Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Professora Odete de Jesus

8ª Sessão Ordinária - 27/02/2007

A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sra. presidente, deputada Ana Paula Lima, srs. integrantes da Mesa, sra. deputada Ada De Luca, srs. deputados, amigos que nos assistem, imprensa falada, escrita e televisionada, hoje, quando cheguei ao meu gabinete, tive um choque muito grande. Porque quando perdemos pessoas que conviviam conosco neste recinto de trabalho, muitas vezes sentimos aquela perda como se fosse de alguém da nossa casa.

Deputada Ana Paula Lima, eu senti muito por v.exa. a perda da jornalista Ula Weiss, que também trabalhou conosco. Ela era uma funcionária muito competente, uma pessoa que trabalhava com amor, com gosto pelo que fazia. Senti muito, deputada Ana Paula Lima, essa perda, e tenho certeza de que v.exa. e os seus assessores, que conviveram com essa amiga, devem ter sentido muito também. Saiba, portanto, que o nosso gabinete sentiu muito essa perda.

Muitos funcionários que trabalharam aqui também já se foram.Quando trabalhamos aqui, convivemos com pessoas que dão tudo de si para nos ajudar no dia-a-dia, nesse trabalho que não é fácil. Nós sentimos muito a perda de um ente querido, mas não depende da nossa vontade. Quando chega a hora de partir, temos que respeitar. Mas foi uma perda lamentável, de uma pessoa trabalhadora, de uma jornalista de mão cheia, e isso realmente deixou-nos muito triste.

Mas a vida continua, srs. deputados! Muitas vezes temos que engolir as lágrimas, tocar o barco para frente e seguir, deputada Ana Paula Lima.

Senhores, mais um assunto preocupa-nos e entristece-nos. Hoje em dia tudo é feito através do voto, deputado Onofre Santo Agostini. Votamos para escolher o síndico do prédio, para eleger o presidente da associação de moradores do bairro, para escolher o nosso vereador, o nosso prefeito, o nosso deputado, o nosso governador, o nosso presidente da República e assim por diante.

E nada melhor do que, no lugar que se faz educação, que é na escola, onde ensinamos os nossos alunos dando bons exemplos, ensinando-os as leis, o que é certo e o que é errado... Por que temos que deixar passar? Não, srs. deputados! Esta deputada, professora, com muita experiência na área do magistério, pode falar porque trabalhou com alunos de pré, de 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª séries e de 2ª grau. Também tem experiência em secretaria de 2º grau. Então, por que dentro do lugar onde se faz educação, onde se constrói, onde se ensina os alunos, nós temos que não ouvir a voz da comunidade?!

A comunidade se reúne para escolher os seus representantes com competência. Às vezes, a vontade política é grande de atender aos anseios de algumas agremiações partidárias. Mas, às vezes, aquela pessoa que foi nomeada para administrar uma escola não tem competência. Ela tem apenas a teoria, mas não tem a prática. E a comunidade tem autoridade para escolher os seus representantes legais.

Faço um apelo ao secretário da Educação, nosso amigo Paulo Bauer, que assumiu essa pasta de suma importância, para que reveja essa questão. Eu trago nomes de alguns diretores e diretoras que foram eleitos pelo voto, pela vontade dos professores, dos alunos, dos pais, enfim, da comunidade em geral, porque são eles que votam.

Nós temos uma relação das escolas de Florianópolis, com os seus diretores e diretoras eleitos em 2006. Na Escola Estadual Básica Getúlio Vargas, a diretora eleita foi a sra. Vendelin S. Borguezon. No Centro Integrado Anjo da Guarda, temos como coordenadora-geral a sra. Maria Elena Lueneberg e como vice a sra. Miriam Izabel Viviani dos Santos. Tenho aqui também a relação de outras escolas, como a Escola Básica Cônego Nicolau Gesing, de Braço do Norte, que tem como diretor o sr. Mario Cezar Heidemann Pereira; a Escola Básica São Ludgero, de São Ludgero, sendo que a diretora eleita através de voto é a professora Maria Ester Pereira Beza, deputado Sérgio Grando. V.Exa., que é professor, sabe que quando o professor é escolhido pelos alunos, pelos professores e pela comunidade é porque tem competência para administrar!

Em Criciúma, temos a Escola Básica Antônio M. Neto, tendo como diretora a sra. Patricia Schneider de Oliveira; em Joinville, a Escola Básica Jandira D`Ávila, tendo como diretor o sr. Valtecir Marion; em Chapecó, a Escola Básica São Francisco, deputado Pedro Baldissera, da sua tão amada Chapecó, tendo como diretora a sra. Mara Rosane Costa Maria, e tantas outras escolas. Eu estou com uma infinidade de nomes aqui!

Mas o Sinte ligou para mim, porque eu faço parte e fui também criadora do fórum permanente para discutir os assuntos referentes ao Estatuto do Magistério Público. Eu estou pronta para defender a minha classe e tenho que a defender porque entendo dessa área! Eu tenho que defender onde eu tenho habilidade, porque tenho anos de profissão dentro do Magistério Público. Eu já lecionei em várias escolas deste estado.

Assim sendo, srs. deputados, eu peço e faço um apelo ao secretário para que reveja, para que aceite essas pessoas que foram eleitas nessas escolas. E por que não aceitá-las? Eu também participei de uma eleição de diretor na Escola Básica Paulo Schiefler, o maior colégio de Caçador, sendo eleita com seis votos, mas fui impedida de assumir porque a agremiação partidária a que eu pertencia era outra, srs. deputados! E uma outra pessoa ocupou a vaga.

Então, nós temos que deixar que a população decida, escolha! Nós entramos na Assembléia Legislativa pelo voto, e que voto precioso, srs. deputados! Por isso temos que dar ouvidos à comunidade.

Muito obrigada!

(SEM REVISÃO DA ORADORA)