Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

59ª Sessão Ordinária - 14/08/2007

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados e visitantes que nos dão a honra de prestigiar o nosso Parlamento catarinense na tarde de hoje, eu ouvi atentamente o eminente deputado Kennedy Nunes quando colocou a questão dos CDs, dos vídeos e de diferenças de preços. Entendo que ele é uma pessoa altamente preparada, mas não é apenas uma empresa que faz, são várias empresas que participam das licitações e aquela que ganha é que realiza. E não depende de "a", "b" ou "c". Então, não é simplesmente vir aqui e dizer que só a empresa "a" faz. Oh, que beleza, daí seria coisa particular e não coisa pública.

Assim, parece que, com todo o seu conhecimento, ainda falta muito da escola da vida pública ao deputado Kennedy Nunes e saber que várias empresas participam e executa a que ganha, evidentemente. E assim é feito para os órgãos públicos no estado, que não é diferente.

Apenas queria levantar essa questão para não ficar dúvida nenhuma em relação aos vídeos que são feitos no estado de Santa Catarina pelo governo do estado.

Gostaria de dizer que é uma honra enorme poder falar um pouquinho de uma luta travada por 14 anos nessa questão da BR-101, sendo que o movimento começou pelo norte do estado, lá por Joinville. E o deputado Darci de Matos, como vereador na época, com certeza esteve no movimento da BR-101 para que começasse a duplicação. Nós participamos efetivamente e hoje posso aqui dizer com muita alegria, não só em meu nome, porque muitas pessoas participaram - vereadores, prefeitos, deputados, Associação Comercial e Industrial, CDL, igrejas - efetivamente de todos os movimentos que foram travados na questão da BR-101 para que houvesse a sua duplicação.

O primeiro fechamento foi em 1993, das 6h às 16h, com 70 quilômetros de fila tríplice em busca da solução da duplicação. E houve outros movimentos e fechamentos em Criciúma e Maracajá. Aqui em Barreiros houve movimentos por várias vezes e também em São José; fechamos a BR em Palhoça e em muitos lugares. Lembro que na ponte de Cabeçudas deitamos em cima de uma bandeira do Brasil muito grande, e como as cruzes ainda estavam com a tinta fresca, o deputado Paulo Serafim ficou com a cruz no terno e acabou perdendo-o naquele movimento que nós fizemos.

Eu respondo quatro processos na Polícia Federal por todos aqueles movimentos. Nossa luta era em busca de uma solução que hoje está acontecendo. Faria tudo novamente, duplicaria a força, para que aconteça a duplicação.

Hoje posso aqui fazer um relato porque a duplicação da BR-101 está indo bem no Rio Grande do Sul ende do Sul, duplicaria a força, em Santa Catarina. Estamos apenas presos por três gargalos. Um no morro do Formigão, em Tubarão. Lá não adianta correr porque quando tudo estiver pronto vai ser um gargalho, vai afunilar e vai parar.

Estivemos em Brasília, o governo assumiu o compromisso que vai colocar o edital na rua no segundo semestre de 2007.

O segundo gargalo é a ponte de Cabeçudas. O governo, através do ministro dos Transportes, assumiu o compromisso que vai abrir o edital para este ponto. Vamos ter um adiantamento. Apesar do atraso, ainda vamos conseguir quase equilibrar.

O terceiro é o morro dos Cavalos que ainda não tem o processo e que só vai ser lançado o edital no ano que vem.

É evidente que ainda vamos ter muita preocupação, muitos caminhões virados, muitos acidentes, muitas mortes. Hoje o problema é muito grande.

Apesar de reconhecer que as empresas estão trabalhando, trabalham com sinalização, colocam importante sinalização, mas é mudança constante de desvio. Hoje o desvio é em um lugar, amanhã é em outro. E não dá tempo de as pessoas verem onde é o desvio.

Registramos que a luta vai continuar, que a fiscalização vai continuar para que tenhamos uma obra de qualidade que não só orgulhe o governo federal, mas todo o usuário e nós, que somos do sul de Santa Catarina.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)