Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

67ª Sessão Ordinária - 19/06/2012

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, quero inicialmente fazer um agradecimento muito especial ao governador Raimundo Colombo, que tem sido benevolente com o estado de Santa Catarina inteiro, em nome da comunidade de Botuverá, do vale do rio Itajaí-Mirim e do rio Tijucas, pelos inúmeros investimentos que têm feito naquela região.

Na última sexta-feira, em Botuverá, foi inaugurado um centro social com mais de 1.200 m², com salas de qualificação profissional, de reunião, área para lazer e festas. E esse prédio estava anexo, próximo a outros equipamentos de atendimento social no município de Botuverá, de forma que vem a complementar um complexo que o referido município já tinha.

O governo de estado, com R$ 1.170.000,000, fez uma obra muito importante para o município, que marca justamente os 50 anos de emancipação política da prefeitura, que antes era distrito pertencente a Brusque. Também marca os 100 anos da paróquia São José, em Botuverá.

Destaco que em Santa Catarina e Botuverá, Brusque, Guabiruba... Posso afirmar seguramente que em todas as cidades de Santa Catarina as igrejas católica, luterana, evangélica, de vários credos, têm dado uma contribuição extraordinária para a formação, complementação, equilíbrio da família, da sociedade.

A paróquia de Botuverá completou 100 anos e recebeu este prédio com mais de 1.200m², que está anexo a outros equipamentos que servem para as atividades religiosas, para festa de comunhão, casamento, enfim, um conjunto de ações lembrando os 100 anos da paróquia São José, de Botuverá.

Há 30 anos, 40 anos, 50 anos, as comunidades religiosas eram as responsáveis pela saúde, pela educação, pois tinham apoio do governo. A educação estava muito vinculada à igreja, como também a questão dos hospitais. E de 200 hospitais são de padres, freiras, pastores de alguma igreja, os chamados hospitais filantrópicos. E são esses hospitais que o deputado Antônio Aguiar estava aqui colocando que precisam receber algum apoio.

A igreja católica de Botuverá, do ponto de vista religioso, deu uma contribuição social muito grande.

As meninas iam estudar nos colégios das irmãs para freira, e os meninos iam estudar para padres. Faziam o ensino da 1ª a 4ª série na escola isolada municipal e depois saíam. E muitos deles iam estudar no seminário.

Botuverá hoje é uma das cidades que têm mais padres de Santa Catarina, do ponto de vista proporcional. Talvez empate com Armazém, com algumas cidades do sul do estado, que também têm um grande número de padres.

A grande maioria não ficou padre. Mas ficou professor, médico, dentista, advogado.

Hoje existe deputado decorrente de ter passado pelo apoio que a igreja deu, na ocasião, encaminhando os meninos para o seminário, tendo eles então a oportunidade de estudar.

Por isso, esse agradecimento muito especial que fazemos ao governador.

É do conhecimento de todos que os europeus vieram para o Brasil no decênio de 1800, porque a Europa estava varrida, estava encurralada entre a miséria, as doenças e a pobreza extrema.

O aumento da população era grande, a Europa cresceu no decênio de 1800 três vezes, cresceu 300%. E as terras eram improdutivas, eram fracas, não havia adubo, não havia implementos, não havia equipamentos para aumentar, para melhorar a produção de alimentos. E essas terras que eram poucas ainda eram divididas na hora da herança, ficando pequenas propriedades. E simplesmente era impossível a família sustentar-se com aquele pedaço terra que pela herança ia ficando pequena, que já era improdutiva, pela falta de estrutura como todos conhecem.

Naquele ambiente da Europa, aqui no Brasil havia a escravatura, sendo que o nosso país lutava para abolir gradativamente, e criou-se, então, o ambiente para que a nossa terra recebesse os europeus, e neste cenário o nosso país, a nossa região, recebeu muitos imigrantes.

E foi exatamente há 136 anos que os italianos chegaram à Nova Trento e em Porto Franco, formando Botuverá. Por coincidência, o meu bisavô, que tinha o nome de Santo Venzon, juntamente com os irmãos Ângelo e Bortulo, veio para o Brasil.

O Santo Venzon ficou em Botuverá, o Bortulo foi para a região de Criciúma, e o Ângelo saiu de Botuverá para outra região, enfim, espalharam o nome Venzon para muitas regiões do nosso estado, mas o mais importante, muito mais que o sobrenome Venzon, é que existem milhares de parentes e primos de diversas gerações, que não têm o sobrenome Venzon, mas que são parentes. Eles tem o mesmo DNA, porque as filhas perdem o nome na hora do casamento.

Por isso, estamos prestando essa homenagem a todos os imigrantes que vieram para o Brasil, para a nossa terra.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)