44ª Sessão Ordinária - 29/05/2007
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, servidores deste Poder Legislativo, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital e demais pessoas que nos acompanham nesta sessão, queremos anunciar que no último final de semana realizamos um roteiro pela região do extremo oeste.
Com o devido salvo-conduto dos deputados Dirceu Dresch e Herneus de Nadal, fomos até o extremo oeste neste final de semana para conversar com os nossos companheiros praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, realizando reuniões em várias cidades: Pinhalzinho, Maravilha, Campo Erê, São José dos Cedros, Dionísio Cerqueira, Itapiranga, São Miguel d´Oeste e Mondaí. E das quais participaram companheiros de várias outras cidades daquela região, dos municípios vizinhos.
Fomos renovar os compromissos com a nossa classe que está no extremo oeste e em todas os outras regiões do estado, e dizer que o nosso trabalho continua, assim como fomos conversar com o povo daquela região, familiares e amigos dos nossos irmãos de farda, e discutir também problemas relativos à segurança pública, educação, saúde e agricultura.
Deputado Professor Grando, gostaria de falar de mais um aumento do transporte coletivo de Florianópolis e das manifestações populares que são recorrentes na nossa cidade. E falar desse assunto, para mim, que sou um Policial Militar, eu considero extremamente importante porque, efetivamente, não é nossa intenção, e nunca foi - nós, da base do sistema de segurança e da Polícia Militar -, que sejamos utilizados como força de coerção para impedir a livre manifestação das pessoas e que se diga aquilo que precisa ser dito a respeito das políticas públicas de uma cidade em todos os aspectos. E neste caso específico da questão do transporte.
O transporte não só em Florianópolis, mas em toda região metropolitana, é uma questão que precisamos efetivamente discutir nesta Casa e chamar a sociedade e os setores do comércio - a CDL e a Acif têm interesse em discutir esse assunto, porque é uma questão que pode ser postergada até que piore além do que já está, se é que é possível, ou até que mais alguém venha a morrer nesta cidade por conta desse assunto.
Nesta cidade está impossível e impraticável realizar-se uma manifestação de 500 pessoas, porque o espaço público não foi preservado nesse sentido. Enquanto por um lado setores, embora minoritários, do movimento popular critiquem, inclusive quando se faz um acordo no sentido de viabilizar a paz pública, por outro lado é preciso citar que há setores da classe dominante que vivem torcendo para que a polícia desça o porrete.
E a nossa posição é que nós precisamos responsabilizar as autoridades anteriores, as atuais, sejam lá quais forem, independentemente de partido político, sobre tudo aquilo que se fez em termos de urbanismo e de uso do espaço público na nossa cidade, porque, efetivamente, não nos interessa quem sejam os algozes da maioria da população que depende do transporte coletivo na nossa cidade.
Então, esse debate precisa ser feito. Nós estamos à disposição e queremos que a sociedade discuta as questões ambientais, de transporte, de uso do espaço público. É urgente fazer isso porque senão todas as semanas, todos os meses nós voltaremos a esta tribuna para falar desse problema.
Por último, gostaríamos de registrar, nestes 30 segundos que nos restam e com certa satisfação, sr. presidente, que no dia de hoje estamos começando três cursos de praças no Centro de Ensino da Polícia Militar. São 77 soldados que começaram o curso de cabo, 90 que começaram o curso de sargento, e 70 sargentos que começaram o curso de aperfeiçoamento de sargento.
Queremos parabenizar todos e dizer que todas as nossas lutas continuam.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)