8ª Sessão Ordinária - 04/03/2004
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. Presidente, Srs. Deputados, povo que me acompanha das galerias e através da querida TVAL, gostaria de falar sobre o assunto envolvendo a minha pessoa no dia de ontem, quando eu apresentei um réptil, uma cobra, no Plenário e algumas pessoas teceram alguns comentários não verdadeiros através da imprensa, da mídia.
Eu gostaria de dizer ao meu ex-Líder e eterno amigo, Deputado Joares Ponticelli, e também ao meu ex-companheiro de Partido, Deputado Antônio Carlos Vieira, e também meu eterno amigo, pois enquanto estive no PP sempre o indiquei como um bom nome à Prefeitura Municipal de Florianópolis, mesmo a contragosto da Prefeita Angela Amin, pela sua responsabilidade, pelo seu discurso verdadeiro, pela sua postura e pela sua capacidade, da minha afinidade com as pessoas que deixei no Partido. Dentre elas cito os Deputados Valmir Comin, nosso grande amigo, Reno Caramori, Celestino Secco e Altair Guidi, que são pessoas maravilhosas e com as quais eu pude conviver por um curto tempo, mas que aprendi muito com elas.
Gostaria de falar também do meu carinho para com a Bancada do PP da Câmara Municipal de Florianópolis, com a qual convivi por seis anos, e de pedir desculpas para algumas pessoas pelo susto, pelo impacto que causou a presença da cobra aqui no Plenário.
Quero dizer a algumas pessoas da imprensa, inclusive ao Sr. Renê Müller do Diário Catarinense, que o animal cobra não foi primeiro aqui na Assembléia. Já passou um cavalo por aqui; um ex-Deputado trouxe um cavalo aqui! Em Brasília, levaram um sapo para se assemelhar à pessoa de uma ex-Prefeita de São Paulo. E quantos objetos estranhos já trouxeram em Câmaras Municipais e em Assembléias Legislativas?!
Mas eu trouxe uma cobra inofensiva, registrada - não precisam ameaçar o Ibama, que faz um bonito trabalho em Santa Catarina -, totalmente documentada. Muito pior é a agressão física que temos visto em diversos Parlamentos por este País afora! Até mesmo nesta Casa já vimos duelos, passando para a agressão física!
Este Deputado só tem gerado a paz dentro desta Casa e durante toda a sua vida. Trabalha em nome da paz e jamais geraria a violência, por mais que fosse atacado dentro deste Plenário.
Portanto, pensamos que deveríamos rever essa situação da agressão física que muitas vezes aqui é mostrada por vários Deputados.
Gostaria de dizer que li a coluna e achei coerente o discurso do Deputado Antônio Carlos Vieira, que, dentro da ética, tem o direito de se manifestar de maneira coerente. Creio que o jornalista Guarany Pacheco, o interino do Cacau de Menezes, também falou de uma maneira ética, verdadeira. E estou dando uma resposta a ele, dizendo que realmente estava tudo documentado.
Alguém falou que era de mau gosto - e qualquer um tinha o direito de dizer isso. Mas creio que o Renê Müller foi infeliz na hora em que disse que o Deputado Nilson Machado andou com umas vestes diferentes. Ele sempre esteve vestido adequadamente, com terno, aqui na Assembléia. Simplesmente usou algumas roupas ligadas à etnia negra, mas o terno, sempre completo. Isso jamais feriu a Assembléia Legislativa, não tem nada a ver.
Ele disse, inclusive, que a cobra andou por diversos setores da Assembléia. Isso não é verdade! Ela veio exclusivamente aqui! Se ele estivesse aqui presente e não pegasse as informações pelo telefone, talvez soubesse que a cobra simplesmente saiu dali, veio aqui e foi embora. Ninguém fez uso dela como se fosse uma apresentação circense. Isto não é verdade!
Disseram que estive ausente na sessão do 1%, mas quero dizer que não foi somente eu. Outros Parlamentares também estiveram ausentes naquele momento. Não sou eu o campeão de faltas nesta Casa, não! Sempre estive presente e às vezes que faltei, eu justifiquei.
Acho que o jornalista Renê Müller deveria marcar mais presença na Casa e verificar se este Deputado é o campeão de faltas. Naquele momento, eu me ausentei, pois não me achei em condições de fazer tal votação - e não me ausentei sozinho! Mas nas votações importantes, eu sempre estive. Pena que ele não soube separar o joio do trigo, tal qual a Prefeita lá no Clube Doze, que não soube separar o joio do trigo e falou mal de mim.
Quero dizer quem estava lá presente era o carnavalesco. Aqui aconteceu a mesma coisa: ele me estampou no jornal com uma foto do carnaval que não tem nada a ver. Ontem quem estava na tribuna era o Deputado e não o carnavalesco Duduco!
Aceito as críticas construtivas, como aceitei as do meu nobre amigo e sempre admirador Deputado Antônio Carlos Vieira. Acho que temos de estar preparados para as críticas e para os elogios. Agora, o que não posso aceitar é que uma pessoa simplesmente se aproveite de um jornal para vir dizer inverdades, para vir dizer que a cobra andou pelos setores da Casa. Jamais faríamos isso porque sabemos que é natural as pessoas terem medo da cobra. A própria Igreja já passou esse medo para nós, dizendo que era coisa do diabo. Na verdade, é um animal comum, como os outros, que simplesmente tem veneno. No caso, aquela de ontem não tinha veneno; era uma cobra domesticada e registrada.
Penso que deveríamos trabalhar de outra maneira. Agora, a maneira que achei para me manifestar foi aquela! Se alguém quiser trazer, por intermédio da Prefeita, algum animal que se pareça comigo, pode trazer. Só tomem cuidado para não trazer o bicho errado, porque senão vou chamar de cobra cega. Tem que trazer o bicho certo.
Eu não vou me ofender se alguém trouxer aqui um sapo e disser que eu me pareço com ele. Acho justo, é um direito que a pessoa tem de se manifestar. Agora, não com mentiras. Não é correto usar a página do jornal para dizer que a cobra andou pelos setores da Assembléia, quando não é verdade, ou para dizer que venho à Assembléia vestido com roupas da etnia negra, quando só vim no dia da sessão em homenagem à raça negra, mas eu estava com terno por baixo da roupa que me complementava.
O repórter também disse que este Deputado não compareceu a sessões importantes. Eu quero dizer que sempre compareci às sessões, ele é quem precisa comparecer nesta Casa e ver quais são os Deputados faltosos, porque não é este Deputado.
Achei válidas as críticas de outros membros da imprensa, as quais respeito, porque eu estou preparado para as críticas, mas críticas verdadeiras, não deturpando a minha imagem.
Quero deixar aqui a minha mensagem de muito amor, de muito carinho pela Bancada do PP. Não tenho nada contra os amigos do PP, e insisto em falar do carinho que tenho por cada um deles. Eu realmente vou sentir falta, vou sentir saudades dessas pessoas. Que bom que ainda vou continuar aqui ao lado deles. Devo dizer que jamais farei oposição ao PP, absolutamente. Eu quero continuar sendo amigo e vou continuar sendo aquele Deputado que vota pela sua consciência.
Talvez eu não seja uma pessoa muito preparada para a política, talvez esteja faltando um pouco mais de experiência. Eu acho que, talvez, precisasse ter a tal de fidelidade partidária, que não consigo ainda colocar dentro dos meus princípios, mas eu prefiro continuar votando pela minha consciência, votando com a população, votando de acordo com aquilo que acho certo ou errado. Nesse período em que vou ficar sem Partido vou tentar analisar os meus erros e os meus acertos e, quem sabe, melhorar no tempo que ainda estarei aqui como Deputado. Quero continuar aprendendo com os novos amigos, os 39 Deputados, que têm feito um grande trabalho nesta Casa.
Quero pedir escusas ao Deputado Volnei Morastoni, nosso Presidente, porque ele não esperava aquela minha atitude; quero inocentá-lo e dizer que a Mesa Diretora jamais esperava que este Deputado trouxesse uma cobra a este Plenário, como no passado alguém trouxe um cavalo. E ninguém se admire se, amanhã ou depois, um Deputado trouxer um canguru ou uma barata. São coisas feitas de surpresa. Eu trouxe. Se me acharem certo ou errado que me julguem, mas eu fiz da maneira que achei melhor para colocar para fora o meu desafeto com a Prefeita, porque eu falo aqui aquilo que muita gente vem falando nos bastidores. Muitas pessoas, quando se referem à Prefeita, usam dois adjetivos: tia ou cobra! Eu não pude trazer minha tia para compará-la, mas trouxe a cobra por achar que é o que mais se parece!
Insisto em dizer: se quiserem trazer um animal que se pareça com este Deputado, eu não ficarei ofendido!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)