114ª Sessão Ordinária - 13/12/2011
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, faço uso da tribuna na tarde desta terça-feira para fazer um relato bem sucinto sobre a viagem da comitiva internacional à Índia e à China.
A comitiva internacional organizada pela secretaria de Relações Institucionais desta Casa desembarcou no dia 28 de novembro em Nova Deli, capital da Índia, sendo que no primeiro encontro oficial o grupo conheceu detalhes de um projeto de expansão de serviço de internet, de banda larga, com eficiência e preço reduzido, através de painéis solares gerando energia, o que vem ao encontro da política que o estado precisa disponibilizar, ou seja, internet com baixo custo, acessibilidade a todas as escolas interioranas do estado de Santa Catarina, inclusive nas comunidades mais longínquas, onde não há disponibilidade dessa comunicação.
Essa é uma tecnologia desenvolvida pela empresa VNL, na Índia, como disse anteriormente, com um custo extremamente reduzido e que preenche as lacunas que as grandes operadoras não conseguem atingir. E eu trago como exemplo o trajeto da BR-101, o percurso que faço daqui a Criciúma, em que, no mínimo, a ligação cai dez vezes, 12 vezes.
Trata-se de uma tecnologia disponível no mercado e que já presenciamos numa parceria com os municípios de Águas Mornas e Palhoça, onde já existe um projeto piloto para o uso dessa tecnologia. E para conferir a aplicação dessa tecnologia, visitamos o interior da Índia, a 85km da capital Nova Deli, uma localidade de 2.200 habitantes, muito pobre, onde presenciamos, in loco, uma escola sem banco, sem geladeira, sem carteiras, sem equipamentos nenhum, mas as crianças, mesmo sentadas no chão, estavam acessando a internet, o mundo.
Então, fico pensando que um estado promissor como o nosso, com todas as condições, com toda a infraestrutura, não dá acesso à internet para toda a população.
No último compromisso que tivemos em Nova Deli, a comitiva internacional da Assembleia Legislativa visitou uma das empresas mais conceituadas da Índia, no que se refere ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para o tratamento dos efluentes do esgoto sanitário, a empresa Thermax, que trabalha com uma tecnologia avançada, aprimorada, que vem ao encontro, por exemplo, da filtragem da água da Lagoa da Conceição, que hoje está quase totalmente contaminada.
A Thermax trabalha com alto índice de aprovação e com custo reduzido, podendo ter uma eficiência prática e objetiva para a despoluição das baías que temos na Grande Florianópolis, assim como muitos córregos e nascentes do estado de Santa Catarina.
No dia seguinte, a comitiva também participou da cobertura do primeiro Fórum de Cooperação das Cidades Irmãs e Governos Locais dos BRICS, dos países emergentes, onde estiveram representantes da África do Sul, da Índia, da China, da Rússia e também do Brasil. Tivemos, inclusive, uma participação efetiva dos painéis da comitiva brasileira, com destaque para o deputado Jailson Lima, deputado licenciado e que fez essa viagem, logicamente com custos próprios, e que teve destaque na questão de energias renováveis, solar, eólica, mostrando o potencial das fontes renováveis que o país apresenta como uma das soluções práticas para solucionar o abastecimento de energia no país.
Fomos até a China, onde a comitiva internacional conheceu iniciativas na área da mineração e onde também pudemos observar o quanto estamos atrasados.
Temos uma reserva constituída de mais de 32 bilhões de toneladas de carvão, mas, no entanto, não temos tecnologias adequadas para utilizá-las tanto na geração de energia quanto na produção de fertilizantes de sulfato de amônia e tantos outros subprodutos agregados à cadeia produtiva do carvão. Falta, com certeza, uma política específica para o setor e um órgão que proporcione essa condição, que é o governo federal.
O governo federal não tem feito isso em todos esses anos, remetendo-nos à condição de ficar à mercê de uma situação em que poderíamos, dentro do sistema integrado, gerar uma energia limpa, com tecnologia moderna, inovadora, com controle ambiental. Investidores não faltam, mas há necessidade de segurança jurídica. E quem pode dar isso é o governo federal, quem sabe, em parceria com o governo do estado.
Infelizmente o meu tempo é curto, mas voltarei ao tema em uma próxima oportunidade.
Ainda hoje, no horário de Explicação Pessoal, preciso, até por um dever de justiça, agradecer a participação, eficiência e profissionalismo da sra. Kátia Rezende, da secretaria de Relações Institucionais da Assembleia Legislativa, secretaria criada há pouco tempo nesta Casa. Ela com muita praticidade e objetividade geriu todo o processo, conduzindo a comitiva com um alto grau de comprometimento, juntamente com o jornalista Jucinei, que pela primeira vez participou de uma missão internacional, superando as expectativas; com o Marcelo, secretário-adjunto da secretaria de estado de Relações Internacionais; com a Daiane, tradutora de mandarim, muito eficiente; com o Tiago, que é assessor da deputada Professora Odete de Jesus temporariamente; com o Eduardo Peçanha, superintendente do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral de Santa Catarina; o engenheiro de minas Cláudio Zilli, que representou o Siecesc - Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do estado de Santa Catarina; com o empresário Valmir Mota, representando o segmento de indústria, de segurança e de vigilância, além do deputado Jailson Lima, que mesmo licenciado incorporou-se à comitiva, juntamente com este deputado, que teve em Henan, na China, a oportunidade de receber o título de cidadão henanense.
Causou-nos surpresa a maneira como os chineses acolheram-nos, com status de uma comitiva de estado, e como nos deram um tratamento diferenciado. A participação do deputado Jailson Lima foi de extrema importância dada a sua relação estreita com o povo chinês.
Era o que tinha a dizer, sr. presidente.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)