7ª Sessão Ordinária - 19/02/2020
DEPUTADO MILTON HOBUS (Orador) - Saúda os servidores que estão presentes, dizendo que pela manhã, na comissão de Finanças, foi aprovado o novo piso estadual, que é uma conquista dos trabalhadores e certamente contará com aprovação unânime de todos os Parlamentares.
Diz que ouviu os pronunciamentos dos deputados Neodi Saretta e Valdir Cobalchini sobre a questão da infraestrutura e a sua importância para Santa Catarina, a acredita que se hoje o país não é tão competitivo em nível mundial é graças à falta de visão e investimento estratégico para longo prazo.
Entretanto, sentiu-se animado ao ver o ministro da Infraestrutura falando em projeto de Brasil, porque nas últimas décadas os investimentos tinham um caráter político ou politiqueiro, sem projeto de Nação.
Demonstra preocupação porque hoje não há um projeto de estado, se há, não foi apresentado e já passou um ano de governo, e acredita não vai se resolver o problema da trafegabilidade das SCs com o consórcio dos municípios.
Indaga qual o plano estadual para recuperação e revitalização das rodovias que estão há décadas esperando melhorias, dizendo que o tapa-buracos não resolve mais, pois com duas ou três chuvas volta à situação de antes.
Fala da importância de ter um plano, dizendo que no início do ano cobrou novamente sobre a situação da SC-467, e muitos outros deputados também o fizeram. Relata que saiu uma empresa, colocaram outra, houve a licitação, só que agora está um problema sério porque não foram feitas as indenizações e a empresa não pode terminar a obra.
Reafirma que falta planejamento, falta um programa, e entende que o governo ganhou as eleições sem esperar que isso acontecesse, mas agora precisa governar, e governar é planejar. É preciso saber qual o planejamento que vai tirar o estado do atoleiro e aumentar a sua competitividade em termos de infraestrutura, e faz essa crítica de modo construtivo, esperando poder contribuir com o governo.
Cita o acontecimento em Guaramirim, um bolo para comemorar um ano de rodovia interditada, um ano do deslizamento na SC-108, onde transitam 15 mil caminhões por dia, e o governo não teve a competência de resolver. Acredita que deixou a Secretaria da Defesa Civil com todas as condições para dar esse tipo de resposta imediatamente às catástrofes. Entende que quem governa precisa estabelecer prioridades, pois é compreensível que não dá para fazer tudo, mas é impossível administrar um estado sem planejamento algum.
Sabe que os 40 deputados querem contribuir com Santa Catarina, independente de governo, e também espera que a deputada Paulinha, como líder de governo, possa estabelecer diálogo e respeito a quem representa verdadeiramente o povo nesta Casa e conhece as necessidades do povo de Santa Catarina.
Traz outra preocupação, quanto ao projeto de financiamento para a infraestrutura de energia para a Celesc, e o deputado Marcos Vieira propôs uma audiência publica para verificar a aplicação dos recursos porque a informação é que se aplicou somente R$ 200 milhões de um total de R$ 1,2 bilhão. Diz que os agricultores não conseguem produzir com energia monofásica, mas a Celesc quer cobrar para atender esta demanda, da linha trifásica. Verifica-se também uma mobilização dos funcionários da Celesc, falando do atropelo e da forma que a empresa está sendo tratada, preocupados com o andamento da própria companhia.
A lista das preocupações continua com a questão da Saúde, e recebeu um pedido de ajuda de um paciente que precisa de radioterapia, que já estava em tratamento em Lages, porque era de Rio do Sul, e agora o governo técnico determina que todos em tratamento, de Rio do Sul têm que ir para Blumenau. Isso é desumano, pois os pacientes não estão conseguindo marcar a continuidade do tratamento.
Constata que o SisReg não funciona, não tem gerenciamento, foi feito para ninguém furar fila, mas tem que tirar o povo da fila, pois estão morrendo. Não adianta pagar dívida, dizer que está saneada a Saúde, e o povo morrer nas filas.
Dirigi-se ao presidente Julio Garcia, comentando que nos próximos 90 dias estará ausente e agradece pelo convívio, colaboração, cooperação, sendo que no dia subsequente assumirá no seu lugar o delegado Ulisses, e depois Jean Kuhlmann. Nestes 90 dias, estará com o pensamento voltado ao grande trabalho que cada Parlamentar tem a executar, e no seu retorno espera estar com o joelho recuperado, pois vai submeter-se a uma cirurgia.
Deputada Ada De Luca (Aparteante) - Parabeniza o deputado pelo pronunciamento, concordando que o planejamento é essencial a todo gestor. Mesmo uma casa, onde o chefe de família não planeja, não pode funcionar bem. Também sabe que certas pessoas estão sendo beneficiadas pontualmente, e os catarinenses não podem aceitar isso. Demonstra solidariedade quantos aos pleitos.
Deputado Maurício Eskudlark (Aparteante) - Concorda com o deputado, que foi prefeito, administrador. Diz que foi líder do governo no primeiro ano, acreditando, querendo fazer, mas se preocupa. Fala do empréstimo que daria ao governo uma disponibilidade financeira de R$ 300 milhões por ano, entretanto considera muito importante saber para onde será destinado este aporte financeiro.
Deputado Ismael dos Santos (Aparteante) - Parabeniza o deputado pela fantástica caminhada no Parlamento, como protagonista dos principais temas. Lamenta a ausência, desejando que estes 90 dias sejam proveitosos, tendo em vista o seu mister partidário. [Taquígrafa: Sara]