83ª Sessão Ordinária - 02/09/2014
O SR. DEPUTADO SANDRO SILVA - Sr. presidente, srs. deputados, pessoas que nos assistem pela TVAL, que nos acompanham pela Rádio Digital e público presente nas galerias.
Gostaria de registrar a presença em nossas galerias de Dionara Cardoso e de Juliana Mendes, estudantes de Direito da Univille, que estão aqui acompanhando o nosso trabalho.
Na viagem conversávamos justamente o que o deputado Maurício Eskudlark falava sobre a questão de a Polícia Militar prender e os juízes soltarem pessoas que têm envolvimento com o crime.
Isso faz com que, de certa forma, a sociedade, que vê o marginal assaltando, agredindo e violentando as pessoas, perca a crença na própria segurança pública. Quando o vê sendo solto, após cometer um delito, às vezes nem passando pelo presídio nem pela cadeia. Então, realmente isso "descredibiliza" em muito a segurança pública em nossa sociedade.
Então, realmente quero ser solidário ao deputado Maurício Eskudlark, porque a Polícia não pode fazer o papel de vilão e a Justiça o papel de mocinho. Acho que todos falam a mesma língua, todos querem combater o crime.
Quero também citar dois casos de intolerância. Uma por opção sexual e outro por racismo. Primeiro, vamos ao caso do Dawan Bueno dos Santos que foi espancado em Maringá, no Paraná, porque é homossexual. Foi espancado quase até a morte; está vivo por um milagre. Daí percebemos que a intolerância na sociedade sobre alguns aspectos é cada vez maior. Realmente é triste vez notícias como essa, ver um rapaz à beira da morte, apenas porque escolheu ser homossexual. Isso é lastimável e faz com que percamos a fé em algumas pessoas.
Outro assunto que quero falar aqui, de forma rápida, é a questão do goleiro Aranha que foi chamado de macaco por uma torcedora do Grêmio e por outros torcedores.
Só quem sente na pele sabe o que isso significa, pois também já fui chamado de macaco na escola e no trabalho. E só quem passa por isso sabe o quanto dói; só quem sente na pele esse tipo de discriminação, esse tipo de comparação com um animal sabe o quanto dói. E nada justifica o que fizeram com a menina, ameaçando-a de morte e apedrejando a casa. O que precisa, sim, é de penas duras e medidas das autoridades para combater isso em qualquer lugar, tanto nos estádios como também no colégio, no emprego, enfim, em todos os lugares.
Então, é preciso acabar com isso. Violência e agressão não se combate com outra agressão. Sabemos que é condenável a atitude daquela jovem e de alguns torcedores do Grêmio que praticaram esse crime de discriminação racial. E isso faz com que acabemos perdendo a fé na sociedade, quando percebemos que algumas pessoas têm esse tipo de comportamento homofóbico, discriminatório e racista também.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)