29ª Sessão Ordinária - 02/05/2006
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Sr. presidente e srs. deputados, inicialmente, deputado João Henrique Blasi, preciso fazer uma menção, pois acho que quando usei da tribuna, no horário dos Partidos Políticos, v.exa. não estava no plenário, portanto, não me ouviu. Não fiz nenhuma aleivosia com relação ao afastamento de Luiz Henrique da Silveira. Absolutamente! Cada um é suficientemente maduro para saber se acertou ou errou.
Mas o que eu coloquei foi esse documento, esse convite oficial de uma secretaria convidando pessoas para receberem o governador licenciado. Penso que isso é uso da máquina pública. Não acusei quem recebeu as benesses, mas, sim, quem fez as benesses.
Eu acho que aí houve um equívoco de v.exa., quando me colocou como um dos críticos do afastamento. Quero dizer que, como republicano que sou, também bato palmas para decisões judiciais, sabendo, deputado João Henrique Blasi, que sempre atrás de uma decisão judicial vem outra que, muitas vezes, não nos agrada.
Quero dizer a v.exa. que muitas vezes as decisões por unanimidade são burras. V.Exa. colocou que os três desembargadores se manifestaram. Concordo plenamente, pois é a decisão de cada um, consistente, nos três votos. Mas poderá haver recurso, poderá haver uma decisão, da mesma forma que entendemos como legal, como jurídica, a decisão desses agravos. Também espero, no futuro, quando essa decisão for de forma diferente, que a recebam, que a recepcionem. Acho que isso é comum.
O deputado Manoel Mota que, infelizmente, não está presente neste momento, tocou no Maluf, mas esqueceu do Garotinho, que está em greve de fome e é do seu partido. E até que provem o contrário, o candidato do PMDB é o Garotinho.
O deputado Manoel Mota, que já está empolgado pelo seu retorno, depois de 30 dias de afastamento, quer cobrar-nos a posição do Maluf. Não sei o que o Maluf está fazendo! Só sei que ele não é candidato. Agora, o Garotinho o é! E é do PMDB!
Não sei se ele vai-se recuperar depois dessa greve de fome. O deputado Manoel Mota conseguiu emagrecer dez quilos em um mês, enquanto o Garotinho só emagreceu 700 gramas em três dias. Acho que, de alguma forma, o PMDB está passando comida para o Garotinho, está passando um restinho à noite. E deve ser o PMDB!
S.Exa. vai-me dizer que a Rosinha, mulher do Garotinho, não é do PMDB?! Que o Garotinho não é do PMDB?! Espera aí, então quem é do PMDB? É interessante que o deputado Manoel Mota só quer entender como do PMDB aqueles que ele acredita como gente de bem.
E até ia fazer um pedido para o deputado Manoel Mota, mas infelizmente ele saiu.
E dizem que está tudo em dia, deputado Duduco.
Mas eu quero cobrar. Em novembro, deputado Djalma Berger, estive no Centro Administrativo e foi a única visita que fiz ao Centro Administrativo do governo. Estive lá com um grupo de pessoas e autoridades do município de Bom Retiro, inclusive o ex-candidato do PMDB a prefeito, o deputado Onofre Santo Agostini. Fomos ao governador, não o atual, mas, sim, o afastado, e solicitamos uma subvenção para um apoio a um investimento que está sendo feito lá em Bom Retiro.
Na época, para mim, para o deputado Onofre Santo Agostini e para as autoridades, inclusive para Valdir Hemkmaier (a quem saúdo, pois foi candidato a prefeito pelo PMDB, em Bom Retiro, e já foi prefeito), o então governador Luiz Henrique prometeu, em novembro, que em fevereiro estaria sendo concedido o auxílio. Hoje, dia 2 de maio, nada!
Como tudo está rigorosamente em dia, na visão do deputado Manoel Mota, espero que essa minha mensagem seja ouvida, se não pelo governador licenciado, se não pelo atual governador, pelos seus assessores, pelo responsável pelos fundos, a fim de que se sensibilizem pelo compromisso do governador, que é público.
O deputado Onofre Santo Agostini vai concordar comigo, pois estava presente, e o governador, ou seja lá quem for, deve deliberar sobre esses recursos de forma tão ansiosamente aguardada.
Diz o deputado Manoel Mota também que já pagaram, com satisfação, os salários. Isso não é mais do que obrigação! Quem deixou de cumprir com esta obrigação, sempre foi o PMDB. Quando assumimos em 1999, o estado estava com três folhas atrasadas, e as colocamos em dia no nosso período. De janeiro de 1999, até dezembro de 2002, o salário estava em dia e o 13º também. Então não venha agora fazer comparação antes de terminar o ano.
Quem diz que está com dificuldades financeiras não somos nós, mas o próprio governo. Se esses que dizem são da ala esquerda ou da ala direita do PMDB, não sei. Sei que o PMDB está com tantas alas, porque uma defende o atual governador, outra defende o governador licenciado, mas acho que eles não se entendem quando são confrontados pela imprensa. Aí, então, a situação é grave e há dificuldade.
Mas o deputado Manoel Mota também insiste em nos acusar da federalização do Besc, do Ipesc, da Celesc e de uma série de empresas. Quero que ele me diga se algum dia entrou um centavo no caixa do Tesouro do estado. Agora o governo atual está desejando, sim, botar a mão nos recursos das letras que são de propriedade do Ipesc, graças a uma operação que foi iniciada no governo Paulo Afonso e concretizada no nosso governo, a partir do momento em que renegociamos um crédito do Ipesc, com um débito do estado, e o estado reassumiu essa dívida para com a União, e essa repassou as letras do Tesouro Nacional para o Ipesc.
Mas língua não tem osso, infelizmente e graças a Deus! Deputados que defendiam o Rigotto e posteriormente defendiam o Garotinho, recentemente lançaram o Alckmin e agora já querem encostar-se no Lula. Não sei que fritada vai dar. Rigotto, Garotinho, Alckmin e Lula. Acho que se fosse aqui, diríamos que estamos fazendo uma caldeirada, porque se colocarmos tudo isso na água, numa grande panela e no fogo, sairia alguma comida gostosa. Não sei se vai representar voto. O que sei é que está representando o interesse momentâneo desse ou daquele candidato.
Quando tivemos a disputa entre o Rigotto, governador do Rio Grande do Sul e o Garotinho, a decisão do governador licenciado e de toda cúpula era Rigotto. Mas, num congraçamento em Palhoça, o governador licenciado, Luiz Henrique da Silveira, disse que se Garotinho ganhasse as prévias ele o apoiaria. Garotinho ganhou as prévias e Luiz Henrique da Silveira já correu.
O atual governador já se declarou fã de carteirinha do Alckmin. São médicos, não sei se já estudaram juntos, mas foram parlamentares juntos e parece-me que têm uma certa afeição. Tanto é verdade que o atual governador se inclina pelo apoio a Alckmin.
Mas, por outro lado, Luiz Henrique da Silveira não fala mais. E agora, a partir desta semana, novamente o PT se engraça e parece que quer voltar a namorar com o PMDB. E, do namoro ao noivado, ao casamento, há uma distância, mas em política, nós sabemos, que essa distância não é tão lenta quanto ocorre na vida real, no relacionamento entre duas pessoas. Correto, deputado Duduco?
Muitas vezes esse relacionamento político é tão rápido e as mazelas esquecidas tão facilmente que eu, deputado Vânio dos Santos, não vou me surpreender se, a partir de um determinado momento aqui, o PT passar a glorificar o atual governo de Luiz Henrique da Silveira. Eu não vou me surpreender não, porque acho que a língua não tem osso!
Mas eu quero cumprimentar todos os catarinenses e fazer uma recomendação: que todos fiquem muito bem antenados e acompanhando esse relacionamento, que objetiva somente a se perpetuar no poder, ou seja, quem quer ganhar a próxima eleição, mas não vai ganhar! E isso nós teremos certeza no dia 1° de outubro, pois a eleição será nossa!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)