42ª Sessão Ordinária - 18/05/2011
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente e srs. deputados, gostaria de cumprimentar os meus conterrâneos de Joinvile, que estão numa verdadeira peregrinação, no dia de hoje, pela Assembleia Legislativa, fazendo visita a diversos gabinetes. Inclusive, deram-me a honra da companhia no almoço. São professores aposentados que estão legitimamente procurando os seus direitos e tentando sensibilizar os deputados para que se integrem nessa luta que travam há tanto tempo.
Dizia-lhes, e repito para quem quiser ouvir, que não adianta de nada investirmos em segurança, em infraestrutura e em tantas outras coisas se não fizermos o investimento que precisa ser feito na Educação. Se quisermos um futuro melhor para os nossos filhos, temos que priorizar a educação, porque só isso pode mudar efetivamente alguma coisa neste país. Não adianta querermos arrumar a casa que foi construída torta depois que ela está de pé. Precisamos começar quando a criança ainda está-se estruturando. É necessário dar-lhe o devido alicerce para que tenhamos jovens, adultos honrados, de bom caráter.
Isso começa em casa e na escola, hoje o professor faz o papel também de pai nas escolas deste país, praticamente tem dupla responsabilidade. É professor e pai, porque as famílias, como todos sabem, estão desestruturadas. A separação é algo comum no meio familiar. Os pais brigam, discutem duas vezes e na terceira vez já estão pedindo a separação. Os filhos é que sofrem as consequências, vão para a escola sem a estrutura que tinham antes, e os professores terminam tendo que fazer o papel de verdadeiros pais. Assim, defendo com veemência o direito desses professores de terem uma vida digna com um salário justo para poderem fazer esse papel que a nação necessita.
Dito isso, sr. presidente, quero voltar a um assunto que me diz respeito: os problemas da minha cidade, Joinville, e dos municípios que fazem parte da Grande Joinville.
Hoje conversava com o secretário da Infraestrutura, porque havia a garantia de que, na sexta-feira que passou, seria assinado o contrato com o BNDES para a liberação de R$ 40 milhões. Esse fatídico valor está virando um drama em nossa vida, principalmente porque nós, parlamentares, somos muito cobrados. Esse contrato deveria ser assinado para podermos começar a construção do binário do bairro Vila Nova e uma série de outras obras de infraestrutura que precisam ser feitas em Joinville. Mas não foi dessa vez e o referido contrato ainda não foi assinado.
Estive com o secretário da Infraestrutura, nosso querido amigo Valdir Cobalchini, por quem fui muito bem recebido. Percebi sua sensibilidade com relação aos problemas de Joinville. Disse-me o secretário que no dia 8 de junho o governador vai assinar um pacote, que poderíamos chamar de pacotaço, para a infraestrutura de Santa Catarina. E dentro desse pacote estará incluída também a questão relativa aos R$ 40 milhões do município de Joinville, que aguardamos com tanta ansiedade. Depois desse evento, em Florianópolis, o governador deverá ir a Joinville para fazer a mesma coisa.
Tínhamos certo conforto com o então governador Luiz Henrique da Silveira porque, afinal, era de Joinville. Nós, parlamentares, achávamos que como ele era da nossa cidade as coisas fluiriam da melhor maneira. Quando o governador Raimundo Colombo assumiu houve certa apreensão em nosso município por parte dos segmentos organizados da cidade e da região. O governador não era mais da nossa região, mas do planalto serrano. E aí bateu esta preocupação: como ficarão as obras de infraestrutura necessárias para a nossa cidade, agora que o governador estará mais voltado para a região sul e a serra?
Em função disso, o governador Raimundo Colombo foi convidado a participar de reuniões, já por duas vezes, na Acij - Associação Comercial e Industrial de Joinville. Para quem não sabe, Joinville possui mais de 1.400 indústrias e o maior PIB de Santa Catarina. E, para conforto de todos, sentimos que por parte do governador não existe nenhuma intenção de esquecer ou de deixar em segundo plano o nosso município. Isso foi confortante. O governador fez a promessa de que iria dar continuidade ao que o governador Luiz Henrique da Silveira já havia se comprometido na nossa região.
Quero passar a v.exas. uma informação com relação a BR-280, que dá acesso ao porto de São Francisco do Sul, às praias, e que é um verdadeiro problema para todos. É difícil a semana em que não morre alguém naquela BR. O prefeito Carlito Merss, quando era deputado federal, garantiu-nos que a obra iria acontecer porque tinha contatos em Brasília. Não aconteceu. E não foi por culpa dele, é bom que se diga, pois há sempre alguém que entra com embargo por algum motivo e complica tudo.
Mas agora teremos, até o final do mês, a assinatura do edital de licitação e a garantia, segundo informação que obtivemos no DNIT, no dia de hoje, de que começarão a roncar as máquinas no segundo semestre do ano que vem. Para nós é importante que ronquem essas máquinas! Vamos torcer para que isso seja verdade e que realmente aconteça.
Tenho mais um assunto para tratar, por isso peço ao presidente que me conceda mais 30 segundos para comentar sobre o que colocou o deputado Kennedy Nunes.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Moacir Sopelsa) - Concedo-lhe mais um minuto.
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Quando um avião chega a Joinville, precisa arremeter porque não tem condições de aterrissar por conta de problemas com o ILS, aquele aparelho que norteia os voos e faz com que o avião desça com tempo ruim. Esse ILS está virando uma novela na nossa vida. Estava nas mãos do ministro Nelson Jobim. O governador Luiz Henrique da Silveira até jantou na casa do ministro. Agora o problema saiu das mãos do ministro Nelson Jobim porque foi criado o ministério da Aeronáutica. Então, vai começar tudo de novo! Na semana que vem o secretário e um monte de pessoas falarão com o ministro da Aeronáutica para começar a novela do ILS novamente. Enquanto isso, vamos arremetendo e pousando em Curitiba.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)