Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

106ª Sessão Ordinária - 19/11/2014

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Primeiramente quero dar as boas vindas ao colega Gilmar Knaesel, que passou por uma cirurgia bastante difícil em São Paulo. E hoje, para nossa alegria, vemos v.exa. aqui conosco, desfrutando deste momento.

Quero fazer minhas as palavras dos deputados Darci de Matos e Kennedy Nunes em relação ao nosso coelho querido, o nosso JEC, de Joinville, que realmente balançou a região norte. Eu até diria que a euforia não é apenas de Joinville, é de toda região norte. E agora, na Série A, se tivéssemos um estádio com capacidade para 50 mil pessoas, teríamos casa lotada o tempo inteiro. Por isso, a preocupação do prefeito em ir a Brasília para ver se consegue dinheiro para melhorar um pouco mais as condições daquela arena, para que a gente possa ter um número maior de pessoas assistindo ao Joinville no próximo ano.

Sr. presidente, a razão de eu estar aqui é de cunho político. Quando me elegi vereador, em 1992, atendia as pessoas na Câmara de Vereadores, em Joinville. E como era um número muito grande de pessoas, passei a atendê-las no plenário. E chegou o momento em que o presidente me disse que estava complicado atendê-las aqui, pois era muita gente. E foi aí que aluguei um escritório. E na época a fila ia rua afora, chegando quase na esquina. E por conta disso, fui aumentando o local para o atendimento. A partir do momento em que me elegi deputado estadual, em 1998, as coisas complicaram, porque aumentou substancialmente o número de pessoas que me procuravam.

Nós passamos por vários lugares até chegarmos numa casa amarela, que ficava na esquina da Casa da Cultura, em Joinville, que tinha lugar para estacionamento e era grande. Fomos lá, alugamos a casa amarela e, a partir daí, passamos a atender muitas pessoas. E todos se dirigiam à casa amarela para falar comigo. O escritório ficou conhecido como Casa Amarela, mas tem lá uma placa, onde está escrito: Escritório Regional, Político e Social do Deputado Nilson Gonçalves. Mas ficou conhecida como Casa Amarela, por ser amarela a casa que aluguei, não que eu tenha dado esse título àquela casa por alguma razão ou que eu tenha feita uma ONG e colocado o nome de Casa Amarela. Lá é o meu escritório de atendimento parlamentar e social ao mesmo tempo.

Acontece que lá começamos a trabalhar e a atender até 70 pessoas por dia. E aí um amigo médico, uma enfermeira se dispuseram a nos ajudar. A mãe da minha mulher, com um grupo de voluntárias, resolveu confeccionar quites de bebê, que passamos a entregar, então, quando fazíamos palestras com médicos e tudo mais. Passamos também, com outras colaboradoras, a disponibilizar cursos de manicure, tudo dentro da Casa amarela.

Enfim, tornou-se um trabalho muito grande, muito conhecido. Acabou extrapolando os limites do trabalho normal de um deputado no seu escritório. Na Casa Amarela um número de funcionários trabalha conosco, bem como colaboradores e amigos. Uma boa parte das despesas era bancada por este deputado. Tínhamos um caminhão para transportar os móveis e objetos usados que as pessoas doavam para entregá-los aos que necessitavam.

Então, muito do que fazíamos era com custo próprio e alto. Acontece que não logramos êxito nas eleições e não tenho como continuar com o meu escritório regional. Então, no meu programa de televisão comentei sobre ter que fechar a casa amarela, o meu escritório, e os inimigos de plantão encarregaram-se de divulgar que eu apenas tinha a Casa Amarela porque era político e que, a partir do momento em que deixasse de ser político, deixaria o povo na mão. Isso se disseminou.

Sou muito cobrado por causa disso. Aí fica difícil porque já expliquei isso várias vezes na televisão, no rádio e algumas pessoas não querem compreender. Assim, assomo à tribuna no dia de hoje para dizer que não tenho condições de continuar com aquele escritório porque o aluguel é muito alto, custa R$ 4.100,00. Esta Casa Legislativa colaborava com R$ 8 mil por ano para ajudar a pagar o escritório, o restante do ano pagava do meu dinheiro. A partir do ano que vem, terei que cuidar da minha vida, não vou receber mais o salário de deputado. Vou alugar uma sala menor e continuar atendendo as pessoas dentro das minhas limitações, como cidadão comum.

Sei que muita gente em Joinville assiste à TVAL e por isso estou falando a respeito disso nesta tribuna para dar uma satisfação. Vou continuar atendendo as pessoas como for possível e não vou virar as costas jamais para a minha gente de Joinville.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)