52ª Sessão Ordinária - 21/05/2014
O SR. DEPUTADO ENI VOLTOLINI - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados.
Gostaria falar sobre duas ou três questões. A primeira é de origem pessoal. Nós hoje estamos tendo a alegria de receber pessoas que vão muito ao encontro daquilo que os deputados, José Milton Scheffer e Neodi Saretta, têm falado sobre a agricultura.
Lembro-me que no primeiro período que aqui estive, de 94 a 98, este plenário aprovou a primeira lei brasileira que tratava da comercialização de produtos de origem artesanal. Durante um ano e meio esta Casa debateu como os pequenos agricultores, de pequenas propriedades, poderiam fazer com que os produtos de excelência, de qualidade comprovada, que produzem, pudessem transpor a fronteira do seu município já que a legislação, principalmente da vigilância sanitária, coibia a possibilidade de que produtos de origem artesanal pudessem ser comercializados que não nas tradicionais feiras que são até hoje realizadas nos municípios. E esta Casa aprovou a primeira lei brasileira da comercialização de produtos de origem artesanal.
E hoje estamos vendo um pouco do reflexo disso aqui no hall, no saguão da nossa Assembleia entidades provindo do alto vale do Itajaí, apresentando produtos refinados, cosméticos. Conversei com os coordenadores da Associação de Presidente Nereu e disse a eles que gostaria muito de adquirir esses produtos e oferecer a cada parlamentar que estivesse aqui no Plenário naquele momento.
Assim, em seguida, colocaremos a frente de cada cadeira, ao lado de cada notebook, algo que vocês irão se encantar, que são os nossos agricultores que fazem, produtos comparados ao O Boticário, Natura, que os deixarão surpresos. E também será oferecido ao pessoal de apoio aqui da Casa para que levem para suas casas.
Assim, como já os conheço há muito tempo, fico muito feliz que Santa Catarina desponte nessa questão. E a bancada do PP se junta a essa comemoração, desejando as boas-vindas a essas pessoas que se reuniram em associação.
Também quero prestar contas em nome do PP do contato que mantivemos com o secretário de estado da Comunicação de Santa Catarina, abordando um pleito que será apresentado aqui através de uma indicação e submetido aos srs. parlamentares, para o qual espero, de antemão, a acolhida e aprovação no sentido de construir no nosso estado uma manifestação organizada, contundente, um processo de comunicação para as questões do trânsito, pois ao parlamentar não cabe esmorecer diante de qualquer luta por mais difícil que seja. Refiro-me à questão que traz para Santa Catarina a liderança em um ranking que o nosso estado não poderia estar: um dos primeiros lugares em acidentes de trânsito no Brasil.
Assim, queremos que a área da comunicação organize um processo que vá pela linha da educação, a fim de nos conscientizar que não é mais possível isso, bem como não é mais possível imaginar o cenário sabidamente existente na próxima leitura de um jornal, ou ouvirmos uma televisão ou rádio para anunciar, quem sabe, que um amigo nosso ou alguém muito próximo a nós foi vitimado por essa loucura que está acontecendo no trânsito de Santa Catarina.
Sabemos que temos problemas com relação à infraestrutura viária, que há uma sinalização inadequada nas nossas vias, que há uma precariedade de fiscalização também e, por isso, cobrava da Polícia Militar para que fique mais atenta e faça, de forma continuada, o trabalho de vigilância e de blitz para que possamos reduzir consideravelmente aquilo que hoje tanto nos incomoda.
Essa luta de Santa Catarina não pode parar. Esse é um compromisso da nossa Assembleia e espero poder contar com todos. Essa luta não é minha, não é do PP, é uma caminhada em direção à vida e em respeito à paz no trânsito.
Já está sendo colocado sobre as suas mesas de trabalho os produtos artesanais e espero que vocês reconheçam que cada vez mais Santa Catarina tem excelência nos produtos e que a procedência deles é de onde menos se espera, recônditos locais, mas estão fazendo a diferença em favor da qualidade. E hoje vamos poder experimentar isso.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)