Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Djalma Berger

22ª Sessão Ordinária - 13/04/2004

O SR. DEPUTADO DJALMA BERGER - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados e público que nos assiste, telespectadores da TVAL, no último final de semana tivemos mais uma rodada do campeonato catarinense de futebol. E este Deputado não poderia deixar de vir a esta tribuna para elogiar os quatro clubes que chegaram a essa fase final e que hoje lutam pela conquista máxima do futebol catarinense, que é o título de 2004.

E dentre esses clubes nós temos um que é do nosso coração, um clube que tivemos a oportunidade de participar da sua administração por alguns anos e que hoje está liderando essa competição, para a alegria de todos nós, catarinenses.

O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO DJALMA BERGER - Pois não!

O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Deputado, realmente estava procurando aqui no Plenário o nosso colega Deputado João Rodrigues, porque eu imaginava que hoje ele fosse desfraldar a bandeira da Chapecoense, como fez na semana passada. Ele deveria hoje trazer a do Guarani, até em honra ao futebol do domingo passado.

Agora, evidentemente que cada jogo é um jogo, que cada dia é um dia. Os que se divertiram na semana passada, hoje, infelizmente, estão chorando e amargando uma derrota. Mas realmente sinto que o Deputado João Rodrigues não se faz presente no Plenário para agora também escutar aquilo que nós, alvinegros, podemos dizer do campeonato catarinense.

O Sr. Deputado Reno Caramori - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO DJALMA BERGER - Pois não!

O Sr. Deputado Reno Caramori - Deputado, sou obrigado a defender o Deputado João Rodrigues pela sua ausência.

Nós, lá do Oeste, temos o discernimento de ganhar e de perder para colaborar com dos demais times. Se ganharmos todos, também não terá graça.

Então, é óbvio que a vitória, a derrota e o empate fazem parte de uma disputa. Mas nós desfraldamos as nossas bandeiras, Deputado Antônio Carlos Vieira, quando nós somos vitoriosos. E nós as expomos sempre aos torcedores em qualquer momento, em qualquer hora do dia.

Portanto, este recinto recebeu a bandeira da Chapecoense para demonstrar a euforia de uma vitória. Hoje ela está hasteada em cada residência do torcedor e assim que nós vencermos novamente, voltaremos a esta tribuna, trazendo a bandeira.

O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. nos concede mais um aparte?

O SR. DEPUTADO DJALMA BERGER - Pois não!

O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - O Deputado Reno Caramori se equivocou. Na semana passada, enquanto o Deputado João Rodrigues cantava loas à vitória do Chapecoense, nós, como bons alvinegros, vimos aqui cumprimentar a Chapecoense. Mas hoje ele não faz isso aqui no Plenário. Hoje, ele desaparece porque realmente deve estar tentando alguma coisa diferente para o próximo domingo.

O SR. DEPUTADO DJALMA BERGER - Muito obrigado, Deputado.

Mas gostaria de elogiar o Deputado João Rodrigues, que fez uma gozação em altíssimo nível e que nós entendemos perfeitamente. E hoje retribuímos a ele os mesmos adjetivos que ele usou naquela oportunidade.

Quero fazer aqui um relato da média de público e renda que teve o Campeonato Catarinense desde o ano 2000 até hoje. O Figueirense teve uma média de público no ano de 2002 de 7.324 torcedores por jogo. O segundo colocado, o nosso co-irmão, o Avaí, vem em segundo lugar, com 2.638 torcedores por cada jogo.

No ano de 2003, considerados os grupos A e B, o Figueirense teve uma média de 9.233 torcedores por jogo. O segundo colocado, em torcedores, passou já a ser o Criciúma, com 3.358 torcedores.

Em 2004, o Figueirense, novamente ostenta uma média de 6.179 torcedores por jogo; o segundo colocado é a Chapecoense, com dois mil e pouco; depois vem Marcílio Dias, Criciúma, etc.

Isso vem demonstrar não só os resultados que o nosso time obteve em campo, mas também, e principalmente, a importância da sua valorosa torcida. Nós, que acompanhamos o jogo pela televisão, no último domingo, contra o Atlético de Ibirama, vimos uma parte nova do estádio do Atlético de Ibirama totalmente tomada pela torcida do Figueirense.

E gostaria de mandar um abraço a maior torcida de Santa Catarina, à torcida jovem do Figueirense, da qual tenho a honra de ser o padrinho, na pessoa do meu amigo e Presidente, Rodrigo Xavier; a Bob Gueira, do Failon e Max Nunes Pereira; à torcida da Gaviões, da nossa querida amiga Iara Regina Freitas; à Barrigueira, do Sérgio; à Charanga do Figueirense.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, quero fazer uma menção toda especial à Charanga do Figueirense, que acompanha não só o clube, mas também nós, em nossos encontros políticos, eventos e comícios. Enfim, ela tem-nos dado uma mão muito grande. Em todos os eventos que temos a oportunidade de participar, nós procuramos sempre levar a Charanga do Figueirense, o nosso amigo o Paulinho da Silva.

A Turma da Figueira é aquela que fica sentada embaixo da figueira, perto da administração do estádio, jogando dominó. E eu já tive a oportunidade de entregar para ela o "manto sagrado", que é aquele nosso tabuleiro de dominó com o brasão da "máquina" estampado. Como até já gastou o pano do tabuleiro, eu já vou providenciar outro para que aquela nossa turma tenha a oportunidade de jogar dominó no "manto sagrado", no qual nós qualificamos o brasão do Figueirense.

Eu só gostaria de fazer uma ressalva ao pronunciamento do Deputado João Rodrigues da semana passada, quando ele colocou que o Figueirense é um time rico e que a Chapecoense e os demais clubes de Santa Catarina não são ricos, são times pobres.

Muitas vezes é natural no ser humano, em determinados momentos, confundir um sucesso administrativo, um sucesso até esportivo, com a capacidade financeira desse clube.

Eu participe das reuniões que começaram a ocorrer em janeiro de 1999, quando o nosso clube, o Figueirense, estava para fechar as suas portas. Então, o nosso ex-Presidente José Carlos da Silva conseguiu reunir um grupo de 10 empresários da nossa região e fazer com que cada um investisse R$30 mil no clube para que ele não fechasse as portas.

E foi através desse grupo, dos 10 abnegados torcedores do Figueirense, que começou um trabalho que culminou com a presença do nosso atual Presidente, Paulo Prisco Paraíso, que instalou ali um Conselho de Gestão e que realmente transformou a história do Figueirense, saneando as dívidas, contratando jogadores e melhorando o seu patrimônio.

O Estádio do Figueirense é hoje um dos melhores do Brasil, dito pelos grandes clubes de futebol que vêm jogar aqui em Santa Catarina. Temos um Centro de Treinamento com seis campos de futebol profissional, estamos construindo um Centro de Convivência dos Atletas, das divisões de base do Figueirense, e, acima de tudo, teve uma valorização de sua marca, o Figueirense Participações, de forma muito grande nos últimos anos.

Esse grupo de 1999 para cá, que teve a presença também do Deputado João Henrique Blasi, brilhante defensor do Figueirense quando, naquele ano de 2001, foi vice-campeão da série "B" e que quando foi guindado à posição na série "A" tão bem defendeu o Figueirense naquele momento...

Mas a diretoria do Figueirense, com o nosso Presidente, Paulo Prisco; o Carlos Aragão, nosso vice-Presidente; o irmão do Deputado Afrânio Boppré, o querido vice-Presidente Estatutário, Norton Boppré, que desempenha um trabalho fantástico; a Diretora Social, Vera... Para quem não sabe, todas as semanas a Vera leva os alunos da rede municipal de ensino de Florianópolis para visitarem as instalações do Figueirense e verem como funciona um time de futebol. E daí V.Exas. não imaginam a alegria dessas crianças, que têm a oportunidade de entrar nos vestiários e no campo do time do seu coração!

Portanto, esse é o nosso Figueirense, um time que nos últimos anos passou por uma transformação extraordinária, que nos últimos seis anos, período em que essa atual diretoria está à frente do clube, já foi três vezes campeão estadual, vice-campeão da série "B" e o 11o clube da Taça do Brasil, da primeira divisão do futebol nacional. E sem dúvida nenhuma muitas outras vitórias virão, podem ter certeza.

Então, à torcida do Figueirense, que sempre tem acompanhado o time, os nossos parabéns. E no domingo que vem, tenho certeza, vamos...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)