Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

2ª Sessão - 30/12/2008

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sra. deputada, público que nos acompanha nesta sessão, telespectadores da TVAL, voltando ainda e sendo muito pontual para falar de todos os assuntos, na verdade a tática é excluir alguns subtenentes, essa é uma vingança, porque não concordam com o salário que um subtenente da reserva ganha. E eles ganham hoje o mesmo que os oficiais já ganhavam por uma emenda do deputado Onofre Santo Agostini, aqui nesta Assembléia, há três anos, a pedido de alguns subtenentes. E alguns desses que fizeram esse pedido estão conversando freqüentemente com o comandante-geral. Foram eles e não nós que colocaram isso na lei, há três anos.

A Lei n. 254 é plenamente aplicável e já poderia ter sido aplicada se houvesse boa vontade política nesse sentido. Nós queremos, sim, uma polícia bem remunerada, e não é verdade que essa lei seja utópica, ela é plenamente aplicável. Nós não queremos uma polícia de R$ 1,99, quem quiser uma polícia de R$ 1,99 que vá para outro estado, que vá para o Rio de Janeiro. Aqui nós queremos uma polícia muito bem remunerada para continuar a ser cada vez mais a melhor polícia do Brasil e, quiçá, a melhor polícia do mundo, porque temos gente, recursos humanos, pessoal, para tê-la, para construí-la.

Se o coronel Braga voltar, colocar sua farda e empunhar a sua espada, nós o seguiremos e eu estarei no meu lugar na fila, na décima fila, que é o lugar do segundo-sargento, e estarei lá armado com a minha metralhadora, que é a arma de sargento, assim como todos os companheiros estarão no seu lugar na fila e formaremos uma pirâmide, que é uma formação em cunha; nada seguraria essa instituição e ela poderia progredir como já progrediu no passado.

Coronel Braga, nós estamos mais frágeis hoje do que estávamos há 20 anos, quando o senhor era comandante. Essa é a realidade e também, por isso, os estertores dessa instituição. Com racionalidade, bom senso e disciplina consciente, 2009 será o nosso ano. Pode ser nosso se houver racionalidade e bom senso, do contrário também poderá ser o pior ano da nossa instituição e nós queremos que seja o melhor e não o pior.

Falei de forma telegráfica desses pontos para poder entrar na pauta desta última hora, neste plenário.

É preciso falar - e quero dialogar com os deputados Elizeu Mattos, José Natal e Professor Grando - sobre modelo de desenvolvimento, porque nós nos tornamos reféns dos monopólios. Quando vem a crise, os monopólios vão embora e nós ficamos passando fome. Há uma política de incentivo aos monopólios, ao invés de distribuir a renda, inclusive remunerando melhor os servidores públicos, para que possam adquirir mais no nosso comércio, aquecendo o nosso mercado. Nós investimos tudo, fizemos barba, cabelo e bigode para que a General Motors venha para o Brasil, para Joinville.

O deputado Elizeu Mattos citou a Klabin, na região da serra, e nós temos debatido aqui esse assunto, que é um modelo de desenvolvimento. Ao invés daquele mar de pinus eliotis, o pinheirinho americano, deveríamos ter 200 mil famílias de agricultores em toda a região do Contestado. E a serra catarinense, a região do Contestado seria mais rica se ao invés daquele mar de pinheirinhos americanos tivéssemos lá 200 mil famílias de agricultores, que não precisariam estar na periferia das cidades.

Neste momento a Klabin parou de investir, e vamos supor que o mundo não compre mais o nosso papel e celulose. O que vai acontecer com a região do Contestado que está infestada de pinheirinho americano? O que o povo catarinense vai comer? Se tivéssemos mais 200 mil pequenos agricultores, eu saberia responder a v.exas: arroz, feijão, batata, leite, carne. Com aquele mar de pinheiro lá, se a Klabin for embora, porque eles estão interessados só no dinheiro e não no nosso povo, certamente sobrará só pinheiro para a nossa gente.

Então, precisamos refletir sobre o modelo de desenvolvimento. Por isso, as MPs, essa...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)