23ª Sessão Ordinária - 19/04/2005
O SR. DEPUTADO FRANCISCO KÜSTER - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, senhores que nos prestigiam com suas presenças e senhores que nos assistem pela TVAL, quero em primeiro lugar reiterar tudo o que já foi dito e um pouco mais, se possível, desejando vida longa, muita paz, bastante saúde e muitas felicidades à nossa colega Deputada Ana Paula Lima, com votos de uma feliz reeleição, se for este o seu desejo.
A respeito da locução feita aqui pela aguerrida Deputada Odete de Jesus, reportando-se à audiência pública que aconteceu hoje pela manhã, nós ouvimos algumas coisas que não calaram muito bem aos ouvidos, mas já que esta é uma Casa política, temos que ouvir, lamentavelmente.
Estavam aqui este Deputado, a Sra. Deputada, o Deputado Antônio Aguiar, e presidindo os trabalhos estava o Deputado Dionei Walter da Silva; depois, compareceu o Deputado Afrânio Boppré.
Portanto, não houve nenhum descaso por parte dos Parlamentares, que de certa forma fazem parte da base governista. E digo de certa forma porque o Deputado Antônio Aguiar oficialmente não faz parte da base, mas tem dado apoio total e irrestrito ao Governo Luiz Henrique da Silveira. Mas eu e a Deputada Odete de Jesus fazemos parte dessa base governista com muita honra, eis que apoiamos um político honrado, um político que tem história, que tem um passado que muitos políticos gostariam de ter e que vem fazendo um bom Governo.
Não houve nenhum tratamento de desprezo, de descaso, com relação àquela audiência pública ocorrida pela manhã, relacionada aos Parlamentares que dão sustentação ao Governo.
Ato contínuo, Sr. Presidente, nós fomos alvo pela imprensa de uma conotação de prática de nepotismo. Quero fazer aqui uma colocação desapaixonada, à luz do que entendo como é o tal de nepotismo. Toda campanha que se faz em nível nacional para frear essa ocupação de espaço na vida pública por figuras desqualificadas, só porque são parentes, toda campanha que se faz em um plano elevado, sério, é bem-vinda.
E para este Deputado é muito mais uma questão ética do que uma questão de lei. E não vão aprovar nada no Congresso Nacional, a menos que mudem 99% dos Parlamentares. Portanto, é demagogia à vontade.
Quero dizer que sempre fui contra a prática do nepotismo, mas toda regra tem exceção. Todos os Prefeitos casados, sem exceção, ao assumir o mandato que o povo soberanamente lhes confiou, buscaram para exercitar os trabalhos e os atendimentos na área social a sua esposa, com raríssimas exceções. Agiram de forma praticando o nepotismo? Evidentemente que não! Buscaram essas pessoas vocacionadas, que eles reconheceram, para tocar os negócios voltados para a área social desses Municípios. Agora, quando ocorre de colocar a família inteira, aí, sim, é prática de nepotismo, condenado sob todos os aspectos.
Estamo-nos apercebendo de algo muito ruim com relação a essa questão. Não sei porque pinçaram este Deputado como bode expiatório para contraponto a uma denúncia, a meu ver, covarde, ao Ministro José Fritsh. Ousaram pegar alguém de outro lado, e por ironia do destino pegaram este Deputado, que tem um filho que é advogado, que é administrador de empresa, que é formado em duas faculdades, que é funcionário de carreira, concursado, do Estado de Santa Catarina, que está no Estado, Elias Pryciuk Küster.
Nunca joguei na ocultação dos meus atos. Não sou do tipo covarde que se oculta no anonimato! Eu tenho um irmão - esse, sim, eu indiquei - que foi vítima de perseguição política no passado. Era funcionário público federal, patrulheiro rodoviário federal e, por questões políticas, por perseguições políticas, perdeu o emprego e briga até hoje na Justiça para ver reparados os seus direitos! Este ocupa um cargo na administração Luiz Henrique da Silveira. Isso é crime? Isso é nepotismo? Não sei. O que eu sei é que está embutido aí não o lado ideológico, mas uma campanha nazi-fascista. Os fascistas começaram assim e deu no que deu!
Não sei por que me pinçaram, Deputado Gelson Sorgato? Será que é porque tenho 36, 37 anos de vida pública? Por que sou teimoso? Será que é por que sou descabelado ou será que é por que já tenho 62 anos de idade? Será que é por que não faço parte de nenhum grupo de interesses subalternos que não os interesses públicos? Não sei. Mas me pinçaram! E quero alertar os autores, porque cedo ou tarde vou saber quem eles são, e azar deles, pois vão viver sempre com receio de me encarar, de olhar nos meus olhos! Viverão com receio porque saberão que eu sei quem são os que estão por traz dessa campanha nazi-fascista que me pinçou como bode expiatório, Deputado Djalma Berger!
Sou, sim, contra o nepotismo! Mas o nepotismo praticado de forma desavergonhada por aqueles que fazem uso do Poder Público para encaixar todos os seus parentes e outras coisas mais. Mas, pelo amor de Deus, tomaram isso aí como regra: escudar-se. Aí alguém disse há pouco: Deputado Francisco Küster, é fogo amigo. Para mim não existe fogo amigo. Existe bandido na trincheira e bandido é bandido em qualquer lugar! Para mim não existe fogo amigo. Existe bandido na trincheira!
Não oculto e não ocultarei nada de meus atos. Não tenho esse comportamento covarde de ficar tentando esconder, e depois os atos da coisa pública são todos publicados no Diário Oficial. Pinçaram o Deputado Francisco Küster!
Eu não vou dizer: e os outros? Porque não quero saber da vida dos outros. É uma questão de consciência e consciência ética. Mas não, tinha que ser o Deputado Francisco Küster. Mas vou descobrir por quê. Não foi sem razão, não, porque tem situação, sob o ângulo da ótica do tiroteio do nepotismo, muito mais grave que a situação de um funcionário de carreira, administrador de empresa, advogado, que é funcionário público do Estado, que é meu filho. Ele não teve oportunidade de escolher o pai. Ele é meu filho e me honra muito ser o seu pai. Um irmão meu, esse, sim, eu busquei um espaço para ele. Não lhes falta competência e foi um injustiçado, um perseguido. Em outros tempos, buscava-se na Justiça reparação daquela perseguição. Mas não, tinham que pinçar o Deputado Francisco Küster!
Repito uma vez mais: se é fruto de um encaminhamento por bandidos na trincheira, esses saberão, cedo ou tarde, que eu vou descobrir quem são. Não vou fazer nada. Em absoluto! Mas quero que eles saibam que eu saberei quem são eles, porque me disseram que seria um tal de fogo amigo. Mas se não é, é bom que saibam quem nos escolheu como bode expiatório, que eu classifico como início de uma escalada nazi-fascista, porque o fascismo começou assim.
Não estou defendendo o nepotismo. Eu sou e sempre fui, com 37 anos de vida pública, tenho família grande... Procure no Diário Oficial do Estado, ao longo dos 36 anos, quantos Küster têm no serviço público, ressalvados os que passaram em concurso público sem um empurrãozinho! Passaram por ser competentes!
Então, o fascismo começou assim! Será que são leprosos alguns familiares competentes de políticos? Mas há uns covardes que ficam aí alimentando a imprensa, fazendo futrica. Não estou condenando o autor da matéria, o jornalista, em absoluto! Alguém passou para ele. Mas é bom que todos saibam que vou ficar sabendo quem foi esta figura e, não raras vezes, quero passar por ele, cumprimentar, apertar a mão, para que saiba que eu sei quem é ele.
Concluindo, não tenho o que temer, não tenho o que esconder e, aliás, o que é público, é público, o próprio nome bem diz. Agora, mais respeito com quem tem história, mais respeito com quem tem passado.
Pensaram num bode expiatório por quê? Porque é velho, descabelado, talvez porque é Suplente, foi Deputado tantas vezes, hoje não é, hoje...
(Discurso interrompido pelo término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)