23ª Sessão Ordinária - 18/04/2001
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, inicialmente gostaria de solicitar a V.Exa. que fosse enviado à família do Sr. Francisco Carlos Brunke um telegrama com o sentimento de pesar, não só em nome deste Deputado como dos demais, por se tratar de um empresário muito conhecido no Município de Joinville, que perdeu a vida no dia de ontem.
Então, solicito que seja encaminhado um telegrama dando as condolências aos familiares do Sr. Francisco Carlos Brunke, que faleceu ontem.
Gostaria também de aproveitar este espaço (vou tentar ser bastante objetivo, pelo menos uma única vez, antes que acabe o meu tempo) para prestar uma homenagem à nossa Polícia Rodoviária Federal e lamentar, aqui desta tribuna, a morte do policial rodoviário Rodrigo Zonta, um rapaz com apenas 24 anos de idade, e a morte de Ailton Machado Borges, policial rodoviário, com 29 anos de idade, que foram friamente assassinatos por alguns dos tantos milhares de bandidos e marginais que campeiam por este Brasil afora.
E dentro desta linha de pensamento, eu vou tecer alguns comentários: em Joinville - o Deputado João Rosa, que também é delegado de polícia, deve ter conhecimento do fato -, um policial conseguiu prender um bandido no mato quando estava em sua perseguição e não perdeu a vida porque a arma do bandido falhou duas vezes. O bandido apontou a arma na sua cabeça e atirou e, por duas vezes, a arma falhou. Não fosse isto nós estaríamos aqui também lamentando a morte de mais um policial, desta vez um policial civil, do Município de Joinville.
Sr. Presidente, a marginalidade está entrando de maneira indiscriminada! Em Joinville uma senhora ligou ao meu programa de rádio para fazer um apelo ao bandido, ao marginal que invadiu a sua casa, levando a sua televisão, o seu vídeo cassete, tudo que tinha. Ela pediu para que voltasse até a sua casa para levar o controle remoto da televisão, porque foi só o que restou em sua casa. Levaram tudo! Só faltava levar o controle remoto.
Então, ela pediu para que o bandido voltasse à sua casa que ela entregaria também o controle remoto, pois para ela nada mais valia.
Temos também, Sr. Presidente, a comunidade do Jardim Paraíso, do meu Município, ou seja, de Joinville. Jardim Paraíso é um dos bairros mais pobres da comunidade. Não fosse a comunidade se aliar e alugar uma casa para instalar a Polícia Militar, a bandidagem tomaria conta de vez daquele bairro. Tudo porque onde estava instalada a Polícia Militar, o teto caiu, o forro quebrou, enfim, não havia mais possibilidade de ali ela permanecer.
Um cidadão, na tarde de ontem, foi assaltado na Serra Dona Francisca em plena tarde, às 15h. Fecharam esse cidadão, levando o seu veículo. Só não morreu, porque, disse ele, rezou a Deus o tempo inteiro e nem abriu o olho para ver quem era. Fechou o olho e só disse: levem tudo o que quiserem, pelo amor de Deus, só não levem a minha vida.
Sr. Presidente, nós temos tantos dados para falar da marginalidade neste País, principalmente na minha região, Joinville. Nós temos tudo para ficar abismado com esses fatos. Quando ligamos a televisão - V.Exa. deve ter visto também -, e vemos marginais encapuzados, contando vantagem e dando a mensagem....
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
O SR. PRESIDENTE (Deputado Ivo Konel) (Faz soar a campainha) - Deputado, V.Exa. dispõe de mais 30 segundos para concluir o seu pronunciamento.
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. Presidente, não tem jeito! Lamentavelmente, não há possibilidade de se desenvolver um raciocínio, pelo menos objetivo, nesta tribuna, com este espaço. De qualquer maneira, em uma outra oportunidade em que eu tomar emprestado o horário de alguns Companheiros eu possa realmente falar até o fim o assunto que me trouxe à tribuna.
Mas nestes sete segundos restantes, gostaria de informar ao Presidente Onofre Santo Agostini, que está chegando, que a minha Comissão ainda não foi instalada. A Comissão Especial para tratar da velocidade de moto.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)