67ª Sessão Ordinária - 04/09/2007
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Quero cumprimentar a presidente, deputada Ana Paula Lima, e trazer a esta tribuna o conteúdo do debate da audiência pública sobre transplantes, que tivemos nesta Casa, com a presença do dr. Vitor, do Rio Grande do Sul, do dr. Joel, coordenador de transplantes do estado de Santa Catarina, de estudantes, de escolas, de profissionais da Saúde, do Joares, presidente da Associação de Transplantados de Rim, do sr. Gilberto, cidadão transplantado de fígado, que veio de Campos Novos dar o seu depoimento.
Este é um momento de reflexão pelo que representa o mês de setembro, que é o mês dos transplantes. E nesta semana está acontecendo em Florianópolis o encontro nacional de transplantes e o encontro latino-americano, organizado pela Associação Brasileira de Transplantes.
Morreram no ano passado em torno de um milhão de pessoas que poderiam ter sido doadores, porque quando se faz uma campanha e tenta-se envolver a sociedade para que altruisticamente, solidariamente, possa salvar uma vida ao fazer a doação de um órgão, temos que ter a percepção e a sensibilidade de olhar do outro lado do balcão, como se fosse um cidadão que necessita de um transplante e não de um doador, porque o Brasil tem hoje, segundo dados estatísticos, 70 mil pessoas aguardando por um transplante. E se existem 70 mil e morreram um milhão, é porque a maioria não fez a doação de uma córnea, de um rim, de um fígado, de um coração, de um pâncreas, o que poderia estar diminuindo o sofrimento de pacientes dessa fila de espera. Os órgãos públicos, os entes federados, municípios, estados e União, têm que necessariamente massificar campanhas de doações de órgãos neste país.
Sabemos que o custo do transplante é elevado. Um transplante renal custa em torno de R$ 20 mil; um transplante de fígado R$ 50 mil; o de coração R$ 20 mil e depois de transplantados os pacientes necessitam tomar medicamentos que são fornecidos pela rede básica, pelo SUS, pelo governo, que segundo os dados que nos foram passados hoje oscilam entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões por ano. Pacientes que após passarem por um procedimento cirúrgico e terem uma requalificação na sua qualidade de vida, passam automaticamente a necessitar do medicamento, caso contrário todo trabalho acaba sendo perdido.
Por isso nesta Casa, no dia de hoje, vamos alertar a população catarinense: cada cidadão que nos assiste e nos ouve, além de ser um doador poderá estar sendo um receptor na fila de órgãos. Agora o fundamental é que a maioria dos transplantes existentes são os de rim. Um paciente que depende de um transplante de rim - não podemos esquecer - durante três vezes por semana fica na frente de uma máquina de hemodiálise por quatro horas. Um paciente desses tem um custo mensal para o governo, que banca a hemodiálise pelo SUS, de R$ 1,8 mil a R$ 2 mil. Esse paciente que tem que enfrentar essa maquininha quatro vezes por semana, se olharmos bem, quem sabe não precisasse mais só com a doação de órgãos daqueles que perdem a vida no trânsito, muitas vezes em acidentes da criminalidade. Por isso a importância dessa reflexão.
Quero saudar também os médicos Rogério Moritz, Silvio Schmidt, Denizard Leon da Silva, Rodrigo Schmidt e Aurélio Araújo que completaram 50 transplantes renais no Hospital Celso Ramos. Quero parabenizá-los e ao parabenizá-los, parabenizar todos os profissionais que executam esse trabalho, pois Santa Catarina tem dado uma demonstração de eficiência no país e vamos ressaltar também a direção da atual secretaria de Saúde do estado, que tem à frente o deputado Dado Cherem, porque o estado de Santa Catarina é campeão em captação de órgãos no Brasil.
O Sr. deputado Dirceu Dresch - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Pois não! Gostaria de contemplá-lo com os três minutos e trinta segundos que me sobram.
O Sr. Deputado Dirceu Dresch - Deputado Jailson Lima muito obrigado. Parabenizo-o pelo grande tema que traz a esta tribuna com relação à questão da saúde pública, principalmente a divulgação de que Santa Catarina é o campeão de transplantes de órgãos.
Sobre o que disse o deputado Marcos Vieira, que o antecedeu na tribuna, que falava sobre as nossas rodovias em Santa Catarina, tenho em mãos o orçamento da União para o exercício do ano de 2008, onde praticamente todas as nossas rodovias federais, inclusive o término da BR-101 está incluído no orçamento.
Portanto, com relação à preocupação do deputado Marcos Vieira, que diz que os deputados de Santa Catarina precisam se mobilizar para trazer os recursos para o estado, quero dizer que já estão contemplados no orçamento do ano que vem todos os trechos das rodovias que serão recuperados ou terminados, inclusive da BR-282 e outras rodovias que estão no orçamento de 2008.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)