14ª Sessão Ordinária - 09/03/2010
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, deputado Moacir Sopelsa, demais srs. integrantes da mesa, sras. deputadas, srs. deputados, amigos que nos acompanham, nossas queridas taquígrafas, imprensa falada, escrita e televisada. Este é um momento importante quando o Poder Legislativo tem a honra de receber mais um sr. deputado para compor este colegiado de 40 parlamentares.
Quero parabenizar o deputado Ozair de Souza, conhecido como Polaco. Carinhosamente assim o chamamos lá no município de Otacílio Costa, região muito próspera, que também teve a honra de eleger o vereador Edson Pasold, do meu Partido Republicano Brasileiro, que assumiu a Presidência da Câmara Municipal. E tenho certeza de que s.exa. o conhece.
Então, em nome do PRB, quero respeitosamente deixar o meu gabinete à sua inteira disposição. Tenho certeza de que aqui se sentirá muito bem, porque somos uma grande família, um colega ajuda o outro, tudo na maior harmonia. Sr. presidente, é mais um deputado desbravador que vem para ajudar o estado de Santa Catarina.
Que pena que ontem não tivemos sessão. Mas o presidente convocou uma homenagem a todas as mulheres deste Poder, às funcionárias, às deputadas. E quero agradecer ao presidente Gelson Merísio que até nos deu espaço no jornal desta semana, um jornal de grande circulação no estado. Ele abriu um espaço para as três mulheres deste Parlamento. A deputada Ada de Luca pode fazer sua colocação muito brilhantemente. Uma deputada de pulso, uma mulher que no seu primeiro mandato mostrou a diferença. A deputada Ana Paula Lima também tem feito um trabalho belíssimo neste Poder representando Blumenau. E esta deputada que voz fala também pode fazer as suas colocações.
Ganhamos um espaço muito importante na página 5 do jornal da Assembleia Legislativa. Quero agradecer ao presidente por essa matéria, pois tenho certeza de que tem a sua digital, porque ele fala da união das mulheres. É uma matéria muito boa.
Estive também olhando o jornal Folha Universal, que toda a semana faço uma leitura, que está com uma tiragem muito grande, 2.571.000 exemplares, e fala também sobre a mulher. E a mulher em alguns lugares ainda continua, na área trabalhista, a ser bastante discriminada. O jornal traz o depoimento de uma senhora de 59 anos que ainda está sustentando a família, catando papelão para poder dar sustento aos filhos e à família. E mostra uma grande passeata das mulheres unidas pedindo mais justiça, igualdade e invocando a Lei Maria da Penha, porque a mulher não pode mais aceitar ser usada, abusada. Nós hoje carregamos em nossa bolsa a Lei Maria da Penha.
Ontem, no dia 08 de março de 2010, comemoramos 100 anos do Dia Internacional da Mulher. O mundo parou para comemorar. Não pude me fazer presente nesta homenagem porque fui ministrar uma palestra em São Paulo sobre os produtos geneticamente modificados, os transgênicos.
Quero chamar a atenção - não só das donas de casa, e aí me incluo - da dra. Elizabete Baêsso, presidente da Adocon - Associação das Donas de Casa, dos Consumidores e da Cidadania - e também do Ministério Público, que tem a função fiscalizadora e é cumpridora do seu papel na sociedade, com relação aos produtos geneticamente modificados, porque a dona de casa coloca na mesa aquilo que as crianças vão comer, que a família vai comer, portanto, ela precisa saber o que está colocando na mesa.
Segundo pesquisas realizadas, sabemos que os produtos transgênicos estão aí sendo vendidos à vontade, inclusive existem produtos nos mercados com um simbolozinho de transgênico e embaixo está escrito aprovado. O consumidor, deputado Ismael dos Santos, então acha que o produto está aprovado. E depois quais são as conseqüências que virão para as gerações futuras? Nós sabemos que quem se alimentou com os transgênicos teve graves problemas, inclusive foram realizadas pesquisas com ratos e outros animais que apresentaram danos em sua saúde.
Então, quero afirmar que a dona de casa não quer mais ser chamada de rainha do lar! Isso já caiu de moda! Hoje ela está na linha de frente, porque é quem dá opinião para o esposo, é ela quem cuida da roupa, da educação dos filhos, quem indica a escola que o filho deve estudar. Ela sempre está dando a sua opinião e querendo o melhor para a sua família.
Então, senhores, nós também não gostamos de ser chamadas de sexo frágil. Isso também já está ultrapassado, pois nós não somos frágeis, não! Eu digo por mim, porque nós suportamos a dor da morte, deputado Sargento Amauri Soares, e a dor do parto, de dar a luz a uma vida.
Então, queremos homenagear todas as mulheres catarinenses que trabalham fora, que têm que dar a volta por cima, que trabalham, muitas vezes com dores insuportáveis, mas elas sabem que têm que sustentar o lar, têm que levar o pão nosso para casa.
Quero parabenizar todas as mulheres catarinenses e todas as esposas dos deputados. Um abraço bem grande.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)