38ª Sessão Ordinária - 07/05/2015
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectador da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, pessoas ligadas ao nosso trânsito no nosso estado, também pessoas que visitam o nosso Parlamento. Eu estava atentamente olhando as faixas da campanha Maio Amarelo e quero dizer que a bebida alcoólica é um veneno para quem dirige. E não adianta negar! Não adianta dizer que bebeu só um pouquinho e que tem a mesma visão na direção de quem não bebeu. Isso não é verdadeiro. Para quem ingeriu bebida alcoólica, fica tudo muito fácil, inclusive fazer uma curva, correr mais, e é assim que os acidentes acontecem.
Mas tem outra coisa que temos que levar a sério: dirigir e falar ao telefone celular ao mesmo tempo. Eu não acredito que o motorista que esteja atendendo o celular tenha condição de dirigir. Porque se está atendendo o celular e dirigindo, às vezes, passa da rua onde precisa entrar e, se bobear, passa pela sinaleira no vermelho.
Portanto, quem dirige e atende o celular ao mesmo tempo tem que ser punido. Há muitos motoristas que não tiram o telefone do ouvido nunca, o telefone está sempre à mão.
Estamos vendo, a todo instante, famílias e famílias inteiras morrendo nas estradas. Portanto, a pessoa que bebe e que dirige ao mesmo tempo ou que dirige usando o celular, comete uma infração pesada porque, às vezes, com esse motorista infrator não acontece nada, mas ele pode provocar um acidente com outro carro e acabar matando três ou quatro pessoas, sacrificando a vida de um motorista que estava dirigindo corretamente. Por isso, é preciso tomar medidas duras e radicais contra esses motoristas que cometem esse tipo de infração.
Mas outra coisa que não consigo admitir é o DNIT colocando vários radares na BR-101, e não é para controlar a velocidade, mas para fazer receita. Colocam radar até atrás de placas na rodovia onde ninguém enxerga, igual aos pardais que antigamente eram colocados dentro das capoeiras de mato, para ferrar, multar e fazer receita. E eu acho que o tem que ser feito é educar os motoristas, e não multas que visem receita.
Sou totalmente contra punir para fazer receita. Acho que na BR-101 dá para andar até 117km/h que não é penalizado, mas o que não pode é encher a estrada de pardais, deixando-as atrás das placas para fazer receita.
Quero dizer que compartilho com essa luta. Tenho feito um grande trabalho e quando vejo as pessoas que são meus amigos que estão tomando bebida alcoólica sempre digo deixarem o carro ou dar para um amigo que não bebeu. Tenho feito muito isso. E nessas festas que só terminam de madrugada, se nesta hora fizerem uma blitz, vai sobrar pouca gente. Digo isso, porque meia-noite ou duas da manhã me afasto, pois quem não bebe não consegue ficar até mais tarde. As pessoas podem beber quanto quiserem, mas não podem dirigir.
Estamos nessa luta pela educação do trânsito, para diminuir os acidentes que vêm por ai carregando um por um para a morte. E não são poucos, todos os dias acontecem acidentes fatais.
Quero registrar que dia 04 de maio, segunda-feira, tivemos em Araranguá a maior festa da história da padroeira Nossa Senhora Mãe dos Homens. Foi a maior festa de todos os tempos. Participaram da procissão aproximadamente cinquenta mil pessoas. O padre Antônio Madeira é um líder, que agregou a região inteira.
Sou devoto da nossa padroeira, evidentemente que tenho participado de todas as festas e procissões. Desde 06 anos de idade, quando tive tifo, naquela época não havia cura e eu fui desenganado pelos médicos para morrer em casa. Meu pai pagou um hotel, ninguém podia entrar, porque a doença era contagiosa. E no dia 04 de maio, na hora da procissão, consegui levantar-me, fui até a janela e meus pais ficaram chorando, porque consegui assistir toda a procissão. Hoje estou aqui para contar essa história, então tenho razão de sobra para ser devoto da padroeira. Se estiver na China venho pelo asfalto rolando para estar no dia 04 em Araranguá; se estiver no Japão, mergulho e saio aqui no mar. É uma festa linda, vêm pessoas de São Paulo, do Rio Grande do Sul, do Paraná, de todas as regiões cumprirem promessas por graças recebidas.
Então, quero parabenizar o padre Antônio Madeira, esse grande líder que vem fazendo um trabalho extraordinário na nossa cidade, na igreja matriz, pois agrega as pessoas e os próprios padres que fazem um trabalho muito lindo na região. Parabenizo também os festeiros e os noveneiros pela festa linda, extraordinária, inesquecível que fizeram.
Quero aqui também dizer que terça-feira a bancada do sul reuniu-se com o governador e foi um grande encontro. Fomos muito bem recebidos e tratamos das obras já antigas, que já iniciaram, e sentimos uma perspectiva muito positiva, pois o governador está disposto a retomar todas as obras.
Lá na minha terra temos a Serra do Faxinal, obra importante, que liga o Rio Grande do Sul/ Canela/Gramado/Caxias do Sul. Também temos a Serra da Rocinha a BR-285, que liga São José dos Ausentes/Bom Jesus da Serra, Vacaria, Rio Vermelho, Passo Fundo, Erechim, por aí afora, até a Argentina.
Temos a barragem do Rio do Salto, que já tem o dinheiro alocado para esta obra, que vai manter o abastecimento de água nos perímetros urbanos.
Temos também a maior produção de arroz irrigado do Brasil, que também será mantido.
Ainda temos a serra do Corvo Branco, que se iniciou, mas está tendo problemas. Levantamos esses dados com todos os deputados do sul. Quer dizer, discutimos todos os projetos importantes e fundamentais da região.
Então, acho que é preciso, sim, unidade, força, porque tínhamos duas regiões pobres em Santa Catarina, a região serrana e o sul do estado, mas hoje somos um potencial, temos muitos empresários investindo. Por isso, precisamos criar uma infraestrutura para poder garantir a ida desses empresários e desenvolver a região ainda mais.
Acho que o compromisso do estado é alcançar o equilíbrio. Hoje, qualquer projeto que entrar nesta Casa e que vise trazer uma indústria, uma grande empresa para a região serrana, serei o primeiro parlamentar a votar favoravelmente, porque é importante o equilíbrio do estado.
Igualmente, lutamos muito pelo porto de Imbituba, que hoje é um dos portos mais seguro de Santa Catarina, pois houve um investimento de quase R$ 400 milhões. Hoje atracamos navios de 380m de cumprimento, grandes navios.
Temos o aeroporto inaugurado recentemente, em Jaguaruna; a BR-101, que ainda se arrasta para sua conclusão, porque há gargalos que não param de perturbar por causa das filas; no Morro dos Cavalos fizemos a quarta pista, mas a ponte da Cabeçuda ainda falta 3% para ser concluída. Falta um pagamento de R$ 70 milhões e a empresa não quer tocar a obra enquanto não pagarem. Quer dizer, temos tudo aí nessa pendenga.
Temos também o Morro do Formigão, em Tubarão, onde foi feito um túnel. Mas agora, feito o túnel, não temos a ponte de Tubarão. É uma falta de planejamento neste país que nem merece comentários. Como se faz uma estrada e não se faz uma ponte? Vão ter que voar na ponte? Os caminhões ainda não têm asas, nem temos automóvel para voar!
Quando se planeja em fazer uma obra ela tem que ser licitada num todo, mas parece que tudo é feito propositalmente, para poder licitar mais vezes. A gente chega a ficar furioso.
Eu ainda respondo processo na Polícia Federal de tanto fechar a BR-101 para poder buscar a ordem de serviço. Isso já faz dez anos e ainda não concluímos, mas esperamos que esteja quase concluída, vamos sofrer mais um ano, um ano e meio. Estamos há quase 12 anos esperando para fazer uma obra de 348km. Se estivéssemos na China, num ano eles concluiriam a obra. Eles fizeram 45 km no mar, com seis pistas em dois anos. E nós aqui não conseguimos realizar esta obra com rapidez.
Hoje, uma obra quando inicia custa um valor, quando acaba demorando, custa o dobro ou o triplo. E o país não tem mais recursos para gastar tanto, sem planejamento.
Precisamos, sim, planejar e fazer essas obras com mais rapidez. Usar esse dinheiro e fazer economia para que este país volte a crescer. Nós não podemos viver nessa ilusão de que será que vai dar certo? Precisa dar certo!
Estou hoje no sétimo mandato neste Parlamento, com garra, trabalho, dedicação e amor. Eu me dediquei de corpo e alma ao Parlamento, ajudando o meu estado.
Por isso, posso dizer aqui, de cabeça erguida, que eu não tenho uma vírgula que desabone a minha conduta em 32 anos de vida pública. Então, quando vejo esta situação de Brasília, tem hora que dá vontade de entrar dentro de um valo, desaparecer, porque acabamos por ficar envergonhados da classe política.
Então, nós precisamos mais ética, mais amor ao nosso recurso público, ao nosso povo, ao nosso estado. É com esse espírito que eu venho aqui registrar esses momentos, e dizer que, enquanto eu viver na vida pública, será com garra, determinação, lealdade ao povo, ao meu estado e à minha região, que é o sul do estado, que não pode ficar fora.
É assim que eu trabalho, é assim que eu me dedico, e esse é o meu rumo, o caminho da minha vida.
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)