conosco algumas horas atrás e que vai falar do papel da mulher na transformação social. O evento é organizado pela Associação Cultural José Marti, de Santa Catarina, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, SindSaúde, e também pelo Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba União da Ilha da Magia. Então, hoje, às 19h, no TAC, Teatro Álvaro de Carvalho, no centro da capital, acompanhem essa interessante e importante palestra.

Da mesma forma, quero homenagear todas as pessoas que trabalharam no Carnaval e falo especialmente dos policiais e bombeiros militares. Vi diversos deles trabalhando na capital, também em São José e, por certo, em toda Santa Catarina, em todo o estado. Com certeza também os policiais civis, nas delegacias, e os servidores da Saúde, tiveram excesso de carga, de jornada, no período de feriadão, justamente para atender nas condições mínimas necessárias ao povo de Santa Catarina.

Desde 2007, curiosamente, tenho sido empurrado para esta tribuna para falar em Carnaval. Eu venho das marchinhas de salão na cidade de Imbuia, no alto vale de Itajaí, de colonização alemã e italiana e aqui tenho tido, evidentemente, contato e demanda para estar cada vez mais presente. Com isso cada vez mais me convenço de que o Carnaval é a maior manifestação cultural do povo brasileiro. Alguns até dizem que é o maior espetáculo da Terra.

Aprendi, sr. presidente, a perder, em primeiro lugar, todo e qualquer preconceito contra o Carnaval, já que é uma manifestação popular tão importante como todas as outras manifestações populares existentes no Brasil, de todas as origens étnicas que compõem a sociedade brasileira. Em segundo lugar, o Carnaval é fonte de trabalho e renda para milhares de pessoas, além de ser um evento cultural e informativo da mais alta magnitude.

Então, é dessa forma que precisamos compreender o Carnaval e a sua importância desde a festa em cada rua, em cada comunidade, cada bairro, em cada cidade, até nos estados e no país. Apesar de haver Carnaval em várias partes do mundo, no Brasil ele tem uma dimensão muito especial e muito diferente.

No Carnaval do Rio de Janeiro deste ano, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio homenageou Florianópolis, um fenômeno que precisaria ser mais comentado, mais trabalhado pelas autoridades, inclusive, mas também pelos meios políticos do estado, porque é importante para a capital.

Tenho estado cada vez mais dentro do Carnaval; tenho participado desfilando no Bloco Estrela Azul, de São José, onde o desfile foi no domingo à noite. E São José não reúne menos gente do que Florianópolis. É preciso que as autoridades deem mais atenção para os festejos carnavalescos de outras cidades, pois em São José, por exemplo, tivemos cinco mil pessoas no domingo à noite no desfile dos blocos e é preciso que se trabalhe mais isso.

Aqui na capital, o bloco que ganhou o desfile é do Morro do Céu, na Agronômica, o Bloco das Cuias, que talvez logo se transforme em outra escola de samba.

Como ocorre a cada ano, estamos mais dentro do Carnaval e participamos mais com a União da Ilha da Magia, escola de samba nova, da Lagoa da Conceição. É preciso que se ressalte a militância da diretoria e de seus integrantes, presidida por Valmir Braz de Souza, que é também presidente do Sindicato dos Previdenciários do Estado de Santa Catarina, e também o enredo escolhido. É preciso que se diga também que a União da Ilha da Magia chamou para si um conjunto grande de manifestações populares, de pessoas, de setores, de organismos e de militantes sociais em função do tema escolhido, ou seja, uma homenagem ao povo e à revolução cubana. A União da Ilha da Magia teve esse mérito, essa sensibilidade de entender aquilo que está sendo chamado de tema polêmico. Não se viu polêmica no desfile de sábado à noite na passarela Nego Quirido, o que se viu foram as arquibancadas aplaudindo, cantando junto com a escola e participando efetivamente. Talvez a polêmica fique em alguma esfera de ordem política e ideológica. Mas o samba enredo foi cantado talvez como nunca tenha sido cantado outro em Florianópolis.

Só de camisetas com a estampa de Che Guevara foram vendidas cinco mil. A União da Ilha da Magia vendeu a R$ 15,00 cada uma. Qual outra escola e qual outro tema consegue ter essa abrangência social? Essa é a observação que precisa ser colocada e não ficar em cima de uma questão polêmica, achando motivo para falar mal. A União da Ilha da Magia ganhou não somente, mas também porque escolheu um tema que fala do interesse da sociedade catarinense e com isso chamou mais gente para si. Fez um desfile maior, fez um desfile mais organizado, porque são nove os quesitos observados na avaliação de uma escola de samba, com três jurados cada uma, dando 27. Quer dizer que todos eles são adeptos de Che Guevara e de Fidel Castro? Não é o caso. Quer dizer tão-somente que os 27 avaliadores dos quesitos chegaram à conclusão de que a União da Ilha da Magia foi a melhor escola de samba do Carnaval de 2011.

Merecem os parabéns todas as outras quatro escolas: Coloninha, Copa Lord, Protegidos da Princesa e Consulado do Samba. Merecem aplausos todas as pessoas que trabalharam ou brincaram com responsabilidade neste Carnaval. É preciso exaltar a clarividência, a inteligência, a sensibilidade social e política da diretoria da União da Ilha da Magia, que escolheu um tema que deve ser discutido. Precisamos refletir sobre a realidade universal e sobre a nossa própria realidade.

Parabéns ao Grêmio Recreativo e Escola de Samba União da Ilha da Magia e a todos os seus integrantes!

Muito obrigado.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)