12ª Sessão Ordinária - 05/03/2009
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sr. presidente, srs. deputados que nos prestigiam nesta sessão, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, neste primeiro momento quero me reportar ao acontecimento que vivenciei na noite de ontem, em São Pedro de Alcântara, município vizinho a São José, que pertencia ao meu município e que se desmembrou. Também estavam presentes naquele ato solene o presidente desta Casa, deputado Jorginho Mello, os deputados José Natal, Marcos Vieira, Edison Andrino, Professor Grando, Cesar Souza Júnior, Giancarlo Tomelin, eis que a Assembléia Legislativa promoveu naquela cidade uma sessão alusiva aos 180 anos da imigração alemã em Santa Catarina.
São Pedro de Alcântara espalhou, vamos falar assim, por todas as regiões, ou por quase todos os municípios do estado, os descendentes de alemães. Esse município tem pessoas comprometidas realmente com a cultura alemã, com o resgate da história da colonização alemã em Santa Catarina, e nós tivemos a felicidade de ter estado lá ontem, com aproximadamente 600 pessoas.
As pessoas da cidade, aqueles que lá nasceram e que hoje já não estão mais, estão espalhados em diversos lugares, mas foram prestigiar a sessão solene da Assembléia Legislativa.
Então, estão de parabéns o deputado Edison Andrino e o deputado Renato Hinnig, proponentes da sessão que aconteceu em São Pedro de Alcântara, o prefeito Ernei Stähelin, o nosso querido amigo e vice-prefeito Almir, popularmente conhecido por Meirinho, o presidente da Câmara e os vereadores.
Fiquei muito feliz de ter recebido o convite e de poder ter participado daquele ato solene.
Nobres pares, o deputado Serafim Venzon, que assomou a esta tribuna anteriormente, falou do problema da Saúde no nosso país, porque a questão do SUS é uma questão nacional. Inclusive, quero me somar ao pronunciamento do deputado Serafim Venzon.
Estou na vida política, como legislador, desde o ano de 1988. Assumi o meu primeiro mandato de vereador em 1989, no meu querido município de São José, que completará 259 anos no próximo dia 19 de março. E em todo esse tempo tenho visto problemas na Saúde.
A Saúde sempre foi um problema social. E nós, digo nós porque tenho certeza de que se inclui aqui muitos dos senhores deputados, somos procurados diariamente por pessoas que estão com algum problema na área da Saúde e que não conseguem resolvê-lo por si só. E muitas vezes vivemos a angústia daquele que nos procura, porque não conseguimos realmente ajudá-lo. Muitas vezes, para poder ver a pessoa resolver a sua angústia na área da Saúde, temos até que ajudar financeiramente. Lógico que existem casos e casos, e em alguns somos obrigados a ajudar.
Mas quero ainda ter a felicidade de poder vivenciar aquilo que foi proposto pelo deputado Serafim Venzon, de que o cidadão ao ingressar num posto de saúde, ao ingressar num hospital da rede pública, tenha realmente o tratamento que determina a Constituição deste país, porque, infelizmente, não é isso que vivenciamos.
Srs. deputados, os jornais de hoje trazem a comemoração do avanço que o Brasil teve desde 2008, com um percentual de mais de 67 milhões de pessoas vacinadas contra a rubéola, gripe, febre amarela. E a meta do país é ultrapassar todos os países da América do Sul. Ao mesmo tempo o mesmo jornal já traz estampado um caso que aconteceu em Andradina, no interior de São Paulo, onde 19 pessoas foram se vacinar e saíram contaminadas. Infelizmente, não se sabe qual será o procedimento pelo qual passarão para retirarem os nódulos que ficaram nos braços.
Temos pessoas que receberam vacina nos dois braços, para gripe, por exemplo, num determinado período, e, agora, para febre amarela, e estão com problema nos dois braços. O que é isso? Com certeza é um problema de saúde pública, relacionado à falta de cuidado com o material usado, à falta de esterilização e outras coisas.
Ainda quero ter a felicidade de poder ver alguém vir aqui, algum senador, algum deputado federal ou até o ministro José Gomes Temporão - e quero reconhecer que ele tem-se mostrado um excelente ministro na área da Saúde, tentando resolver os problemas... Mas cada caso é um caso.
Temos casos no interior deste país que arrepiam. Nós assistimos, através da imprensa, a absurdos cometidos em postos de saúde e em hospitais. Até vou deixar no ar e não vou citar o nome do hospital, mas estive num hospital aqui, na região da Grande Florianópolis, visitando um amigo que está na UTI. E o que vi? Na porta, encontrei uma gama de paranhos enorme. Na porta da UTI do hospital! É uma loucura! E se eu disser qual é o hospital, provavelmente irão correr e tirar. Então, depois, colocarei para o presidente desta Casa o nome do hospital, para mandar ligar ou mandar alguém verificar, porque se eu disser aqui eles vão correr lá e tirar. E o deputado José Natal vai passar por mentiroso. Então, vou deixar para o presidente o nome do hospital, para pedir à equipe de deputados da Saúde, desta Casa, para ir ver onde estão os paranhos na porta da UTI de um hospital daqui. Como é que vamos ter saúde de primeira, se na porta da UTI tem uma gama de paranho pendurado? É terrível, mas é isso que vivenciamos. Não é só o caso daqui, não! São casos isolados.
Espero, com certeza absoluta, que devemos realmente melhorar na área da Saúde, para vivenciar o que foi colocado pelo deputado Serafim Venzon.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)