Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Carlos Hoegen

46ª Sessão Ordinária - 04/06/2008

O SR. DEPUTADO CARLOS HOEGEN - Sra. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, eu quero me referir, na tarde de hoje, antes de entrar no tema central, de maneira muito especial, a uma categoria da qual fiz parte durante 15 anos da minha vida, que é a imprensa, onde militam profissionais sérios, gente que tem, acima de tudo, responsabilidade com aquilo que faz e efetivamente tem a missão de ofertar ao cidadão catarinense, aos cidadãos de bem deste estado a mais importante ferramenta desse novo milênio, que é a informação.

Nós não podemos, de maneira alguma, enxovalhar o bom jornalismo feito em Santa Catarina com fatos como esses que a imprensa publica nesta Casa, pelo menos alguns deputados, chamando isso de jornalismo, chamando isso de imprensa. E isso, pela informação que consegui obter junto aos veículos de comunicação, nada mais é, deputado Jaime Pasqualini, e isso aprendi com v.exa. lá na nossa querida Unidavi, um achincalhe, nada mais é do que uma extorsão tipificada no Código Penal.

E nós não podemos admitir que aqueles profissionais que nesta Casa estão, aqueles que militam na Alesc, na TVAL, na Rádio da Assembléia, nos jornais deste estado, na pequena imprensa do interior, sejam confundidos com aquelas pessoas que fazem um trabalho de forma picareta, de forma efetivamente feita para cometer um crime, um delito, um achincalhe ao bom jornalismo feito no nosso estado.

Esse cidadão que uma hora é chamado de jornalista aqui, outra hora é chamado de editor, outra hora de homem da imprensa, de maneira alguma pode estar misturado à gente de bem, que tem responsabilidade e compromisso com a informação e que ajuda a transformar este estado num dos grandes estados da nação.

Portanto, queria fazer esse registro como alguém que já esteve na área, que trabalhou duro e penosamente na área para cumprir a missão, deputado Altair Silva, de informar a gente de Santa Catarina.

Aliás, tampouco podemos chamar aquilo de livro, pelo que pude observar. E outro detalhe: gostaria, deputado Manoel Mota, de fazer menção aqui à citação de um deputado que chamou a nossa gloriosa Polícia Civil de polícia do governo! Ora, é uma polícia que serve a Santa Catarina; é uma polícia que nos garante a segurança, que tem uma missão, neste caso inclusive, de fazer uma profunda e criteriosa investigação para que essa verdade que vocês aludem e querem tanto que apareça efetivamente aconteça.

Um homem como o delegado Renato Hendges, que só conheço pela imprensa, com uma história de vida dedicada à Segurança Pública de Santa Catarina, porque nos noticiosos policiais, ao longo dos meus 15 anos de rádio, deputado Jaime Pasqualini, vi a história de um homem batalhando pela verdade em Santa Catarina.

Portanto não pode ser maculada essa imagem, deputado Pedro Uczai, manchar a história da polícia de Santa Catarina dizendo que ela está a serviço dele ou daquele governo! Ela está, sim, a serviço dos catarinenses, da verdade e da segurança pública. E eu falo aqui sem procuração para defendê-los, nem da categoria sou e poucos votos por certo tive lá, porque eles têm o seu grande e brilhante representante, deputado Sargento Amauri Soares, que se aqui pudesse registrar tais fatos, com certeza, o faria.

Queria fazer esses registros apenas para não deixar que este Parlamento, nessa minha rápida passagem, cometa injustiças com o jornalista, com o homem que se forma ou com aquele que atua, que milita na área e que às vezes não tem a cátedra, não tem a cadeira universitária, não tem o diploma, mas tem a garra, a determinação e acima de tudo a ética e a responsabilidade sobre aquilo que escreve, sobre aquilo que fala e sobre aquilo que coloca no vídeo.

Portanto, vamos separar o joio do trigo, vamos separar as coisas.

Depois eu concedo um aparte aos nobres companheiros, deputados que já se escalam para defender aquilo que estamos observando na imprensa como o que eu particularmente tenho aprendido lá na faculdade em Rio do Sul, que podemos considerar por enquanto como um efetivo crime, está tipificado. Todas as nuances do achincalhe e todas as nuances da extorsão estão ali, a não ser que toda imprensa, pelo que publica, esteja efetivamente faltando com a verdade, ou mesmo o cidadão que ontem foi inquirido a apresentar as provas não o fez por não tê-las ou por alguma outra coisa. Mas o tempo é o senhor da razão.

Agora, deputado Elizeu Mattos, quero lhe dizer que o governador toma a melhor das posições. Faz como o presidente Lula, que entrega às mãos da Polícia Federal lá em Brasília, aqui o governador entrega às mãos de quem efetivamente tem que investigar para que depois a Justiça puna; para que depois o Judiciário se manifeste; para que depois o Ministério Público faça vistas.

E efetivamente nós temos a condição de conhecer aquilo que está praticamente sacramentado como uma atitude de achincalho, de extorsão ao governo que, pelo menos na minha região, tem feito um grande bem a Santa Catarina.

Mas, na minha estréia, queria pedir permissão aos companheiros, não quero que seja interpretada como uma atitude antidemocrática, mas como nós vamos ter, sem dúvida alguma, bastante tempo para debater e durante esses dois meses quero usar bastante a tribuna, que é a única ferramenta que me é possível neste Parlamento nesses dois meses ou um pouquinho mais, se tudo acontecer bem talvez possamos debater muitos outros assuntos.

Mas queria, deputado Jaime Pasqualini, falar de alegria, falar de um projeto que hoje encanta Santa Catarina, que está estampado nos jornais que circulam este estado, que é o Sorria Rio do Sul. Este projeto é a demonstração inequívoca de uma administração séria, competente e preocupada com o cidadão.

Santo Agostinho, doutor e filósofo da Igreja nos lembrava que a cidade não são as pedras e as paredes, as cidades são os homens. E efetivamente os homens estão sendo cuidados na nossa cidade de Rio do Sul, meu caro prefeito Deba.

Cuidar de gente é a missão de quem tem coração e se propõe a servir o cidadão; é a missão de quem se coloca na condição de prefeito, e o prefeito Milton Hobus ganha um prêmio da Organização das Nações Unidas, junto, naturalmente, com outros companheiros prefeitos, como é o caso do deputado Jailson Lima, que deu continuidade a um projeto que desde 1990 vem sendo implantado lá em Rio do Sul.

E veja como é importante ter homens de bem conduzindo município. Quando o deputado Jailson Lima esteve na prefeitura, deu continuidade ao que o prefeito Milton Hobus fazia; quando o deputado Jailson Lima saiu da prefeitura, o prefeito Milton Hobus deu continuidade ao que ele fazia e assim nós tivemos uma seqüência que nos possibilita ter Rio do Sul como a cidade com a menor incidência de cárie do Brasil. Isso também se deve, deputados, ao grau de investimento e atenção que o prefeito Milton tem dado na área de saúde. É a terceira cidade que mais investe em saúde em Santa Catarina. Se nós fôssemos, deputado Professor Grando, comparar o orçamento com a primeira e a segunda colocada, por certo nós teríamos Rio do Sul despontando, porque lá há pessoas que se preocupam com o maior tesouro da terra, que é o ser humano, que é o cidadão.

Não são apenas essas ações voltadas para a saúde bucal, deputado Manoel Mota, mas lá três mil idosos recebem o medicamento em casa. Veja que isso é cidadania! Isso é respeito ao ser humano, ao cidadão que efetivamente merece a atenção do poder público desta maneira, não apenas uma farmácia básica jogada num canto para quem lá for para encontrar, quando possível, alguma coisa.

O Projeto Olho Vivo, que cuida dos olhos das crianças das escolas municipais e estaduais do município; a Saúde do Trabalhador, que visita todas as fábricas, todas as empresas do município dando atenção ao trabalhador, analisando cada um com a sua especialidade. Rio do Sul é o lugar onde menos se espera, deputado Valmir Cobalchini, para se obter um tratamento especializado em Santa Catarina. Isso é referência de administração e isso eu preciso destacar aqui. São três mil idosos, a terceira idade, o fim das filas, a saúde do trabalhador, os postos instalados pelos bairros, aproximando a saúde efetivamente de quem precisa.

Por isso eu venho para esta Casa orgulhoso de militar ao lado de homens como Milton Hobus, de gente que forma no Democratas, independente de sigla, a vontade de servir Santa Catarina, de ser útil ao seu estado, a cumprir a missão a que se propôs na eleição.

Por isso, senhoras e senhores, eu com orgulho falo aqui hoje e faço essa minha estréia no horário de Explicação Pessoal, falando daquele alto vale e de maneira especial da nossa capital do alto vale, que o deputado Jaime Pasqualini muito bem conhece, que é a nossa querida Rio do Sul.

E se Deus nos permitir, haveremos de dar continuidade a esse projeto para que Rio do Sul continue em boas mãos, para que ela possa continuar irradiando por todo alto vale a energia positiva do nosso prefeito.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)