29ª Sessão Ordinária - 23/04/2008
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Muito obrigado, sr. presidente.
Eu gostaria de cumprimentar os telespectadores da TVAL e os amigos da Aprasc que estavam presentes.
Ontem, em nome da bancada do Partido dos Trabalhadores, através de um requerimento do deputado Pedro Baldissera, foi encaminhada uma moção parabenizando o futuro presidente do Paraguai. Mais um governo de cunho social na América Latina, com a eleição do ex-bispo Lugo, mostrando que este continente está mudando o seu contexto político. Queiram ou não é o triunfo do povo, tirando do poder, depois de 60 anos, o Partido Colorado, que representava, mesmo com candidatos de perfil democrático, o histórico da ditadura paraguaia.
Parabéns ao futuro presidente, que legitimamente está pondo na pauta do seu debate a discussão do quanto é pago pela energia elétrica de Itaipu, o que consideramos legítimo. Com certeza o nosso presidente Lula saberá colocar esse item na mesa de debate, assim como fez com a Bolívia. Inclusive, nesta Casa muitos contestaram o nosso presidente, dizendo que deveria adotar medidas mais contundentes. Porém, com postura democrática clara, o real preço do gás boliviano foi reconhecido. O preço não aumentou no Brasil e a América Latina manteve o seu equilíbrio com a postura do nosso presidente da República.
Ontem, nesta Casa, deputado Pedro Uczai, v.exa. que é líder da nossa bancada, o deputado Marcos Vieira, do PSDB, resolveu pontuar algumas questões do nosso governo, preocupado com o aumento do preço da alimentação e com as taxas de juros que o país tem, que imagina no momento serem escorchantes, rapidamente esquecendo como foi no passado. E trouxe para esta Casa o debate que faz o governo americano e alguns países da Europa, quando afirmam que o biocombustível é a causa do aumento do preço dos alimentos.
Mas a verdade, srs. parlamentares, é que em momento algum se coloca que nesses países o subsídio agrícola é que impede que os nossos países tenham competitividade para exportar; em nenhum momento, ao elencar o aumento do preço dos alimentos, foi dito que esse aumento propicia ganhos ao agricultor; em momento algum se valoriza o incremento da renda do trabalhador brasileiro; em momento algum se argumentou que o Brasil, hoje, senta na Rodada de Doha como um país igual e discute o seu papel na economia mundial, relativamente à exportação e à importação; em momento algum aqui se falou que o barril de petróleo chegou a quase US$ 123.00, o que, se não me engano, é o maior aumento na história do petróleo no mundo. Entretanto, no Brasil o combustível continua com o mesmo preço. Em 2002 um salário mínimo comprava um pouco mais de 200 litros de combustível, hoje compra mais de 400 litros, o que mostra a diferença nítida entre o nosso governo e os que por lá passaram, considerando-se o estado em que deixaram o país.
Se o Brasil hoje tem autonomia tecnológica para o biocombustível, energia limpa, fazendo o seqüestro do carbono, diminuindo o aquecimento global, na ótica da discussão energética mundial parece que o Brasil não pode mais fazê-lo. Nós temos terras suficientes para produzir alimentos e para continuar sendo um dos principais países exportadores de alimentos para o mundo. Os países que hoje estão reclamando, em nenhum momento da sua história questionaram a fome na África, a fome nos países asiáticos; fomentaram a guerra e não a paz. Muito diferente do papelque hoje tem o Brasil com o nosso governo Lula.
Portanto, com muita tranqüilidade, como deputado do Partido dos Trabalhadores, fazemos questionamentos, sim, mas a taxa de juros hoje é menos da metade do que era quando assumimos este país! E isso sem falarmos da geração de empregos, sem falarmos do otimismo que o brasileiro tem hoje com a nossa economia. E uma prova disso é que o presidente Lula não tem alto índice de aprovação apenas no Brasil, pois é o sexto presidente mais aprovado da história do país na América Latina, sem considerar a diferença dos meios de comunicação de países que não fazem questionamentos como são feitos aqui.
É por isso que entendemos por que a Oposição vive pautando a ministra Dilma Rousseff quase todos os dias no Congresso. E quero aqui dizer uma coisa com muita tranqüilidade: a ministra Dilma não tem medo de ir ao Congresso enfrentar os problemas ou enfrentar os questionamentos que querem fazer, apenas de não ser responsável. Hoje temos um país com um novo viés de desenvolvimento econômico e industrial graças às obras do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC, que tem a ministra Dilma Rousseff como grande coordenadora. Por isso, a partir de hoje, ao invés de dizer: "PT saudações", vou dizer: "PAC saudações."
E ainda bem que temos uma ministra como Dilma Rousseff, que tem, com muita serenidade e seriedade, como grande gestora, imprimido um perfil de desenvolvimento diferenciado no Brasil, demonstrando o quanto o país tem caminhado.
Estamos aqui para defender as nossas políticas e principalmente para, cada vez que falarem do nosso governo sem reconhecer as suas conquistas, a cada defeito que mostrarem, elencar 20 virtudes, mostrando a diferença do Brasil de hoje com o país que assumimos em 2002.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)