3ª Sessão Ordinária - 13/02/2013
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, deputado Romildo Titon, que preside esta sessão; srs. deputados, deputado Jailson Lima, eu tive a oportunidade de acompanhar o seu pronunciamento aqui, nesta Casa, e entendo realmente ser o momento delicado em que Santa Catarina vive, acho que houve até pela relação que existe do governador com a presidente Dilma Rousseff, de semanalmente estarem conversando e com o próprio ministro, existiu algum equívoco na informação. Mas penso que não é nenhum demérito, não, para nenhum governo pedir ajuda, como foi o que aconteceu no Rio de Janeiro, onde realmente foi banida a situação.
Eu conversava com o meu companheiro de bancada, deputado Silvio Dreveck, de que ao ouvir o debate de alguns experts nessa área, entendo muito pouco a questão da segurança, deputado Sargento Amauri Soares. Afirmava ele que apesar de a Polícia estar fazendo todos os esforços, apesar da dedicação tanto da Polícia Civil como Militar, enfim, apesar da dedicação de todos os segmentos organizados, do serviço de inteligência, vem sendo reativa essa situação. Por isso, deveria prevalecer uma ação mais forte, firme, combativa, a exemplo, talvez ressalvada as proporções, do que aconteceu no Rio de Janeiro, onde o próprio Exército foi lá na boca de fumo. E associado a isso, evidentemente dentro de uma ação programada de grupos táticos, com informações do serviço de inteligência integrados, puderam fazer o combate efetivo para aquele problema, para aquele caos que acabou denegrindo por muitos e muitos anos a imagem do Brasil, especificamente do Rio de Janeiro, no canário mundial.
Algumas informações que correm, de bastidores, colocam uma situação de que Santa Catarina é essa disputa de facções. E a de São Paulo com Santa Catarina não é por acaso. É que aqui está realmente a maior movimentação de drogas químicas do país, na capital e em várias cidades de Santa Catarina.
Então, isso é extremamente preocupante, é muito sério, é muito mais do que possamos imaginar. É uma droga de alto valor agregado. E muitas das vezes a própria classe média alta é que se utiliza desse expediente, essa é a grande verdade, faz esses atentados, através dos que estão na periferia com menores condições de vida, utilizando-os como escudo. Usam menores para promover os atentados. Um exemplo foi aquele filho de um sargento que foi alvejado, menor de idade, e que quando abordado disse que era consumidor de crack, que não tinha dinheiro, mas sentia necessidade. Aí ofereceram R$ 100,00 e uma arma, e ele foi lá e atirou com a arma.
Então, realmente a situação é crítica, e a verdade é que de repente estamos numa situação onde o estado que faz R$ 7,5 bilhões de investimentos em quatro figas mestras do alicerce de Santa Catarina, que é área de ação social, saúde, infraestrutura e segurança, se comparado, por exemplo, com os R$ 2,5 bilhões do Rio Grande do Sul que tem o dobro do nosso orçamento, de repente todos os investimentos, deputado Darci de Matos, acabam tornando a imagem negativa por consequência dessas situações e ocorrências que vêm ocasionando muita turbulência e trazendo um grau de insatisfação e insegurança à sociedade catarinense.
O Sr. Deputado Darci de Matos - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Pois não!
O Sr. Deputado Darci de Matos - Muito obrigado, deputado Valmir Comin, parabéns pelo seu pronunciamento, pelo seu raciocínio correto.
Concordo com o governador Raimundo Colombo, que 100 homens não iriam resolver o nosso problema e poderia se caracterizar como desprestígio para a inteligência da nossa Polícia Civil e Polícia Militar.
O que precisamos do governo federal, deputado Valmir Comin, é que sejam fiscalizadas as fronteiras, porque é por aí que entram as drogas, as armas que são a razão de grande parte desses ataques em Santa Catarina e no Brasil. O que precisamos do governo federal são recursos para construir presídios para a recuperação dos presos de Santa Catarina; essas são as ações que o governo federal efetivamente tem que fazer.
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Deputado Darci de Matos, posso estar completamente equivocado, perdoem-me, mas eu penso que não é demérito para ninguém buscar o conhecimento, buscar o apoio para combater o mal que assola todas as famílias. E quando achamos que o problema é com o vizinho, o problema pode estar dentro da nossa própria família.
Por essa razão, entendo e quero comungar com um especialista, que não lembro agora o nome, que a Polícia, apesar de todos os esforços, está sendo reativa. Mas precisamos agir com mais rigor, com mais eficácia, com mais posicionamento tático, firme e com serviço de inteligência integrado para combater...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)