Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

16ª Sessão Ordinária - 15/03/2011

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. deputados, assomamos à tribuna desta Casa para citar a presença do governador Raimundo Colombo na Acij, em Joinville, que é de extrema relevância para o nosso município. Lá o governador teve oportunidade de tomar conhecimento das diversas reivindicações da nossa cidade e dos problemas advindos desse verdadeiro dilúvio que enfrentamos.

Graças a Deus, desde ontem estamos respirando mais aliviados porque pelo menos não houve mais chuva torrencial. Algumas garoas, alguns chuviscos, mas não chuva torrencial nem dilúvio, como vimos acompanhando há vários meses.

O governador teve oportunidade de ficar sabendo das 18 pontes danificadas neste mês de março. Sete pontes foram danificadas em janeiro, 50 unidades escolares também. Houve a necessidade da reconstrução de encostas que foram danificadas devido às chuvas. Estamos reconstruindo acessos destruídos desde o mês de janeiro, e muitas pessoas estão desabrigadas.

Para resolvermos o problema de imediato, precisaríamos de, no mínimo, R$ 20 milhões, isso para as necessidades mais urgentes, para colocar um pouco de ordem na casa, depois do verdadeiro dilúvio que se abateu sobre Joinville.

O prefeito Carlito Merss entregou o documento em mãos ao governador, na Acij. E o governador teve a oportunidade de fazer uma ampla palestra sobre as suas atividades governamentais. Em meio à explanação, citou que recebeu do governo federal R$ 40 milhões para atender aos problemas mais urgentes das enchentes decorrentes de todas essas chuvas no estado. Desses R$ 40 milhões, o governador disse que vai direcionar R$ 10 milhões para a recuperação das vias de transporte e outros R$ 10 milhões para a Defesa Civil. Do restante do dinheiro, R$ 2 milhões serão destinados a Joinville. Recebemos até agora R$ 600 mil.

Mas entendemos - este parlamentar e várias autoridades do município de Joinville - que R$ 2 milhões é um valor muito pequeno pela relevância do problema que temos na região, especialmente em Joinville. É muito pouco! Precisaríamos, no mínimo, de R$ 4 milhões para fazer frente aos mais graves problemas.

Eu disse também ao prefeito Carlito Merss, quando eleito, que estava esperançoso de que o diálogo com o governo federal ficasse mais fácil por conta de ele ser do mesmo partido do presidente Lula e, por conseqüência, agora da presidenta Dilma. O povo de Joinville, por conta desse companheirismo, entendia da mesma forma, ou seja, que o prefeito teria mais acesso às verbas federais. Cobramos isso do prefeito e ele nos disse que há inúmeros pedidos na esfera federal sem andamento e que deverá receber, nos próximos dias, um aporte financeiro para fazer frente a esses problemas.

Mesmo assim, não receberemos os R$ 20 milhões que seriam necessários para colocar a casa em ordem, deixando-a do jeito que estava antes de se abater sobre a cidade um verdadeiro dilúvio que, aliás, não atingiu somente a nossa região, mas Santa Catarina e o sul do país.

Hoje, a região norte está passando por um problema muito sério. Eu vim de Joinville diretamente para este plenário, na tarde de hoje. Na minha vinda para cá, comentava com o meu companheiro de viagem, o Giovani, e com a minha assessora política, a Angélica, que vieram comigo no carro, que desde a década de 90 não fazia uma viagem tão tranquila de Joinville para Florianópolis. A razão é simples: por conta da interdição da BR-376, que dá acesso ao Paraná, na BR-101, após Garuva, não havia movimento na estrada.

Quando se entra no Paraná, dá-se de cara com a BR-376, pois a serra está literalmente interditada. Com um agravante, foi o gasoduto da Petrobras que ocasionou a interdição da rodovia. Estão lá técnicos da empresa de diversos setores analisando o que vão fazer. Até o início da tarde de hoje nem haviam começado a fazer as coisas que deveriam ser feitas, porque não sabiam por onde começar com medo de uma explosão.

Srs. deputados, não existe possibilidade daquela rodovia ser liberada antes de sexta-feira ou do sábado próximo. E o acesso ao Paraná por Guaratuba e, por consequência, Matinhos, indo para Curitiba, também não é possível, pois a estrada é interdita e liberada a cada uma, duas horas!

Ficamos sabendo também, no início da tarde de hoje, que havia pontes sujeitas a cair se continuassem passando veículos pesados.

A BR-301, que é a rodovia Dona Francisca, que dá acesso a São Bento do Sul, por onde o nosso colega Silvio Dreveck transita semanalmente, está com um problema de rachadura no asfalto. Ontem, houve um acidente ocasionando cinco mortes, sendo que o trânsito pesado está proibido de passar por lá também. São permitidos apenas veículos pequenos, o que ocasiona filas de 20km, 30km. Naquele local ocorria por dia uma vazão de mais ou menos quatro a cinco mil veículos. Hoje, estão transitando por lá 35 a 40 mil veículos. É um caos total! A alternativa para ir ao Paraná está sendo entrar por Rio do Sul para ter acesso, então, à BR-116. Essa é a situação!

Então, digo a v.exas. que fiz a viagem de Joinville para cá como nos idos de 90, porque praticamente fiz um passeio até aqui; a estrada estava quase sem nenhum movimento por conta dessa situação caótica das nossas rodovias.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)