Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

88ª Sessão Ordinária - 07/08/2012

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. deputados, ainda na esteira do que o deputado Cesar Souza Júnior comentou aqui, a questão das regiões metropolitanas é extremamente importante, não só para Florianópolis e seus municípios vizinhos, como também para a nossa Joinville, que já podemos chamar de Grande Joinville, reunindo os municípios próximos que são Araquari, Barra do Sul, São Francisco, Guaramirim e assim por diante. São inúmeros municípios que acabam compondo o que nós chamamos hoje de Grande Joinville.

E o grande entrave que temos hoje em Joinville, é justamente Joinville e Araquari, motivo de inúmeras reuniões, inclusive nestes últimos tempos, na própria Câmara de Vereadores de Joinville para tratar deste assunto, da integração dos dois municípios, por conta de que não se sabe mais onde é Araquari e onde é Joinville. Não se sabe mais! Está literalmente misturado.

Está literalmente misturado, mas com um grave e sério problema que enfrenta a nossa comunidade mais carente, e não é de hoje, porque o ônibus coletivo urbano vai até o limite e passa a 1,5 quilômetros, mais ou menos, e desembarca os seus passageiros por conta de não poder, legalmente, ir mais adiante.

Isso acontece todo santo dia! Todo santo dia milhares de pessoas têm que caminhar quatro, cinco, seis quilômetros de onde o ônibus para até chegar em suas casas. E não é só uma vez, é de manhã, quando vão para o trabalho, e é de tarde, quando voltam do trabalho.

Eu discuti isso e há quem não concorde, mas nesta Casa já foi aprovado decreto do sr. governador, decretando regiões metropolitanas em Santa Catarina e na região de Joinville. O art. 7º desse decreto governamental diz: Núcleo da região metropolitana de Joinville/Araquari. Portanto, se já foi aprovado na Casa esse núcleo, porque não estamos praticando isso? O Deter foi convidado a participar das reuniões e estão participando, inclusive, os prefeitos de Araquari e de Joinville, enfim, todos discutindo. Mas os entraves burocráticos estão fazendo com que nós ainda não tenhamos a integração intermunicipal do nosso ônibus de Joinville para Araquari e vice-versa. Eu chamo isso de entraves burocráticos. Enquanto isso o nosso chamado povão gasta sola dos sapatos, todo santo dia, para ir para suas casas. Isso eu queria deixar registrado por conta do que o deputado Cesar Souza Júnior comentou, agora há pouco com relação às regiões metropolitanas.

Gostaria de deixar registrado, sr. presidente, srs. deputados, o nosso sentimento aos familiares do policial militar Giovane Ferreira, já fizemos um requerimento de pesar em nome da Casa. Justamente um dos policiais, daqueles que conheço, do município de Joinville, mais exemplares, que acabou justamente perdendo a vida num dos tantos assaltos que acontecem por lá. Justamente na sua comunidade, onde estava há, pelo menos, 20 anos, tinha 25 anos de Polícia Militar. E num assalto, numa panificadora, sábado à noite, o policial ouviu algum barulho, foi olhar e foi recebido à bala. Dois marginais que lamentavelmente não se consegue identificar porque as câmeras de vigilância que lá havia eram somente para bonito, pois não estavam filmando nada. Está aí um crime ainda necessitando da devida elucidação, e tanto a Polícia Militar quanto a Dic, de Joinville, estão empenhadas em encontrar os elementos que praticaram esse homicídio.

Quero, então, deixar registrado, nesta Casa, o sentimento de pesar em relação à morte desse policial, Giovane Ferreira, que tinha 43 anos, deixou três filhos, dois meninos, um de 18 e outro de 16 anos e uma menina de 13 anos. Um rapaz que professava a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Conheço muito bem essa igreja, minha família segue essa religião. Um rapaz extremamente correto, um verdadeiro exemplo para todo o quartel de polícia de Joinville e da região. Uma vida que se vai por conta desses marginais que campeiam nossas cidades, nosso estado e nosso país.

Podem ter certeza de uma coisa: 80% desses criminosos têm envolvimento com drogas, se não for mais. São os chamados criminosos sociais, os elementos que, a partir de um determinado momento de sua vida, nem sabem mais o que estão praticando.

E ainda neste país cada vez que alguém se manifesta em relação à tese da pena de morte para traficante, se levantam cem outras vozes contra. É lamentável, extremamente lamentável porque a praga se chama traficante de drogas.

Muito obrigado.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)