Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Ana Paula Lima

15ª Sessão Ordinária - 13/03/2012

A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Muito obrigada, sr. presidente.

Sra. deputada Dirce Heidercheidt, srs. parlamentares, minha saudação a todos os presentes e a todas as pessoas que nos acompanham pela TVAL também.

(Passa a ler.)

"Srs. deputados, na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - divulgou o índice de crescimento do Produto Interno Bruto Brasileiro - PIB.

O Brasil em 2011 cresceu 2,7%. E criou cerca de dois milhões de empregos. Lógico que esse índice está aquém do esperado, mas sofreu influência decisiva da crise mundial que hoje abala os Estados Unidos e a Europa.

Mesmo assim o IBGE revela que o consumo das famílias brasileiras continua crescente e acima do índice de 2,7% do PIB, ou seja, a família brasileira continua tendo acesso a uma melhor renda, a mais empregos e melhorando a cada dia a sua qualidade de vida. O Brasil hoje é a sexta economia do mundo. Quando o presidente Lula assumiu a Presidência pela primeira vez éramos a 15ª economia do mundo. Hoje somos a sexta e ultrapassamos o PIB do Reino Unido. Em 2014 seremos a quinta economia do planeta. Não é pouca coisa.

Foi um salto de qualidade nestes quase 11 anos de governo no Partido dos Trabalhadores. Mas o grande mérito do presidente Lula e, agora, da presidente Dilma Rousseff é que o Brasil cresce distribuindo renda e gerando emprego para o seu povo. De 2003 à 2011 foram mais de 17 milhões de empregos criados no Brasil. É isso o que revela a Fundação Getúlio Vargas, na pesquisa 'De Volta ao País do Futuro', apresentada na semana passada e que v.exas., provavelmente, tiveram conhecimento.

Segundo a pesquisa, a crise europeia chegou ao bolso do povo brasileiro. No primeiro ano da presidente Dilma Rousseff, a pobreza foi reduzida em cerca de 8%, ritmo três vezes mais acelerado do que prevê os objetivos do milênio. Isso pode ser observado também pelo índice Gini, que mede a desigualdade e que caiu 2,1% em 2011. O Gini do Brasil passou de 0,60, em 2001, para 0,51, em 2012. Ou seja, os brasileiros e as brasileiras vivem num país que possui, hoje, o menor índice de desigualdade da sua história".

Era isso que preconizávamos, era isso que queríamos como militantes e dirigentes do Partido dos Trabalhadores. Era isso que o nosso ex-presidente Lula falava e para isso trabalhou dando continuidade agora à nossa presidenta Dilma Rousseff. Não adianta o país crescer somente; o país tem que crescer, mas distribuindo renda e gerando empregos.

(Continua lendo.)

"Segundo a pesquisa, os primeiros anos deste milênio serão conhecidos nos futuros livros da história brasileira como a redução das desigualdades, em contraste com os motivos da ocupação de ícones de riqueza americana e europeia, como Wall Street, em Nova York, e City, em Londres.

Tenho orgulho do meu partido, o Partido dos Trabalhadores; tenho orgulho de participar desse momento histórico do nosso país ao lado do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, que resgataram a história e a dignidade do povo brasileiro.

A pesquisa De Volta Para O Futuro, da Fundação Getúlio Vargas, ainda demonstra mudanças da classe sociais ocorridas no ano de 2003 até agora e projeta o Brasil para o ano de 2014.

Conforme a pesquisa, de 2003 a 2014 teremos um acréscimo de 52 milhões de pessoas à classe C e outros 16 milhões de pessoas à classe AB. Ou seja, 68 milhões de brasileiros e brasileiras terão crescido socialmente. Enquanto o mundo passa por turbulências e a sua maior crise, o Brasil, em especial o seu povo, caminha rapidamente a uma sociedade mais justa e humana. É por isso que a pesquisa aponta o brasileiro como o povo mais feliz do planeta".

Isso não sou eu que estou dizendo, não é o Partido dos Trabalhadores, mas é o que apontou a pesquisa De Volta Para O Futuro, ou seja, que o povo brasileiro é considerado o povo mais feliz do planeta.

(Continua lendo.)

"Temos muito a caminhar e também a conquistar. Mas temos certeza de que estamos no caminho certo: crescendo e distribuindo renda.

Temos à frente da nação uma mulher. Uma grande mulher, uma mulher guerreira, uma mulher competente, que é a nossa presidenta Dilma Rousseff, que está cumprindo com seus compromissos e construindo um Brasil melhor para os homens e para as mulheres. E hoje ela é reconhecida como uma das mulheres mais poderosas do mundo.

Esse avanço social nós visualizamos na população das nossas cidades, como é o caso de Blumenau, do vale do Itajaí e de todas as regiões do nosso estado.

Santa Catarina precisa aproveitar essa onda positiva e ser também o primeiro estado da Federação a eliminar a pobreza extrema que ainda acontece em nosso estado. Mas certamente não será com a criação de mais um fundo de combate à pobreza como sugerido pelo governo do estado e sim com o fundo já existente, deputado Dirceu Dresch, criado pelo governo do estado de Santa Catarina anos atrás e aprovado por esta Casa. Esse fundo é o Fundo Social. O que é preciso fazer é colocá-lo a serviço do povo catarinense."

O Fundo Social criado anos atrás não pode ser um fundo para ser utilizado de forma duvidosa a algumas entidades de Santa Catarina. Ele tem que ser usado para servir, para eliminar a pobreza extrema em nosso estado.

Então, não é criando mais um fundo, sr. governador, que iremos eliminar a pobreza do nosso estado. É utilizando os recursos do Fundo Social para diminuir, para acabar, para extinguir, de uma vez por todas, a pobreza no estado de Santa Catarina.

Era isso que eu gostaria de dizer, sr. presidente!

Muito obrigada!

(SEM REVISÃO DA ORADORA)