Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dirceu Dresch

79ª Sessão Ordinária - 05/08/2014

O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas e público que nos acompanha pela TVAL e Rádio Alesc Digital, quero cumprimentar o sargento Müller, que sempre está aqui nos acompanhando. Tivemos a informação de que o sargento Müller, que é de Iporã do Oeste, município vizinho de São João do Oeste, perdeu a sua esposa. Portanto, queremos transmitir os nossos sentimentos a ele, que está sempre acompanhando as nossas sessões e cumprindo a sua função de segurança desta Casa.

Gostaria de cumprimentar também o prefeito de São João do Oeste, Sérgio Luis Theisen, que é presidente da Ameosc. Quero dizer gute leute prefeito, gente boa de São João Oeste, e também os alemães de Iporã do Oeste e de toda região. Inclusive, na semana passada foi realizada a Deutsche Woche, a Semana Alemã, no município de São João do Oeste. E no ano passado fui jurado do Festival Alemão, que acontece durante a Semana Alemã, a Deutsche Woche, em São João do Oeste, que é a capital alemã do estado de Santa Catarina.

Então, o prefeito Sérgio Luis Theisen está conduzindo a associação de municípios e fazendo um grande trabalho.

Inclusive, amanhã acompanharemos uma deleção do extremo oeste, formada por prefeitos e lideranças da região, que vai a Brasília lutar para que a Universidade Federal da Fronteira Sul instale um campus também em São Miguel d'Oeste. Desde a fundação da universidade o compromisso foi que houvesse um campus em Chapecó, Concórdia e também em São Miguel d'Oeste.

Então, amanhã à tarde teremos uma audiência no ministério da Educação.

O extremo oeste sempre foi uma região, durante os governos passados, muito esquecida antes de o presidente Lula assumir o governo. Hoje temos o Instituto Federal, grandes investimentos e o término da obra da BR-282 até a Argentina. Tivemos um novo Porto Seco em Dionísio Cerqueira com uma bela estrutura, mas agora temos lá ainda o desafio de agilizar a passagem. Estive em Dionísio Cerqueira na semana passada e lá há um problema de demora da entrada de caminhões. Eles demoram muito para entrar e sair do estado.

Então, os diretores da Receita Federal de Curitiba estiveram presentes numa audiência para discutir esse tema. Mas temos bons investimentos.

Agora, além da universidade federal, da escola técnica e da Unila, a universidade do Mercosul, instalada em Dionísio Cerqueira, temos alguns gargalos, e uns deles ocorreu a partir da enchente, que é o problema da ponte de Iraí, uma vez que os caminhões grandes não podem mais passar pela ponte e agora estão passando pelas balsas em Itapiranga.

Inclusive, estivemos visitando as balsas na cidade de Itapiranga e podemos dizer que temos aí uma situação também crítica, pois a demora é muito grande, já que as duas balsas que temos não estão dando conta, apesar de estarem trabalhando dia e noite.

Por outro lado, também há uma preocupação dos prefeitos da região de Itapiranga, de Descanso, de Iporã do Oeste, pois todo o trafego pesado, os bitrens, os caminhões, estão passando pela rodovia estadual, por dentro das cidades, causando um grande prejuízo às estradas.

Amanhã, estaremos viajando à Brasília e vamos aproveitar, além de falar sobre a Universidade Federal, vamos discutir essa questão com o ministério dos Transportes, com o DNIT, e tentar resolver essa problemática colocando mais uma balsa grande para passar os caminhões na divisa dos dois estados. Caso contrário, os caminhões que vem lá de São Miguel do Oeste, de Chapecó, terão que dar uma volta muito grande.

Então, já fizemos contato com o DNIT, inclusive do Rio Grande do Sul, e temos a perspectiva de 30 dias para instalar essa nova balsa, lá em Iraí. Mas isso, na nossa avaliação, é muito demorado, causa muitos transtornos, os caminhões têm que parar de sete a dez horas em Itapiranga para esperar a passagem pela balsa. Isso vem causando um grande prejuízo, além do transtorno na querida e bonita cidade de Itapiranga, pois do outro lado do rio, os caminhões, as carretas precisam parar em frente aos comércios, na frente dos postos de combustíveis para esperar passagem na divisa com o estado do Rio Grande do Sul.

Então, queremos levar essas questões para a pauta da reunião, além de lutas estaduais que temos, como o asfalto da fronteira, o asfalto da Beira-Rio, de Itapiranga a Mondaí, que é uma reivindicação muito antiga da comunidade. Então, temos pautas nacionais, a ponte da divisa do Rio Grande do Sul, que é também uma reivindicação muito grande daquela região. Também temos a federalização do trajeto São Miguel d'Oeste a Itapiranga, na BR-163. Temos os contornos viários das cidades, especialmente, de Descanso e Iporã do Oeste, porque em São Miguel d'Oste já está sendo construído o contorno viário.

Então, levantar essas questões é importante, prefeito Sérgio, v.exa. que conduz muito bem a associação dos municípios, porque se trata de uma pauta extraordinária para o desenvolvimento da região do extremo oeste catarinense, que há muito tempo foi abandonado, mas a partir do governo Lula e da presidente Dilma tem recebido grandes investimentos.

Mas, quero aqui trazer outro tema que nos intriga, e que, na semana passada, chegou mais uma vez ao seu extremo. Não entendo como uma grande empresa como o Banco Santander envia uma carta aos seus clientes, mostrando essa situação que setores da grande mídia nacional, os grandes empresários brasileiros adoram fazer com o Brasil. Adoram espalhar o pânico, o medo frente às questões econômicas do nosso país. Já fizeram isso muito bem antes da campanha de 2002, especialmente, desde 1989, quando armaram questões, levantaram polêmicas irreais sobre a situação do nosso Brasil. É verdade que no mundo, há muito tempo, muitos países estão em crise. O Brasil, pelo protagonismo do governo, continua investindo em grandes obras, em políticas sociais, em habitação popular, como no programa Minha Casa, Minha Vida, através do qual serão entregues três milhões de casas populares. Isso gera emprego, gera desenvolvimento, gera demanda industrial no nosso país.

Então, o Brasil experimenta uma nova perspectiva de governo, em que o estado se transforma num grande protagonista da economia brasileira auxiliando setores em crise, como o setor automobilístico e outros setores, especialmente o estado sendo o grande agente de financiamento, através dos bancos públicos, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES.

Mas o estado também contribui com o desenvolvimento investindo em grandes obras, como citei aqui, em áreas sociais, como o programa Minha Casa, Minha Vida, como o Bolsa Família.

Então, mais uma vez, setores da grande mídia nacional, representando esta elite, dizem que o Brasil está correndo grandes riscos novamente com a volta da inflação e do desemprego.

Nós tivemos, nos últimos quatro meses, a inflação mais baixa, com redução, inclusive. Nós estamos com uma redução cada vez maior de desemprego no nosso país. Qual é o problema? É de fato a ameaça, mais uma vez, a mesma que já se fez em 2002, que se fez antes da Copa, de que o Brasil não ia fazer uma boa Copa do Mundo, mas fizemos uma Copa de qualidade em todos os nossos estádios. Uma maravilha! Uma grande Copa!

Então, são os mesmos que sempre apostam no fracasso, os mesmos que sempre apostam no caos, os mesmos que assustam e que criam pânico no nosso povo brasileiro. Então é isso, e queremos, de fato, precisamos ter um Brasil real, um Brasil que vem desenvolvendo a vida do povo, aumentando o salário, gerando emprego, reduzindo a inflação e segurando os juros nesses anos todos, nos patamares dentro da perspectiva.

Temos um Brasil real, um país que vai continuar investindo e melhorando a vida do seu povo. Nós temos, por exemplo, demonstrado esta perspectiva das empresas, pois, na questão do projeto técnico da nossa ferrovia leste oeste, tivemos 11 consórcios que participaram desta licitação.

E, assim, temos praticamente 4.600km de ferrovias licitadas no Brasil, que vão, com certeza, gerar muito emprego, muita renda e desenvolvimento no nosso país.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)