Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Antônio Aguiar

77ª Sessão Ordinária - 10/09/2013

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente em exercício, deputado Padre Pedro Baldissera, srs. deputados, catarinenses que nos ouvem, é com satisfação que estamos aqui hoje para falar da área da saúde em nosso estado.

Mas antes, gostaria de comentar o pronunciamento do deputado Kennedy Nunes com relação a Joinville, município tem lutado para conseguir melhorar o seu desenvolvimento, especialmente na gestão do prefeito Udo Döhler. Sou testemunha do trabalho que o prefeito realiza, do seu empenho, da sua dedicação em melhorar não só a área da saúde, mas desenvolver a cidade em todos os aspectos.

Vir à tribuna para criticar a saúde é um direito que cabe ao deputado Kennedy Nunes, assim como a todos os deputados, mas eu também tenho o direito de defender o trabalho que está sendo feito na área da saúde na cidade de Joinville. O dr. Schueda disse claramente que faltam recursos, e se falta dinheiro para ser aplicado na área da saúde, o primeiro grande culpado é o governo federal, depois o governo estadual e por último o governo municipal.

Quanto o governo federal investe na área da saúde? Investe 3%, 4%? Nós queremos que o governo federal invista pelo menos os 12% que o governo estadual investe ou até os 15% que a maioria dos municípios de Santa Catarina aplica na saúde. É disso que precisamos!

O dr. Schueda está coberto de razão. Faltam recursos para serem investidos na área da saúde. Também gostaria de defender o secretário de Saúde de Joinville, o dr. Armando, médico competente que está exercendo a sua função com muito afinco e responsabilidade.

Sr. presidente e srs. deputados, quarta-feira passada, juntamente com o governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, fomos buscar soluções para o estado de Santa Catarina na área da saúde junto ao Into - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia -, que é um dos mais competentes que temos no Brasil. Nós estivemos visitando a área da farmácia, como funcionam as próteses e como são realizadas as cirurgias, como funciona a UTI - Unidade de Tratamento Intensivo -, que possui aparelhos de alta tecnologia e é uma unidade moderna que atende com qualidade aos seus pacientes.

Este ano, no Rio de Janeiro, mais de três mil cirurgias ortopédicas já foram realizadas, existindo uma projeção de que mais de quatro mil serão realizadas ainda este ano. Isso significa o quê? Atendimento à nossa população e atendimento de alto padrão, atendimento humanizado, com alta capacidade técnica, feito com competência e, acima de tudo, gratuito.

Esse é o trabalho que o Into do Rio de Janeiro realiza. E fomos lá ver como funciona para fazer funcionar igualmente no estado de Santa Catarina. Estávamos com o governador em exercício, que é médico, o dr. Eduardo Pinho Moreira, que muito sabiamente soube conduzir essa grande audiência para a viabilização da vinda do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad para Santa Catarina.

Queremos ainda ressaltar desta tribuna que esta semana realizamos, em Canoinhas, a comemoração dos 101 anos de emancipação política do município. São 101 anos de trabalho e dedicação, sendo que na bandeira de Canoinhas está escrito Catharinensis Semper, porque nós, em Canoinhas, escolhemos ser catarinenses, como poderíamos ter escolhido ser paranaenses na época da Guerra do Contestado. Aliás, a Guerra do Contestado foi o maior conflito no Brasil e nele morreram mais de cinco mil jagunços e soldados. A Polícia Militar também esteve presente e sofreu muitas baixas.

Então, foi uma guerra que ficou marcada, sendo que todos os municípios que foram palco da Guerra do Contestado têm a sua história. E essa história também está relacionada com a ferrovia. Hoje estamos incluídos na Valec para fazer com que a avaliação feita por ela seja também feita pelo caminho do Contestado. Esse caminho já tem o leito da rede ferroviária federal, hoje cedido à ALL. Esse caminho não precisa de licença ambiental. Vamos regularizá-lo e fazer o transporte de grãos, atingindo as cidades de Caçador, Canoinhas, Porto União, Mafra e, finalmente, chegando ao porto de São Francisco do Sul, sem falar em Jaraguá do Sul e Joinville.

Então, temos esse importante trajeto e essa importante avaliação que está sendo feita. Nós, em Santa Catarina, estamos com pensamentos diferentes porque a ferrovia de Chapecó até Itajaí não contempla o fator mínimo, que são 500km de rede ferroviária federal viáveis para ser uma ferrovia que seja viável futuramente. Ora, temos Blumenau, a 60km do porto de Itajaí, e também não precisa de ferrovia. O município de Blumenau consegue levar os seus produtos até o porto de Itajaí.

Por isso defendemos, sim, essa avaliação que feita pela Valec e acreditamos nela para que a ferrovia realmente aconteça em nível de ferrovia do Contestado.

Quero dizer ainda que na quinta-feira, ainda em Canoinhas, acontecerá um fato importante, pois o nosso governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, receberá o título de Cidadão Canoinhense pelas obras que lá realizou, pela atenção que dá ao planalto norte.

Parabéns, dr. Eduardo Pinho Moreira, v.exa. é um vitorioso também como presidente do nosso partido!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)