24ª Sessão Extraordinária - 15/08/2007
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sr. presidente, sra. deputada, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, amigos que assistem à sessão deste Parlamento nesta tarde, quero fazer aqui a correção de uma falha daquilo que não tinha conhecimento.
Ontem à tarde, na discussão de tantos outros temas que foram abordados desta tribuna, quando coloquei que queria ver boas notícias nesta Casa, referi-me à questão das máquinas caça-níqueis que foram apreendidas pelo delegado Maurício Eskudlark, da nossa delegacia civil; reportei-me à Unisul, parabenizando-a por uma matéria do Jornal Nacional, elaborada pela RBS, muito bem feita pela repórter Kiria Meurer, com uma divulgação que trouxe realmente resultados positivos para o governo, para Santa Catarina, mas não para o governo exatamente, mas para os jovens que vão ser beneficiados.
Recebi, na manhã de hoje, um e-mail da Larissa Leonardi, assessora de imprensa do SATC - Educação e Tecnologia de Criciúma, fundado no ano de 1959, que está situado numa área privilegiada, com 550 mil metros quadrados, com 25 mil metros de área construída, 62 salas de aula, 50 laboratórios com equipamentos de ponta. Então, essa entidade tem o Centro de Educação SATC, a Escola Técnica SATC, as faculdades, o Centro de Capacitação Empresarial, o Centro de Serviços Empresariais e o Centro SATC de Meio Ambiente, recém-formado. Essa entidade tem o co-patrocínio financeiro de empresas que exploram o carvão de Santa Catarina.
Então, meus parabéns também à SATC, que ajudou a elaborar esses programas, pois há muitas máquinas presas no estado que podem produzir muitos resultados para a educação se assim permanecer, se o governo quiser e tenho certeza de que ele vai querer. O professor de automação Roberval Marcelino disse na reportagem que para implantar aquilo apenas uma placa é adquirida, no valor de R$ 20,00.
Então, era esta a minha observação. Agradeço à assessora de imprensa, Larissa, pois não tinha conhecimento, não consegui identificar e por isso me reportei à Unisul. Mas quero parabenizar todos os que estão engajados no projeto de educação através das máquinas caça-níqueis que foram apreendidas e que estão à disposição da Polícia Civil de Santa Catarina.
Também o Jornal Nacional, há dias, fez uma reportagem destacando Portugal como um país de ponta na área de atendimento à população, onde, através de um tipo de call center, o cidadão faz passaporte, título de eleitor, carteira de identidade, enfim, todos os tipos de documentos num mesmo local. E o Jornal Nacional deu ênfase a isso. Para grata surpresa dos brasileiros, dois dias depois mais ou menos, o mesmo Jornal Nacional apresentou uma matéria idêntica, dizendo que no Brasil nós também já temos esse serviço à disposição da sociedade, mais precisamente no estado do Ceará.
E eu já fiz uma indicação endereçada ao governador Luiz Henrique da Silveira, no sentido de que seja também implantado esse serviço em Santa Catarina, para que a sociedade catarinense possa dirigir-se a um lugar só e resolver todas as suas questões.
É por essa e por tantas outras coisas que venho colocando que nós temos que realmente copiar o que é bom e tentar implantar em nosso estado. Isso começou ontem, volto a dizer, em cima do que coloquei em relação ao deputado Joares Ponticelli, perguntando se ele teria visto, porque ele só trouxe coisas negativas na tarde de ontem.
Mas, deputado Joares Ponticelli, ontem v.exa., da tribuna desta Casa, em aparte, disse que eu, o deputado Elizeu Mattos e o deputado Edson Piriquito éramos subservientes ao governo do estado de Santa Catarina, uns lambe-botas. Quero responder a v.exa. dizendo que eu tenho respeito por toda a sociedade de Santa Catarina. Fui vereador por quase cinco mandatos no município de São José. Renunciei, volto a reafirmar, para assumir uma cadeira neste Parlamento, mas não para ser subserviente. Vim para aprender e contribuir para a sociedade de Santa Catarina na direção do desenvolvimento, da qualidade de vida, da geração de empregos e de tantas outras situações que são inerentes à vida política.
Mas v.exa. ontem disse que tínhamos que ficar no plenário porque éramos suplentes e assim éramos obrigados a ficar. Digo a v.exa. que isso não é verdade. Estou aqui há cinco meses e ausentei-me duas vezes antes do encerramento da sessão. Se v.exa. perceber, estou sempre sentado naquela cadeira atento à maioria dos pronunciamentos dos srs. deputados que estão nesta tribuna. Coisa que v.exa. realmente não faz, como diz o deputado Manoel Mota: v.exa. vem aqui, traz temas completamente inócuos para a sociedade de Santa Catarina e ausenta-se do plenário.
Neste exato momento em que estou aqui me pronunciando, v.exa. está conversando com o presidente da Casa nem dando bola para o que eu estou falando. Mas tenho respeito pelas pessoas que pagam o meu salário, o seu salário e o de todos os parlamentares. Fico no plenário em respeito realmente a todos e com certeza absoluta não vim aqui para decepcionar ninguém. Se fôssemos falar de projetos, teríamos muita coisa para falar de v.exa. Mas não vou fazê-lo para não ser deselegante. Porém tive a preocupação de pedir esse levantamento à minha assessoria nesta manhã e seria bom que v.exa. fizesse uma reflexão sobre os projetos que apresentou nesta Casa.
Nos cinco meses em que estou nesta Casa apresentei oito projetos, todos eles de interesse da sociedade de Santa Catarina. Pode ser que alguns não tenham sido aprovados em algumas comissões, mas eram projetos, com certeza, de interesse da sociedade de Santa Catarina.
Então, reflita, deputado. Ver um parlamentar vir aqui e colocar, num abuso, um bolo, como v.exa. fez nesta tarde, com certeza é escandaloso. Quem tem uma bagagem política como v.exa., quem representa um partido que, temos que reconhecer, já beneficiou e trouxe grandes resultados para a população de Santa Catarina no passado, não pode agir assim. Vir brincar aqui e trazer um bolo de abacaxi e oferecer ao deputado Manoel Mota, é um absurdo. Nós merecemos respeito! Não sou um lambe- botas de ninguém, sou um parlamentar comprometido com os temas aqui levantados, com os temas levados às três comissões de que faço parte e até hoje não cheguei tarde e não faltei a nenhuma reunião. Graças a Deus! E quero continuar dessa forma.
V.Exa. faltou ao respeito comigo e com este Parlamento!
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)