Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Giancarlo Tomelin

35ª Sessão Ordinária - 04/05/2010

O SR. DEPUTADO GIANCARLO TOMELIN - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, minhas senhoras e meus senhores, escutei atentamente o pronunciamento do deputado Antônio Aguiar, quando ele dizia que a política tem que ser algo feito com o coração. E nós, deputado Dieter Jansen, somos de uma nova geração de políticos e precisamos implementar uma nova forma de fazer política, que é de quem olha no olho e diz a verdade; não promete o que não pode cumprir; tem a coragem de dizer sim, mas também a coragem de dizer não. Porque ultimamente a classe política tem transformado o cidadão em seus anseios e aspirações sociais, tem transformado o cidadão em eleitor, para apenas captar dele o voto, e ao captá-lo poder manter suas estruturas de poder.

Por isso precisamos programar uma nova política, que é uma política de resultados. A população de Santa Catarina e do Brasil carece disso. A população do vale do Itajaí, que é onde faço política - represento os catarinenses, é verdade, mas minha base eleitoral é o vale do Itajaí - quer uma nova forma de fazer política. Senão, vejamos: o governo hoje instalado, o de Leonel Pavan, é um governo de consequência do governo de Luiz Henrique da Silveira. Mas quando assisto aos pré-candidatos - e o governador Leonel Pavan ainda não é pré-candidato ao governo de Santa Catarina - falarem sobre política, tentarem buscar as coligações, tentarem buscar os arranjos políticos, vejo que há uma busca de poder pelo poder e para o poder.

Qual é o norte, qual é a bandeira que sustenta as candidaturas a governador?

Se você olhar na história do nosso estado, o governo de Celso Ramos, por exemplo, tinha uma bandeira, que era o Plameg - Plano de Metas do Governo. Mas não precisamos ir tão distante. Recentemente, Vilson Pedro Kleinübing ganhou a eleição porque ia à televisão, olhava no olho do cidadão catarinense e dizia: "Eu vou governar Santa Catarina assim como a senhora governa a sua cozinha. Não vou gastar mais do que o estado arrecada, como a senhora não gasta mais do que o seu marido lhe dá para tocar a sua cozinha". Em 1994, o então candidato a governador Paulo Afonso, e não estou aqui entrando no mérito se o governo foi bom ou ruim, se o governador foi ruim ou não, dizia: "Vou ser o governador dos municípios". E assim ele ganhou a eleição. Em 1998, Esperidião Amin ganhou a eleição dizendo: "Vou tirar Santa Catarina do cartório". E realmente se tornou governador. Em 2002, Luiz Henrique da Silveira criou o modelo da descentralização em Santa Catarina e o povo perguntava o que era aquilo. Ele respondia: "É simples! Quanto menor o terreno, mais fácil é a roçada". Assim ele ganhou a eleição para governador.

Sr. presidente e srs. deputados, e agora, em 2010, o que Santa Catarina espera? O que Santa Catarina quer do novo governador dos catarinenses? Qual é o mote? É a reivindicação justa de algumas classes que precisam ser valorizadas ou é um plano de governo para que o nosso estado possa voltar a ser um estado pujante, um estado que é exemplo para o Brasil?!

A minha região, por exemplo, que é a região do vale do Itajaí, que foi assolada por catástrofes, que foi machucada por tudo aquilo que aconteceu, que já foi a locomotiva do desenvolvimento catarinense, o que quer do governador? Ela quer um governador paliativo, que dê soluções temporárias ou quer soluções de médio e longo prazo?

O que queremos do próximo governo? Queremos um governador que nos transforme em eleitor apenas para manter o poder ou para fazer outros voltarem ao poder? O que nós queremos?

Eu sou de uma nova geração de políticos que quer a política de resultados, que quer a política voltada aos interesses e às aspirações sociais. A política não do tentar aprovar nesta Casa uma lei que pode ser inconstitucional, para impor ao governador um veto, para discutir de quem é o desgaste político. O desgaste é dos catarinenses que precisam cada vez mais de um governo austero que traga soluções; que solucione o gargalo, por exemplo - e volto ao meu vale do Itajaí - da BR-470, que nos inviabiliza; que traga soluções para a questão das enchentes, das catástrofes, talvez um canal extravasor, para que possamos ter uma segunda saída do rio Itajaí-Açu e não ficarmos à mercê, todos os dias, todas as semanas, de uma possível enchente que faz com que a insegurança reine naquela região.

Que governo nós queremos? Do ponto de vista nacional, temos uma convicção: o Brasil pode mais. Temos convicção de que do ponto de vista nacional já temos um pré-candidato, que vai devolver ao Brasil o seu status de país que pode crescer, que pode desenvolver-se e que pode mais, pode muito mais.

Em Santa Catarina, ainda precisamos conversar muito para encontrar um governador que possa dizer: Santa Catarina pode mais. Nesses últimos anos do governo de Luiz Henrique e Leonel Pavan é inegável que houve conquistas, houve projetos e houve desenvolvimento econômico nos quatro cantos do nosso estado. Ocorreram muitas coisas positivas, mas Santa Catarina pode mais.

Eu tenho convicção de que o nosso país pode mais e o nosso pré-candidato José Serra tem corrido este Brasil de ponta a ponta mostrando uma proposta de nação. Que bom que o atual governo instalado na República manteve a economia; que bom que o atual governo instalado na República soube entender o Bolsa Família, que foi criado no governo tucano; que bom que o atual governo instalado na República soube continuar a investir na agricultura, pois o primeiro superávit ocorreu no governo tucano; quem bom que o Brasil pode mais. Essa é a nossa convicção.

Todos os partidos do nosso estado precisam conversar, porque os catarinenses esperam de nós um governo de resultados. Santa Catarina não pode ficar para trás. Santa Catarina, com certeza, pode mais!

Era isso, sr. presidente.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)