15ª Sessão Ordinária - 11/03/2014
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, quem está aqui presente na tarde de hoje e também quem está nos acompanhando pela TVAL e Rádio Alesc Digital, inicialmente quero dizer que nos solidarizamos e apoiamos a pauta dos servidores da Fatma, que estão presentes na tarde de hoje. Eles estão reclamando o tratamento e a estruturação da carreira de forma que trabalhar na Fatma volte a ser atrativo para uma função social e ambiental, absolutamente necessárias e que têm perdidos os seus quadros. Inclusive, pela baixa remuneração preferem trabalhar em outro lugar.
Então, é preciso recompor os quadros para que passem por uma política salarial que torne atrativa essa importante função social dos trabalhadores públicos concursados da Fatma. Em outras parece que o governo prefere sucatear, deixar falir e depois contratar uma empresa ou consórcio de empresas para fazer o serviço. Isso é um absurdo! E já tem ocorrido especialmente na vigilância sanitária - privatizar a vigilância sanitária.
É isso o que está acontecendo no estado. Talvez na Fatma se pretenda fazer a mesma coisa para a alegria inclusive daqueles que querem degradar ainda mais o meio ambiente. Então, a missão de vocês, a tarefa social de vocês com vistas, inclusive, ao futuro da sobrevivência humana de relações harmônicas e saudáveis do ser humano com o ambiente não podem ficar secundarizado dessa forma.
Então, vocês têm todo o nosso apoio, inclusive nos posicionando de forma que vocês possam ainda na tarde de hoje fazer uso da tribuna.
Nós sabemos que existe um acordo de líderes e que precisa ser de 24 horas de antecedência essa solicitação, mas a nossa posição, enquanto líder do PSOL, desde já, é que possamos abrir essa sessão num acordo de líderes e com a Mesa e assim vocês possam ainda na tarde de hoje fazer uso da palavra depois da Ordem do Dia.
Parabéns pela luta que também é de interesse do conjunto da sociedade, portanto, precisa e é nossa também.
Parabéns!
(Palmas)
Estou há dias para falar um pouco da situação da Croácia. É lá longe! Mas este Parlamento precisa refletir sobre aquilo que está acontecendo no mundo, até porque os meios de comunicação, inclusive os daqui de Santa Catarina, têm falado bastante a respeito desse assunto.
Alertamos inicialmente que não temos nenhuma relação e nenhuma simpatia pelo governo deposto, Viktor Yanukovych, e também não temos com o governo da Rússia, do Vladimir Putin. Aliás, o socialismo deixou de existir no leste europeu há um quarto de século. Então, não estamos manifestando apoio àqueles governos que caíram da Ucrânia nem ao governo russo. Mas ficamos espantados em ver a forma de noticiar: "A Rússia tentando intervir na liberdade dos ucranianos." Essa é a notícia. Isso é um absurdo, porque quem está fazendo isso são os países mais ricos da Europa Central e os EUA.
Depuseram um governo em nome da democracia e no dia seguinte saíram caçando comunistas e judeus em Kiev, derrubando estátuas, não apenas a de Lênin, mas também dos heróis da Segunda Guerra Mundial, que combateram o nazismo na Ucrânia. Aliás, eles estão andando de suásticas e de uniformes em Kiev, e líderes, chefes de estado dos Estados Unidos e da Europa estão indo lá se abraçar com essa gente, em nome da liberdade. E acho curioso que os grandes meios de comunicação não apontam, não mostram essa realidade objetiva. Repito, nenhuma simpatia pelo governo da Rússia nem pelo governo deposto da Ucrânia, mas que o que tem lá é um processo de nazofascismo acelerado. Estão ressuscitando o monstro.
Então, tem um processo de reerguimento das forças nazistas, e no momento a Ucrânia é o lugar em que está mais destacado isso, mas a humanidade inteira está a criticar o Vladimir Putin, porque não quer. Mas os Estados Unidos ou outros países da Europa Central, responsáveis por aquilo que está colocado...
(Discurso interrompido pelo término do horário regimental.)
(Palmas das galerias)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)