Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

63ª Sessão Ordinária - 19/06/2014

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, visitantes que prestigiam o Parlamento catarinense na tarde hoje, nosso prefeito de Cocal do Sul, que vem a serviço prestigiar nosso trabalho e buscar solução para o município, até porque temos uma obra para iniciar e a mesma está um pouco atrasada, mas faremos com que ela aconteça, que é a estação de Cocal do Sul, sendo que já foi entregue a ordem de serviço.

Inicio falando da obra de engenharia de primeiro mundo que foi a BR-101, sendo que a do Rio Grande do Sul perde disparado para nós. Agora, não posso dizer o mesmo das obras de Santa Catarina, da BR-101, que muitos trechos não foram entregues ainda para a população, onde já passaram uma, duas, três reformas nos buracos que se formaram. Um asfalto não pode ser feito para em tão pouco tempo apresentar buracos. Isso não dá para aceitar. E aqui no Brasil não se planeja o que se faz; depois, encontramos todas as dificuldades.

Vejamos quanta guerra há na construção da quarta pista, no Morro dos Cavalos. É a Funai que não admite, é o Ibama que não dá licença, e o povo morrendo nos acidentes que acontecem. Finalmente, superado, vai ter a quarta pista até fazer o túnel.

Mas será que este Brasil não tem gente para planejar? Porque quando saiu a BR 101 já tinha que ser feito o túnel. Tem que primeiro fazer estrada para depois fazer o túnel? Será que não deu para pensar e planejar que tinha que ser feita a ponte da Cabeçuda? A obra está pronta, mas a ponte da Cabeçuda vai até o ano que vem.

O que é isso? É falta de planejamento.

No Morro do Formigão é a mesma coisa. Fizeram o túnel, já furaram, só que quando fizeram o túnel não fizeram o restante das obras e agora descobriram que tem que fazer a segunda ponte de Tubarão. Agora não tem a ponte, nem iniciou a ponte de Tubarão.

Este é o Brasil sem planejamento. E não é de agora. Isso vem de muitos e muitos anos. Ou seja, valem-se de que as obras têm que demorar mais para ter mais aditivo ou novas licitações. Alguma coisa está errada; só que o Brasil não vai aguentar, não vai ter gordura para sempre viver esses momentos em que cada obra realizada tem um custo no mínimo duas ou três vezes a mais do que custaria.

Na Europa inteira, na China, uma obra custa R$ 100.000.000,00, e a empresa faz em um ano, porque ela sabe que serão R$ 100.000.000,00 e não R$ 101.000.000,00, que não tem aditivo, não tem nada, tem que fazer e acabou. Quer dizer, aqui não, aqui se planeja fazer uma obra que custa R$ 1.000.000.000,00 e depois ela custa R$ 1.500.000.000,00 ou R$1.600.000.000,00. E quem paga? É o povo.

Muita gente diz que não, que quem paga são os empresários com os tributos. Mas não é assim, pois quem paga é o povo, porque ao povo que é repassado tudo aquilo que os empresários pagam com ICMS, Cofins e muitos outros impostos.

Não dá para convivermos dessa forma.

Conseguimos investimentos no porto de Imbituba, onde atracarão navios de 380 metros de comprimento. E um porto calado no mar não tem risco nenhum. Então, é ganho real para a região sul.

O aeroporto de Jaguaruna eu conheço como ninguém. Não tem neblina, não tem nevoeiro, é um porto alternativo para que Florianópolis, Porto Alegre, Navegantes, Curitiba, Joinville se utilizem nos dias de problema. Isso é ganho real, e temos que reconhecer as coisas boas. Eu sou de criticar, mas sou de reconhecer as coisas boas.

Teve a participação evidente, no porto de Imbituba, da presidente Dilma que investiu um dinheiro significativo para melhorar o calado, e melhorou. Foi a mesma coisa no aeroporto, onde houve parcerias. E a BR 101, a trancos e barrancos, está quase pronta.

Por isso, tive condições, depois de dois anos de trabalho, de ter a empresa a Cimolai, a quarta metalúrgica do mundo, se instalar em Içara. O terreno já está no nome da Cimolai que está só aguardando a terraplanagem para começar a obra.

Então é ganho e por quê? Por causa do porto, do aeroporto e da BR-101, o tripé do desenvolvimento. E começamos a ganhar.

Agora, uma empresa dos Estados Unidos poderá investir US$3.000.000.000,00 no sul, numa série de produtos que fabricaram do carvão. Do carvão sobrará só a poeira, porque vão utilizar tudo. Um investimento extraordinário.

Ganho do sul, fruto do quê? Desse trabalho dos 20% dos parlamentares que trabalham com o objetivo de desenvolver a região sul do estado. E por isso estamos aqui grudados, fincados, para buscar soluções, e este parlamento tem contribuído.

Obrigado sr. presidente!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)