Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dirceu Dresch

100ª Sessão Ordinária - 16/12/2008

O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores que nos acompanham pela TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, quero aproveitar este momento tão importante no nosso país, em que um trabalhador metalúrgico, retirante nordestino vem governando este nosso Brasil e dando tantas alegrias para o povo brasileiro, para dizer dessa grande aprovação que ele vem tendo pelo povo brasileiro. No dia de ontem tivemos a divulgação de mais uma pesquisa muito importante.

E acima de tudo, deputados Pedro Uczai e Pedro Baldissera, meus colegas de bancada que estão aqui presentes neste momento, trata-se de um governo que não é só de um presidente da República, do presidente Lula; é o conjunto de um projeto capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores, com suas políticas de alianças da base de sustentação.

Com certeza o partido tem-se preparado para enfrentar os grandes desafios do nosso país. Acumulou durante anos e anos, entre as várias campanhas, entre as caravanas, entre os grandes debates com seus filiados no Congresso, debates intermináveis. E muitas vezes éramos, inclusive, questionados por ter debatido e discutido por tanto tempo as coisas. Mas foi por isto que deu, e está dando, certo: porque há um acúmulo histórico.

E mesmo nos grandes momentos de embate que o nosso partido sofreu em nível nacional, de acusação, de perseguição, nós conseguimos passar por cima, e hoje continuamos, disparado, sendo o partido mais querido do povo brasileiro, o partido com maior respeito entre todos os partidos políticos do nosso país.

Então, isso para nós é um grande orgulho, uma grande satisfação.

(Passa a ler.)

"O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou em dezembro deste ano o melhor índice de avaliação positiva na história da pesquisa CNT/Sensus, que começou a ser divulgada em 1998. Segundo o levantamento, o governo do petista recebeu a avaliação positiva de 71,1% dos entrevistados, contra 6,4% que avaliaram negativamente o governo. Entre os entrevistados, 21,6% avaliaram o governo Lula como regular.

A avaliação pessoal do presidente também obteve a segunda melhor avaliação histórica da pesquisa, subindo de 77,7% em setembro para 80,3% em dezembro. Somente 15,2% dos entrevistados desaprovaram o presidente, enquanto 4,6% não responderam.

Os índices de popularidade de Lula só perderam para as avaliações de sua popularidade registradas em janeiro de 2003, o ano em que foi empossado no cargo, quando teve 83,6% de aprovação."

Portanto, o presidente vem chegando próximo aos números que o aprovaram em 2003, quando assumiu o governo. Completando seis anos de governo, isso é muito positivo porque hoje a população de fato começa a compreender por que o presidente Lula lutou tanto para chegar ao governo e fazer as grandes transformações que este país precisa.

Srs. deputados, essa avaliação também está sendo feita a partir de exemplos como o da intervenção do nosso governo federal aqui em Santa Catarina no momento das chuvas, com a presença dos seus ministros e também do presidente Lula, que veio duas vezes ao nosso estado; assim como em outros momentos, deputado Moacir Sopelsa, na questão das estiagens que nós passamos, quando criou um seguro para a agricultura familiar, ampliando os recursos do Pronaf para R$ 13 bilhões este ano, um investimento para a nossa agricultura familiar. Isso é inédito para Santa Catarina e tem que ser valorizado por esse povo, pois ele é um presidente simples, que se comove com a situação do povo, principalmente do povo mais sofredor, mais pobre que sempre é o mais atingido nesses momentos.

Já está havendo um grande debate sobre o futuro do Brasil com relação aos futuros governos, quando já se inicia um enfrentamento, inclusive, de estratégia para 2010. E nós queremos deixar muito claro para todos que nos acompanham aqui e pela TVAL que se fala muito do governo passado, que nós mantivemos uma política do governo Fernando Henrique e isso não é verdade! Queremos deixar muito claro que temos outra estratégia política. E mais uma vez, nesse momento, essa estratégia, esse projeto de direita perde a sua questão central, que é sempre a defesa de que o mercado resolve tudo, que o mercado é o Deus.

Aqueles que começaram trabalhando nessa perspectiva estão repensando hoje que estavam errados. E o Brasil só enfrenta esse momento de crise internacional como nunca enfrentou porque assumiu outra estratégia, deputado Pedro Uczai, que é a de fortalecer o estado, a política pública, de construir, sim, uma reserva cambial para justamente nesse momento poder continuar os investimentos e a fazer as grandes políticas.

Na semana passada, o presidente e o governo brasileiro assumiram, junto com seus ministros, um conjunto de medidas, tais como: a redução do IPI dos automóveis; a redução do Imposto de Renda sobre pessoas físicas; a prorrogação de dívidas de empresas que venciam em 2008 para vencer em dezembro de 2009, e tantas outras iniciativas que não se faziam antes porque o estado estava perdendo o seu poder, a sua força, e não tinha condições de intervir num momento de crise.

Então, estamos muito contentes nesse momento, pois mais uma vez vemos reafirmada uma estratégia que sempre defendemos. O governo tem, sim, que ter força política e força financeira para poder intervir na economia e fazer uma política de distribuição de renda no país, principalmente, e poder intervir em momentos de crise com recursos para amenizar as crises que o povo vem passando.

Entendemos que é preciso fortalecer as estratégias do estado, pois essa é a grande disputa não só do presidente da República, mas de um governo e dos partidos políticos que apóiam essa estratégia de fortalecimento do governo de regulamentação, sim, do poder econômico, do modelo econômico e do sistema financeiro. Inclusive, a Inglaterra, que foi um dos países de linha de frente da desregulamentação e da privatização, hoje está repensando, assim como os Estados Unidos estão repensando, a sua política de livre mercado.

E a nova política do Brasil é a relação internacional. No governo Fernando Henrique nós trabalhávamos somente com relação à política externa com os Estados Unidos, e hoje nós criamos uma nova perspectiva de política internacional com o Oriente Médio, com a China e com outros países do conjunto do Mercosul e da América Latina.

Srs. deputados, está-se construindo, inclusive, um nova perspectiva de governos de esquerda, de governos populares em toda América Latina, com a influência principalmente do governo brasileiro, pois o povo da América Latina está vendo que é possível fazer governos diferentes; não governos ditatoriais, mas fazer governos democráticos, governos que a sociedade tenha espaço e, principalmente, governos que gerem desenvolvimento...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)