Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Francisco de Assis

8ª Sessão Ordinária - 08/03/2006

O SR. DEPUTADO FRANCISDO DE ASSIS - Sr. presidente, colegas deputados, funcionários desta Casa, especialmente as policiais de Santa Catarina, as mulheres da Polícia Civil e da Polícia Militar do nosso estado, quero homenageá-las pelo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, pois todos sabemos os motivos pelos quais comemoramos ou lembramos o Dia Internacional da Mulher.Mas é à mulher brasileira, guerreira, dona-de-casa, que tem jornada dupla de trabalho, que trabalha fora, que cuida dos filhos, quando casada ou quando os tem, que atende o marido, mas que assim mesmo faz a outra jornada fora do seu lar, a nossa homenagem. Sim, é para essas mulheres, mulheres brasileiras, que têm dado demonstração da sua virtude, da forma como tocam a sua vida, para fazer deste país um país melhor, a nossa homenagem.

E aqui em especial às mulheres de Santa Catarina, às mulheres policiais do nosso Estado, que hoje, quem sabe, estão recebendo um presente que já poderia ter sido reconhecido há muito e muito tempo, quanto ao presente que hoje recebem de todos os deputados, o mérito principal é de vocês, porque sem luta não se conquista nada. Não é por bondade dos deputados, não é por bondade do governador, não é por bondade de qualquer secretário, mas é sim pela forma como vocês se organizam e como vocês lutam, porque as conquistas só são possíveis graças à luta de cada organização.

As policiais civis e militares que aqui estão, separadas em dois lados deste plenário, eu gostaria muito de vê-las juntas, unidas, pelo único propósito das policiais de Santa Catarina, sejam militares ou civis.

Quero ainda, depois dessa singela homenagem a vocês, homenagear a minha cidade, a cidade de Joinville, que completa no dia 9 de março, amanhã, 155 anos, uma cidade que recebe todos de braços abertos. Joinville, é a maior cidade deste estado, com meio milhão de habitantes, é uma cidade que não pára, que não dorme, cidade trabalhadora, construída com o suor, com o sacrifício de cada homem, de cada mulher.

Essa Joinville, que recebe gente de todos os cantos deste Estado e deste país, comemora amanhã 155 anos de emancipação política e de história do nosso estado de Santa Catarina. É a Joinville que recebeu meus pais, que recebeu a minha família e que hoje me acolhe. É a cidade onde eu tive o privilégio de ser vereador e que por dois mandatos fez com que eu saísse de lá eleito deputado.

Então, a Joinville, ao povo de Joinville, os meus parabéns pela luta incansável, organizada e ordeira.

Eu quero, sr. Presidente, homenagear as mulheres, homenagear Joinville, mas não poderia deixar de falar de um assunto também importante, que é o município de Canoinhas. Tenho tido a oportunidade de conviver com pessoas daquela região do planalto norte. Lutei incansavelmente para que uma obra naquela cidade, há muito solicitada e reivindicada pela população daquele município, saísse do papel, ou seja, a obra de travessia urbana de Canoinhas, que estava parada há mais de três, quatro anos, quando lá cheguei, e muitos que lá moram tinham perdido a esperança.

Por causa da nossa atuação junto a outras pessoas, tivemos a felicidade de tirar a obra do papel, conseguimos aprovar o projeto e viabilizar a licitação que estava parada. Hoje nós temos recursos, a obra começou a andar, está sendo feita e, para nossa surpresa e do deputado Antônio Aguiar, essa obra foi paralisada e embargada por um coordenador da Fatma, daquele município.

Quero fazer a ressalva de que sempre tive a clareza e a lucidez de dizer que os funcionários efetivos, os técnicos da Fatma, fazem um brilhante trabalho em Santa Catarina, sempre fiz questão de ressaltar isso.

Agora, o deputado Antônio Aguiar, este deputado e a população de Canoinhas não podem ficar calados diante de tamanha injustiça. Esse cidadão poderia muito bem ter procurado o deputado Antônio Aguiar, que é da cidade, o prefeito, este deputado ou o DNIT, antes de tomar uma atitude irresponsável como essa, embargando uma obra importante para aquela região.

Estou apresentando hoje uma moção de repúdio a essa atitude, endereçada ao governador Luiz Henrique da Silveira, para que ele saiba que nem todos os funcionários que ele coloca estão do seu lado ou das pessoas que precisam.

O que aconteceu em Canoinhas foi um desses absurdos! Foi uma irresponsabilidade cometida por uma pessoa que ocupa um cargo de tamanha relevância como é o de coordenador da Fatma.

Estou triste, ao mesmo tempo aborrecido e magoado pelo nosso trabalho, deputado Vânio dos Santos, por todo esforço e luta que temos dedicado àquela região, aquele município, sabendo que esta obra será um modelo para Santa Catarina e, quem sabe, para o Brasil.

Srs. deputados, este cidadão poderia ter dialogado, porque o DNIT não se nega a discutir, assim como outras entidades, ou seja, de forma irresponsável passou por cima de todo mundo e por conta própria foi lá e embargou.

Lamentável essa atitude e espero que o governador Luiz Henrique da Silveira tome as devidas providências.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)