Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Gelson Merísio

4ª Sessão Ordinária - 23/02/2005

O SR. DEPUTADO GELSON MERÍSIO - Deputado Pedro Baldissera, que preside esta sessão, Deputado Antônio Ceron, nosso Líder, e demais Srs. Deputados, eu vou dividir o tempo do PFL com o Deputado Antônio Aguiar, para fazer um registro da situação por que passa a região Oeste, situação que os Deputados Pedro Baldissera e Herneus de Nadal são testemunhas, com relação à gravidade da estiagem que a atinge.

Eu participei de um roteiro, na última semana, no qual visitamos mais de 30 Municípios, e participei também da reunião que foi promovida em Chapecó, na última quinta-feira, onde estiveram presentes representantes das Secretarias Regionais, 43 Prefeitos e o aparato da Defesa Civil e do Governo do Estado.

Faço este registro porque entendo a boa vontade dos Secretários Regionais, entendo a boa vontade do Governo, mas registro também a demora que está ocorrendo para que medidas efetivas possam ser implementadas nos Municípios. E medidas efetivas num período de seca dizem respeito a caminhão-pipa, a retroescavadeiras para abrirem cisternas e a máquinas para perfurarem poços artesianos. Isto, infelizmente, ainda não aconteceu na região Oeste.

Eu visitei um criador de suínos, que tem mais de 600 criadeiras em Tunápolis, perto da sua cidade, que estava com os seus animais morrendo de sede porque não tinha caminhão para puxar água e não tinha mais água próximo a sua localidade.

Então, no momento em que faço este registro, quero dizer que (eu estive com o Sr. Governador, pela manhã, levando esta preocupação e amanhã ele estará em Palma Sola) existe a necessidade da atuação pontual.

A reunião ocorrida em Chapecó foi mais para discutir como serão montados os processos de restabelecimento dos prejuízos, qual o tamanho do estrago que a seca está promovendo e o que deve ser feito, o que é importante ser feito. Mas isso depois de chover.

Quando uma casa está queimando, primeiro apaga-se o fogo e depois se vai atrás do seguro. Nós estamos invertendo essa prioridade! O que os Municípios precisam, seja através das Regionais, ou do poder central, é da ação direta do Estado, alugando caminhões! E se não houver caminhões em Santa Catarina, busca-se no Paraná ou em São Paulo. O que os Municípios precisam é de máquinas para perfurar poços artesianos, é de atenção e do atendimento direto à população.

Faço este registro a pedido de alguns produtores que estão desesperados com a situação.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)