Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

9ª Sessão Ordinária - 24/02/2010

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, caros colegas deputados, sras. deputadas, de fato, deputado Silvio Dreveck, vai sobrar para quem? Para o policial civil Odair, porque ele reclamou da grossura do papel. E todo mundo sabe que é assim no estado inteiro; aquilo que ele falou é verdade. Quem da população teve um eletrodoméstico furtado, ou uma bicicleta, e foi-lhe recuperado e devolvido? E fazem um Boletim de Ocorrência que nunca vira inquérito policial!

Então, essa é a realidade e não tem que punir o Odair. Tem que cobrar do estado, do órgão estadual, uma posição.

Da mesma forma é a questão do salário. Tudo o que foi falado aqui antes sobre salários é verdade. E lá na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros também estamos esperando uma posição do governo com relação ao abono. É mais um abono que o governador disse que vai dar ainda antes de terminar o governo. Deu R$ 2 mil de abono para os delegados em novembro passado; prometeu para os oficiais também R$ 2 mil; espalharam o boato que só se fosse para todo mundo, para os praças também; enrolaram para dezembro; de dezembro enrolaram para março; e talvez ele desapareça sem dar mais uma resposta sobre isso.

Aliás, por falar no assunto, Luiz Henrique cancelou mais uma posse de Leonel Pavan, pois seria no dia 27 de fevereiro e ficou para o dia 6 de março. É a quinta vez que ele cancela!

Estou falando isso até porque acho que, como quer ser senador a qualquer custo, Luiz Henrique vai renunciar em 3 de abril. Que todo mundo já renuncie, de repente, agora, resolvemos por aqui essa situação e damos um rumo para o estado de Santa Catarina, porque a população está precisando de um governo para governar e não para ficar livrando-se de problema jurídico, político, penal, ou para ficar inventando reunião para lá, reunião para cá, viagem isso, viagem aquilo para ter uma justificativa para fazer a transmissão de cargo. É uma situação bem absurda essa que estamos vivendo.

Mas, para concluir ainda o caso da ocorrência de Guaramirim, faltou dizer que o soldado Cruz e o soldado Baninski são dois policiais excelentes que, inclusive, estudam Direito. Será que um policial militar jovem, que estuda Direito, iria cometer numa barbaridade capaz de prejudicar a sua vida e a sua carreira pelo resto da vida? Provavelmente, não!

O depoimento das testemunhas é normal. Elas passaram a acompanhar e depois que ouviram o barulho abriram a janela e foram lá olhar. Não viram o que aconteceu antes, não presenciaram os fatos anteriores. Se o vereador acha que os policiais agiram mal, e ele tem todo direito de pensar isso, de ter a sua opinião, tem todo o direito de cobrar que sejam feitos os procedimentos adequados. A Polícia Militar já abriu inquérito policial militar e os próprios policiais, o soldado Cruz e o soldado Baninski, dizem que não têm nenhum problema em responder administrativa, judicial e penalmente sobre o caso. Com o que não concordamos é o vereador, outras autoridades políticas no estado e os meios de comunicação chamarem os policiais de marginais fardados, porque não são! Há marginal fardado? Infelizmente há, lamentavelmente. Mas nesse caso não são! O soldado Baninski e o soldado Cruz são bons policiais militares, e não é admissível que uma ocorrência que poderia ser resolvida sem nenhum problema, como tantas outras no estado, todos os dias, transforme-se nesse escarcéu. Se o vereador tivesse descido do carro e concordado que deveria colocar as mãos sobre o capô para deixar claro que não estava armado e que não tinha nada a ver o veículo que ele estava conduzindo com o veículo que havia praticado o assalto, absolutamente nada disso teria acontecido.

Também quero chamar a atenção para o fato de que essa ocorrência lá em Guaramirim está sendo muito útil desde o dia 13 de fevereiro, inclusive para mudar o foco das discussões municipais, porque daí não se fala mais, lá na prefeitura, quem é o prefeito e quem não é o prefeito - porque isso está indefinido lá em Guaramirim; não se fala do centro cirúrgico do Hospital Santo Antônio, que está fechado. Agora só se fala que os policiais são bandidos, e não são! Eles são bons policiais!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)