24ª Sessão Ordinária - 18/04/2000
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. Presidente, este projeto é de minha autoria e gostaria de pedir aos ilustres Pares desta Casa para que derrubássemos esse veto, até porque é uma matéria que considero de relevante importância, principalmente para a classe menos favorecida.
Diz respeito à proporcionalidade de médicos nos hospitais da rede pública, pois o número de médicos não é proporcional para o número de pessoas que procuram os hospitais da rede pública. E se tem verificado que nas maiores cidades do nosso Estado existe uma grande procura pelas emergências hospitalares, mas, em contrapartida, um número insuficiente de médicos para atender essa grande demanda, que acaba sobrecarregando esses abnegados profissionais que se dispõem, mesmo com grande sacrifício pessoal, a dar o primeiro atendimento aos necessitados.
E nada mais justo, portanto, do que fazer com que essa responsabilidade pelo atendimento aos doentes nas emergências não recaia apenas sobre os ombros de uma quantidade de médicos inferior à necessária, facilitando a ocorrência de diagnósticos feitos às pressas e ocasionando erros nem sempre reparáveis.
Cito, como exemplo, um caso ocorrido na semana passada de um médico do Hospital Regional de Joinville, que já fazia 48 horas que estava trabalhando, com uma sobrecarga excessiva de trabalho, que acabou não atendendo um paciente que acorreu ao hospital. A esposa desse paciente, nervosa, acabou inquirindo o médico de forma ríspida e ele falou um palavrão e a mandou sair pela porta afora do hospital, porque já estava esgotado, cansado e não tinha mais paciência para ouvir desaforos. E ela saiu desse hospital, o seu marido acabou ficando pior, sendo levado ao Hospital São José, e lá foi constatado que ele estava tendo um enfarte.
Por essa e por outras situações é que nós tivemos a iniciativa desse projeto, a fim de que possamos ter a proporcionalidade de médicos diante do número de pessoas que acorrem aos prontos- socorros dos hospitais de Santa Catarina.
Diante desse fato, eu peço aos ilustres Pares que mantenham esse projeto, rejeitando o veto do Sr. Governador, para que possamos ver pelo menos a realidade nos hospitais, dentro daquilo que consideramos humano.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)