Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Junior Cardoso

67ª Sessão Ordinária - 06/08/2025

DEPUTADO JUNIOR CARDOSO (Orador) - Comentou trechos de discursos do então presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, proferidos em 2 de fevereiro de 1987, quando o parlamentar afirmou que o "Estatuto do Homem, da Liberdade e da Democracia" ecoava na sala com as reivindicações das ruas, ressaltando que "a nação quer mudar, deve mudar e vai mudar". Recordou que, em seu discurso de posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses afirmou, no dia 5 daquele mês: "No que tange à Constituição, a nação mudou", recebendo muitos aplausos.

Mencionou ainda outra fala de Ulysses: "Esperamos a Constituição como um vigia espera pela aurora; a nação nos mandou executar o serviço e o fizemos com amor, aplicação e sem medo. A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia, amaldiçoando a tirania onde quer que desgrace homens e nações." Destacou que, para Ulysses, a primeira marca da Constituição é a coragem, pois, sem ela, "não haverá cruz nem evangelho", e que "a moral é o cerne da pátria, sendo a corrupção o cupim da República".

Ressaltou a seriedade do que foi escrito "pelas mãos trêmulas de um dos maiores patrimônios da República", líder histórico do MDB. Lembrou que, até recentemente, havia uma senadora resiliente que resistia a assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e que, atualmente, Santa Catarina não deve se submeter às posições de seus senadores para que o documento seja aceito.

Criticou o senador Davi Alcolumbre (União Brasil), que teria afirmado: "Enquanto eu estiver aqui, será não." Relatou que há uma mobilização em curso, com senadores "amarrados" e em situação de pressão. Questionou: "Para que serve essa Constituição de Ulysses Guimarães?"

Enfatizou que a população aguarda uma contrapartida e que as urnas legitimaram a presença dos parlamentares naquela Casa. Defendeu a necessidade de ação imediata: "Vamos fazer uma revolução, vamos fazer alguma coisa. Não podemos brincar, pois estamos com a ditadura batendo à porta. Os fundamentos se abalam - e o que farão os justos?"