Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Rogério Mendonça

81ª Sessão Ordinária - 10/10/2006

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - (Passa a ler)

"Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, público aqui presente, ouvintes e telespectadores que nos acompanham pela Rádio Alesc, pela internet e pela TVAL, quero, inicialmente, agradecer aos 54.845 votos confiados a minha pessoa por catarinenses de todos os cantos do nosso estado que ampliam, sem dúvida, a responsabilidade parlamentar e também servem como um imenso estímulo, pois os interpreto como um sinal de aprovação de minha atuação neste Poder Legislativo. Afinal, são 60% de votos a mais, 59,56% para ser mais preciso, do que a minha votação obtida em 2002.

Quero também manifestar a minha satisfação pelos resultados obtidos pelo meu partido, o PMDB, do qual tenho orgulho de ser o líder nesta Casa, resultado esse positivo tanto do PMDB no plano estadual quanto no plano nacional.

No plano nacional há números que falam por si, pois aos 40 anos mostrou-nos mais uma vez a sua força, a identidade que tem com a população brasileira.

Na eleição à Câmara dos Deputados, o PMDB foi o partido que fez a maior bancada, passando de 75 para 89 deputados federais, em relação a 2002. Somou mais de 13,5 milhões de votos contra 11,6 milhões que havia recebido nas urnas em 2002.

O PMDB também elegeu quatro governadores no primeiro turno: no Amazonas, no Tocantins, no Mato Grosso do Sul e no Espírito Santo e está no segundo turno em seis estados, todos com uma perspectiva real de vitória.

No Senado, a bancada do PMDB foi reduzida de 19 para 16 senadores, é verdade, mas também é verdade que isso se deve às coligações e alianças que o partido fez, como a que se sagrou amplamente vitoriosa aqui em Santa Catarina, com a eleição de Raimundo Colombo, que somou mais de 1,7 milhão de votos e é o novo senador de Santa Catarina.

Aproveitando o gancho, quero também fazer considerações sobre a eleição em Santa Catarina e destacar inicialmente a grande vitória do governador Luiz Henrique da Silveira, que adiantou a perspectiva de vencer por mais de 500 mil votos e isso realmente aconteceu, chegou a quase 527 mil votos sobre o segundo colocado.

O governador Luiz Henrique da Silveira mostrou a sua experiência política ao consolidar uma grande aliança dos partidos que aprovam o projeto de descentralização administrativa do nosso estado, que em sua primeira gestão já fez grandes realizações por toda Santa Catarina.

O arco dessa aliança é tão sólido que já está recebendo novas adesões para o segundo turno, e hoje temos a grata satisfação de ver estampada nos jornais a decisão do PDT, que também soma suas forças a esta corrente vitoriosa, liderada pelo ex-governador e futuro governador Luiz Henrique da Silveira.

Por sinal, é importante fazermos registros sobre o que os números apontam em relação à eleição de 1º de outubro em Santa Catarina, para que todos os que nos acompanham possam fazer uma boa análise sobre o novo quadro político já delineado em Santa Catarina após o primeiro turno.

Começo pelo cenário da composição da base de apoio que está consolidada na Assembléia Legislativa.

A nossa coligação Todos por Santa Catarina, que foi sagrada entre o PMDB e o PFL, mostrou a força dessas duas siglas e fez uma retumbante votação: somamos 1.353.969 e elegemos 17 parlamentares.

O PMDB viu sua bancada crescer de 7 para 11 deputados em relação a 2002. Todos os eleitos em 2002 que concorreram à reeleição permanecem neste parlamento, e aqui quero aproveitar para parabenizar os colegas Herneus de Nadal, recordista em votações para esta Assembléia, bem como Romildo Titon, Antônio Aguiar, Moacir Sopelsa, João Henrique Blasi e Genésio Goulart por suas reeleições.

Também quero cumprimentar dois outros colegas que atuaram nesta Legislatura, mas eram suplentes, e mostraram a competência de suas atuações no parlamento e em funções de governo. Falo do deputado Manoel Mota, que foi um aguerrido líder de nossa bancada, e do deputado Ronaldo Benedet.

E também quero cumprimentar os dois novos eleitos, Renato Hinning e Ada de Luca, esta a primeira deputada eleita na história do PMDB catarinense.

O PMDB catarinense também está festejando a eleição expressiva que garantiu a ampliação de sua bancada federal. E é aí que devemos reverenciar a estrondosa votação obtida por nosso colega de bancada, Mauro Mariani, que ultrapassou a casa dos 170 mil votos e tornou-se o mais votado da história de nossa sigla em Santa Catarina, para a Câmara dos Deputados, onde também estarão os já deputados João Matos e Edinho Bez, bem como Valdir Colatto e Celso Maldaner.

Da mesma forma, o PFL está festejando, além da eleição de Raimundo Colombo ao Senado, o crescimento de sua bancada federal, que passou de dois para três deputados, elegendo Paulo Bornhausen, Gervásio Silva e o nosso colega de Parlamento Nelson Goetten.

Sua bancada estadual viu reeleitos o presidente desta Casa, deputado Julio Garcia, e os deputados Onofre Santo Agostini e Gelson Merísio, além de renovar com Cesar Souza Júnior e os vereadores Darci de Matos e Jean Kuhlmann. É bem verdade que lamentamos a não-reeleição do sempre respeitado líder Antônio Ceron, mas temos a plena convicção de que ele estará conosco neste Parlamento ou fazendo parte do governo Luiz Henrique.

Do PSDB, parceiro de nossa coligação ao governo já desde 2002, também temos fatos importantes a destacar. Os tucanos não elegeram deputado federal em 2002, e agora as urnas garantiram a eleição do também colega Djalma Berger. E sua bancada estadual dobrou, em relação a 2002, passando de três para seis deputados eleitos.

Cumprimentamos, portanto, os deputados Clésio Salvaro, Nilson Gonçalves, Jorginho Mello, Dado Cherem e Gilmar Kanesel, e também o estreante Marcos Vieira, que foi secretário de Administração do atual governo.

Ainda para completar nossa abordagem sobre o sucesso de nossa coligação, devemos lembrar que o PPS, que em 2002 não havia garantido representantes nesta Assembléia e também na Câmara dos Deputados, agora elegeu o deputado federal Fernando Coruja, e o nosso colega Altair Guidi, que retorna pela sigla do PPS.

Então, a futura base de apoio do governo Luiz Henrique-Leonel Pavan já conta com 24 deputados, agora estamos ampliando a base parlamentar nesta Assembléia para 26 deputados, com a confirmação do apoio do PDT a Luiz Henrique no segundo turno, base que ainda poderá ser mais ampla em relação aos 40 deputados com representação neste Parlamento.

E na bancada federal contamos com 10 dos 16 novos deputados federais, que certamente farão parte da base de apoio ao futuro presidente Geraldo Alckmin, que em Santa Catarina também já foi vitorioso no primeiro turno, conseguindo em nosso estado a segunda mais expressiva votação entre todas as unidades da federação brasileira.

Muito obrigado!"

(SEM REVISÃO DO ORADOR)