Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

32ª Sessão Ordinária - 07/05/2008

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sra. presidente, srs. deputados, eu falava ontem aqui, desta tribuna, sobre a necessidade que temos de dar mais agilidade às questões da saúde. Veio aqui o deputado Silvio Dreveck dizer que o planalto norte de Santa Catarina tem dificuldades para encaminhar, para resolver os problemas de alta complexidade, aqueles casos que não são resolvidos na própria cidade, por questões técnicas, por falta de equipamentos. Ou seja, por falta de uma estrutura maior, o médico tem que encaminhar o paciente a outro lugar.

Depois veio à tribuna o deputado Edson Piriquito, que destacou a questão do Hospital Municipal de Balneário Camboriú. Aliás, um investimento, naquela cidade, de aproximadamente R$ 25 milhões, R$ 26 milhões. Serão mais de 150 leitos, 38 vagas na UTI, centro cirúrgico e pronto socorro. É um hospital que, pelo custo aproximado de R$ 26 milhões, tem um custo bem menor do que outros tantos, como, por exemplo, o de Joinville. Quanto ao Hospital Materno-Infantil, no início desse mês a secretaria da Saúde fez um convênio, um contrato de gestão. É um hospital público, do governo, de portas abertas para todos - não é um hospital particular -, que vai ser gerenciado de uma forma diferente, por uma organização social, a mesma que administra o Hospital Nossa Senhora da Conceição e também a Maternidade Mater Dei, de Curitiba, que, conforme informações, funciona muito bem. Mais ou menos também como funciona, por exemplo, o Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, que é administrado pelas irmãs, apesar ser um hospital público e edificado pelo governo.

Então, com esse passo da secretaria estadual da Saúde no Hospital Materno de Joinville, certamente passaremos a dar maior agilidade para todos os hospitais públicos do estado, porque muitas vezes a administração local, diretor, médicos, enfermagem, enfim, a equipe de limpeza, serviços, fica presa a uma burocracia que dificulta o atendimento.

Estive em Joinville, participando de uma audiência pública, porque os funcionários estão preocupados com o emprego deles. Mas eles podem ficar tranqüilos. A grande segurança nossa, a segurança de cada um é justamente a nossa habilidade laborativa, é a nossa capacidade de fazer. Então, as enfermeiras, as atendentes, as técnicas de enfermagem, os médicos, enfim, todos aqueles que fazem e que fazem bem seguramente serão procurados a dedo para continuar trabalhando e prestando serviço, porque essa organização social vai precisar de muito mais gente do que tem agora, até porque vai aumentar o atendimento da UTI, vai aumentar o número de leitos, vai triplicar o número de leitos para as crianças e para as gestantes. Enfim, o que vai faltar é mão-de-obra, porque vai aumentar o número de atendimentos. Esse é um grande passo que a secretaria da Saúde está dando.

Vejo aqui o meu líder, deputado Marcos Vieira, o deputado Herneus de Nadal, líder do governo, e o líder do PFL. Dizia-me o dr. Lester, juntamente com o deputado Dado Cherem, o secretário da Saúde e a dona Carmem Zanotto, que nos hospitais públicos passamos a ter certo problema depois daquela reforma que foi feita com relação aos salários dos funcionários. Ou seja, a partir do momento que todos os médicos passaram a ganhar um valor mensal independentemente da produção, percebemos que houve uma diminuição na produtividade, aumento da fila. Apesar de aparentemente todos estarem trabalhando, mas muitas vezes, especialmente quando se trata de saúde, precisamos contar também com algum tempo a mais do que a hora.

Por isso, atenção, dr. Antônio Gavazoni, deputado Marcos Vieira, eu pediria a v.exa., como líder do PSDB, ao deputado Herneus de Nadal, como líder de toda a bancada, não só do PMDB, e ao líder do PFL, que fizéssemos uma força conjunta, com os líderes de outros partidos, mas cito estes pela responsabilidade de estarem apoiando as ações do governo, eis que resolver o problema da saúde é uma grande ação de governo.

Hoje temos uma fila para tratamento de câncer e de outras enfermidades que certamente o governador quer ver resolvida. E entendemos que a partir do momento em que passarmos a pagar algum valor relativo à produtividade, certamente vamos aumentar, em muito, o número de atendimento de cirurgia cardíaca, de neurocirurgia, de cirurgias de otorrino, de adenóide, da garganta, cirurgia geral, cirurgia de hérnia. Isso certamente vai ajudar a resolver parte da grande demanda reprimida que temos, sem ter que aumentar o número de profissionais contratados.

Já comentei aqui que o estado outrora sempre procurava utilizar as mais modernas técnicas que existiam disponíveis, mas nos últimos dez anos, com relação às cirurgias de vídeo, quem paga pode fazer, mas infelizmente o estado não faz, porque não compra ou não tem esses equipamentos para fazer cirurgias. São caros, quebram facilmente e com a burocracia leva às vezes um ano inteiro para liberar a compra de um determinado equipamento. Isso faz com que aquele aparelho que foi comprado há alguns anos acabe ficando obsoleto, fora de uso. Por isso agora, dentro de 20 dias ou 30 dias, foi o que me garantiram o secretário da Saúde, a dona Carmem Zanotto e o dr. Lester, estaremos terminando a licitação para locar os aparelhos e permitir que esses hospitais públicos passem também a fazer as cirurgias com esses modernos equipamentos.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)