98ª Sessão Ordinária - 05/12/2006
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, deputado Julio Garcia, srs. integrantes da Mesa Diretora, sra. deputada Ana Paula Lima, srs. deputados, amigos que nos assistem, nossas queridas taquígrafas, imprensa falada, escrita e televisionada, viemos hoje à tribuna, deputado Lício Silveira, para dar os parabéns, para cumprimentar todos os voluntários porque hoje comemoramos o Dia Internacional do Voluntariado e não poderíamos deixar passar em branco esta data.
(Passa a ler)
"O voluntariado passou a ser reconhecido em 1985 pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, e a data tem como objetivo incentivar a participação voluntária no mundo inteiro.
O nosso estado é reconhecido por inúmeros exemplos dessa ação voluntária. A existência de tantas pessoas trabalhando por amor ao próximo, principalmente naqueles momentos em que elas são mais necessárias, é o motivo que nos chama a atenção para o trabalho exemplar que é realizado, por alguns grupos, nos bairros, nas comunidades, nos grupos de auto-ajuda, nos clubes, nas associações culturais e esportivas, nas instituições sociais e nas empresas. Temos um número imenso de pessoas ajudando quem está em situação mais difícil, ainda que não chamem a si mesmas de voluntárias.
Ao doarem sua energia e sua generosidade, os voluntários estão respondendo a um impulso humano básico: o desejo de ajudar, de colaborar, de compartilhar alegrias, de aliviar sofrimentos, de melhorar a qualidade de vida em comum.
Compaixão e solidariedade, altruísmo e responsabilidade são os principais sentimentos profundamente humanos e são também virtudes cívicas. Os voluntários são assim mesmo - estão sempre prontos a ajudar seu semelhante."
E cito o exemplo dos bombeiros, que socorrem as pessoas em qualquer lugar. Quando são chamados, eles vão às pressas, não olham para nada e vão atender com carinho, com alegria. Vão socorrer e, muitas vezes, recolher vidas que estão aos pedaços, juntar os pedaços do ser humano, segurando as suas emoções, porque o momento é emocionante, é um momento de acidente.
Ainda cito o exemplo da Rede Feminina de Combate ao Câncer, aquele grupo de voluntárias que estão prontas para atender todas as mulheres, em quaisquer situações. Cito, também, o exemplo da ONG Querubins, que faz um belo trabalho, deputado Afrânio Boppré, no Hospital Infantil Joana de Gusmão, com as crianças vítimas de queimaduras. Lá existe uma ala especial para aquelas crianças.
Essas ONGs fazem um trabalho maravilhoso. Exemplifico ainda as Associações Humanistas, deputado Genésio Goulart, que fazem um trabalho maravilhoso com as crianças dos morros. Fazem um trabalho em várias áreas esportivas com essas crianças das comunidades carentes dos morros.
Gostaria de citar também a Escola de Mulheres, que faz um trabalho com as mulheres das comunidades carentes, deputado Lício Silveira. Aquelas senhoras fazem os seus trabalhos artesanais e ainda vendem esses trabalhos para poder suprir as necessidades do lar. E essas voluntárias estão prontas para ensinar outras que queiram participar dessas reuniões, com carinho, amor e dedicação. Ensinam gratuitamente essas pessoas que precisam. Os voluntários são assim mesmo, são um exemplo para a sociedade catarinense, pois sempre estão prontos a ajudar o seu próximo, o seu semelhante.
Quando nos preocupamos com a sorte dos outros, mobilizamo-nos em prol dos interesses sociais e comunitários, estabelecendo laços de solidariedade e confiança mútua, que nos protegem em tempo de crise, que tornam a sociedade mais unida e que fazem de cada um de nós um ser humano melhor. Isso traz benefícios para o próprio voluntário, para as pessoas com quem o voluntário se relaciona, para a comunidade, para a sociedade como um todo. O voluntariado merece ser valorizado, apoiado, divulgado e fortalecido. Mas muitas vezes esses trabalhos não são reconhecidos.
Gostaríamos de homenagear todos os voluntários do nosso estado e do nosso país, homens e mulheres, jovens, idosos, profissionais liberais, funcionários públicos. E muitas vezes os funcionários públicos são pessimamente remunerados, mas mesmo assim dedicam horas ao trabalho voluntário. Enfim, homenageamos todos os que pregam a mensagem do amor solidário. E a maioria desse exército da solidariedade, que corresponde exatamente a 22,6% da população adulta do Brasil, é formada por gente anônima, pessoas comuns, desapegadas dos interesses materiais.
Segundo recente pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto de Estudos e Religião, a média de horas dedicadas pelos servidores voluntários é de 74 horas por ano, ou seja, aproximadamente seis horas mensais. Cerca de 60% acontecem em instituições religiosas, 16,7% na área de assistência social e 6,5% na área da saúde. Das ações, mais da metade estão ligadas à manutenção cotidiana da infra-estrutura das organizações, principalmente aquelas que atendem pessoas carentes. E em nosso país, assim como em nosso estado, existem milhares de pessoas que dependem da presença dos voluntários e das voluntárias para garantir um pouco do seu direito de cidadania.
Infelizmente, somos ainda um país cujo retrato mostra a exclusão provocada pela pobreza, pela carência dos serviços que deveriam ser prestados pelo estado. E o que diminui essa desigualdade social é o trabalho de empresas e de pessoas voluntárias. É esse exército que salva milhares de pessoas todos os anos. Quando os governos não conseguem cumprir com a sua missão, aí entram os voluntários, garantindo a qualidade de vida da população.
Por esse motivo é que a data de hoje é tão importante, e eu quero parabenizar todos os voluntários que fazem esse trabalho maravilhoso, com amor, com carinho.
Sr. presidente, muito obrigado por este espaço.
(SEM REVISÃO DA ORADORA)