Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Antônio Aguiar

12ª Sessão Ordinária - 03/03/2010

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente, srs. deputados, prezados colegas, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital.

(Passa a ler.)

"Catarinenses, a dengue é a mais importante virose que acomete o homem, estando presente em mais de 60 países tropicais em todo o mundo.

O Brasil vem registrando epidemias de dengue desde 1986, com milhões de casos registrados, inclusive da forma hemorrágica, com ocorrências que evoluíram para o óbito.

O mosquito Aedes Aegypti é o mais importante vetor da dengue, e a melhor forma de combater a doença é investir na prevenção e no reconhecimento dos sinais de alarme, para que se possa em tempo agir, com condutas terapêuticas adequadas.

O mosquito da dengue tem hábitos domiciliares, e pode se estabelecer também nas proximidades. Por isso o Brasil passou a investir tanto em campanhas de prevenção, de esclarecimento, e criou segmentos de agentes de saúde que vão a campo, nos locais onde pode haver maior risco de contaminação, para levar a informação às pessoas, para ensinar, dizer como devem evitar a dengue.

Vejam que em 2010 a superintendência de Vigilância Epidemiológica da secretaria da Saúde estadual detectou, em várias cidades, até o final do mês passado, 47 ocorrências de focos de dengue em residências, 44 em comércios e 118 em pontos considerados estratégicos, por serem propícios a verdadeiras incubadoras de larvas, locais com água parada, lixo acumulado, ou seja, onde o mosquito pode chegar a sua forma adulta e contaminar o homem.

Aqui perto da capital, em Palhoça, há poucos dias, a vigilância redobrou atenções porque foram detectados focos, e aquele município foi considerado como um lugar propício à proliferação da doença.

Um ferro-velho e uma borracharia foram os locais mais seriamente infectados, por razões óbvias, porque faltou cuidado e haviam focos de água parada, onde a larva acha o seu hábitat ideal.

Mas é importante destacar que Santa Catarina vem-se esforçando muito para evitar a presença do mosquito da dengue e da doença.

É bem verdade que tivemos 99 focos de mosquitos detectados em janeiro e 124 em fevereiro, com 110 casos suspeitos da doença, sendo 48 casos confirmados e 60 descartados - enquanto que dois ainda estavam sob acompanhamento quando apuramos as informações para este pronunciamento.

Exatamente por isso é que precisamos elogiar o trabalho da diretoria de Vigilância Epidemiológica - Dive - com o envolvimento de todo o pessoal técnico, os agentes de saúde, médicos, enfermeiros e pesquisadores que trabalham nesta cruzada contra a dengue, e vou destacar o comando do doutor Luís Antônio Silva.

Vejam que num comparativo com 2007, quando tivemos 738 registros de focos do Aedes Aegypti, agora foram detectados somente 223 focos.

Vamos projetar agora no telão os mapas comparativos, para que os senhores e senhoras possam ver como era a situação da dengue em Santa Catarina em 2007, e depois em 2010.

Primeiro gostaria de mostrar alguns números de 2007.

(Procede-se à apresentação de slide.)

Tínhamos, por exemplo, 103 focos em São Miguel do Oeste, 47 em Rio do Sul, 57 em Dionísio Cerqueira, 24 em Joinville, 12 em Balneário Camboriú e dez em Caçador, para citar alguns exemplos.

Agora, em 2010 - peço para exibir o mapa atualizado - são 35 casos em Chapecó, 33 em Joinville, 19 em São José, 18 em Palhoça e outros tantos em Itajaí, ou seja, a dengue migra e é preciso atenção constante.

Os números absolutos menores em Santa Catarina são resultantes de muito trabalho, porque o controle é feito em todo o estado, com mais intensidade nos municípios onde o alerta surge, por casos suspeitos da doença ou detecção de focos do mosquito.

Não podemos esmorecer nesta luta, que é de todos. Porque não é só o pessoal da saúde que tem que correr atrás. Você que nos assiste também tem responsabilidade, aí na sua casa, na quadra em que você mora, em sua cidade.

Todos nós temos que ficar sempre atentos, evitar criar ambientes propícios ao desenvolvimento do mosquito da dengue. Nada de descuidar com água depositada em recipientes como vasos, garrafas, pneus velhos ou outros, porque a larva se desenvolve em água límpida parada.

Ontem mesmo deu entrada na Casa um projeto de lei do deputado Dado Cherem, que foi secretário de estado da Saúde até poucos dias atrás, e conhece bem o trabalho de combate à dengue.

O projeto dispõe sobre a obrigatoriedade de ferros-velhos, empresas de transporte de cargas, lojas de materiais de construção, borracharias, recauchutadoras e afins terem o devido cuidado para evitar proliferação de focos. A proposta é educativa, mas o projeto também prevê sansões para quem recusar as orientações e determinações sanitárias, porque não se pode brincar ou ignorar o esforço da vigilância epidemiológica. Então, é um projeto sério que deverá ser debatido na Assembleia e serei parceiro, deputado Dado Cherem, nos debates em comissões técnicas como a CCJ e a comissão de Saúde.

No estado de Santa Catarina, mais precisamente na Assembleia Legislativa, funciona o fórum permanente de combate à dengue. E nós, deputados, que fazemos parte desse fórum, estamos preocupados com a nossa epidemiologia que tão bem está sendo comandada pela secretária Carmem Zanotto. Mas estaremos atentos a essa grande mazela em que milhares de brasileiros já morreram por causa da dengue. Dengue mata! Dengue é coisa séria! Temos que combatê-la!E como é que se combate a dengue? Combate-se com prevenção, prevenção essa já citada por nós aqui, e esperamos que a comunidade, juntamente com a sociedade catarinense, ajude na fiscalização das águas paradas e no combate à dengue.

O nosso muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)