85ª Sessão Ordinária - 19/10/2006
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados e público que nos acompanha nas galerias e através da TVAL e da Rádio Alesc, gostaria de iniciar oferecendo mais uma vez a minha solidariedade ao grande amigo, deputado Vieirão, e dizer que pode contar com esse amigo.
Gostaria, também, de falar um pouco sobre essa briga política entre o Lula e o Alckmin, porque estou vendo um carnaval fora de época sendo feito por muita gente a favor do Alckmin. Não estou aqui abrindo o meu voto a favor do Lula, não, mesmo porque na outra eleição nem votei nele.
Mas gostaria de dizer que as pessoas deveriam dar uma olhadinha na grande obra que o Alckmin diz que fez em São Paulo, na Marginal Tietê, porque quando passamos lá não vimos obra nenhuma. Ele dizia que lá iria fazer uma praça pública, um calçadão, isso e aquilo, mas eu passei esta semana por lá e não há nada, não foi feito nada até hoje. Aquilo é uma historinha que ele está contando mal contada. O que falta é a imprensa ir lá mostrar o canal do Tietê. Na hora em que der uma boa chuva em São Paulo, tomara que isso não aconteça, o povo brasileiro vai ficar sabendo a grande obra que ele fez.
Acho até que o Lula não fez um bom governo, mas também não posso concordar que o Alckmin vá ser a solução do país. Porque se formos a São Paulo, em frente à Igreja da Sé há mais de 200 pessoas dormindo; na Estação da Luz há mais 200 dormindo. Se ele não resolve o social de São Paulo, vai resolver do Brasil? Como é que pode? A mulher recebeu de doação 400 vestidos, isso como primeira dama de São Paulo, como do Brasil deve ser 4.000. Isso é uma vergonha! Disso eles não falam! O Alckmin tem 27 pedidos de impeachment na Assembléia Legislativa de São Paulo e ninguém fala nada. Dá a impressão que o homem vai resolver o problema. O Lula pode não prestar, mas esse cidadão não me engana, não.
Também li as colunas dos jornais desta semana e vi que ainda continuo sendo manchete. Que coisa boa. Com todo respeito ao deputado Herneus de Nadal, campeão de votos merecidamente, mas eles falam muito do Dududo. Já estão até dizendo que o Juarez é o Dududo, o vereador Juarez, de Florianópolis, é o Duduco. Dizem que ele fala sozinho. Não cheguei ao ponto de falar sozinho, não! Faço muita coisa sozinho, menos falar.
Sr. presidente, insiste em dizer o porta-voz da desgraça da prefeitura municipal, que não fui eleito por causa da parada gay. Todos os dias dizem que não fui eleito por causa da parada gay. Acho que vou ter que ir para a parada gay para, quem sabe, me reeleger a deputado na próxima eleição. Quem sabe os homossexuais de Santa Catarina vão votar neste deputado.
Não sei. Dos reeleitos e dos novos eleitos eu não vi nenhum que tenha levantado a bandeira dos homossexuais. Eu quero ver qual deles - e eu respeito todos, os que estão aqui e os que virão - vai chegar aqui e dizer: "Eu me elegi pelos homossexuais; eu sou homossexual". E se não for, vai ter que vir aqui dizer que se elegeu com os votos dos homossexuais. Mas vai ser difícil eles dizerem isso. Acho que isso compromete muita gente. É difícil!
Eu já disse que não fui à parada gay e não vou! Não sou obrigado a ir! Eles querem colocar-me na parada gay na marra! Não vou! Não sou obrigado a ir. Não aceito, não concordo. Da maneira como está, eu não concordo.
Agora, dizer que eu perdi a eleição por causa da parada gay, não é verdade. Não perdi coisa nenhuma! Perdi a eleição porque tinha que perder. O deputado Vieirão perdeu a eleição; o deputado Sérgio Godinho perdeu a eleição. Também não foram na parada gay. E quem ganhou a eleição aqui foi à parada gay? O cordão está grande. Fazer o quê?
Pois é, sr. presidente, é triste, é lamentável ter que aturar tudo isso. Todos os dias em que eu abro o jornal ou escuto o radinho tenho que ler e ouvir que o deputado Duduco não foi reeleito porque não foi à parada gay. Durma-se com um barulho desses!
V.Exa. fez uma homenagem bonita aos homossexuais nesta Casa, eu me lembro muito bem, deputado Lício Silveira, o plenário ficou cheio, lotado. V.Exa. não se reelegeu, infelizmente. E fez um belo trabalho a favor dos homossexuais. Lembro que o grande inventor da parada gay em Florianópolis esteve aqui e recebeu um troféu de v.exa. Participei da sessão. Várias pessoas do mundo homossexual estiveram aqui no ano passado, se não me engano. E v.exa. não se reelegeu. Acho que isso não tem nada a ver com o deputado Duduco.
Clodovil, em São Paulo, odeia a parada gay, malha o pau da parada gay e elegeu-se. Façam comparações verdadeiras, por favor.
Eu perdi uma eleição. Sou um derrotado. Assumo que perdi a eleição, mas não por causa da parada gay, não porque não me dou com a dona Angela, não porque briguei com o Dário Berger. Briguei com Dário Berger. Não tenho amizade com dona Angela e nem por isso vou mudar, vou chegar aqui e dizer que sou amigo do Dário, nem com esse rolo de Coqueiros, essa briga grande que todo mundo está acompanhando na imprensa sobre o parque de Coqueiros.
Se eu fosse o prefeito Dário Berger faria um plebiscito lá em Coqueiros, para ver o que a população do bairro quer. Vamos ver se o povo de Coqueiros quer o parque como estava ou como está. Não sei se vai ser bom para a prefeitura administrar o parque de Coqueiros. Se for para administrar aquele parque como cuida da praça Celso Ramos, na Agronômica, não é possível. Tomara que o parque não fique como se encontra a praça Celso Ramos, que está toda quebrada.
A população da Agronômica, na "Carta ao Leitor", todos os dias reclama da praça Governador Celso Ramos. Vemos como está mal cuidada a praça XV de Novembro, em Florianópolis.
Tomara que o prefeito realmente possa fazer alguma coisa pelo parque de Coqueiros, porque pelas praças de Florianópolis ele ainda não fez! Quem sabe lá vai ser diferente! Como lá há várias pessoas da imprensa tomando conta, quem sabe eles vão tomar um cuidado maior. Mas eu acho muito difícil que isso aconteça porque aquilo é uma briga política. O cidadão não quis a Festa do Continente lá, a Festa da Primavera, daí está sofrendo as conseqüências. Quem está sofrendo as conseqüências é a comunidade de Coqueiros, que daqui a pouco vai acabar perdendo a praça!
Eu gostaria de fazer um apelo ao prefeito Dário Berger para que faça um plebiscito e Coqueiros decida quem vai administrar o parque. Acho que essa será melhor solução. O prefeito é democrático e uma votação faz parte da democracia.Também li uma notinha na coluna do Paulo Alceu dizendo que este deputado Duduco demitiu algumas pessoas do PDT. É verdade, Paulo Alceu, eu demiti, sim, e bem que eu fiz! Não fizeram nada por mim, e bem que eu fiz. É assim que funciona na política. Não fizeram nada por mim, deram-me uma rasteira e vou deixá-los lá até janeiro? Não! Eu os coloquei para fora! Como dizem, "farinha pouca, meu pirão primeiro"! Eu sou morador da Ilha, manezinho. Portanto, "farinha pouca, meu pirão primeiro", deputado Dionei Walter da Silva! Por que vou deixar os cidadãos lá? Eles me deram uma rasteira, e eu vou deixá-los lá? Não! Que procurem outra boquinha, não posso fazer nada!
Para encerrar, sr. presidente, gostaria de agradecer a todos aqueles que votaram em mim. Eu tenho andado pela cidade e realmente foram poucos votos - apenas quase oito mil. Mas suficientes para eu dizer muito obrigado! Agradeço, do fundo do coração, a esses quase oito mil eleitores de Florianópolis que deram o seu voto a este deputado Duduco. Podem acreditar que vocês estarão incluídos todos os dias na minha oração.Obrigado porque realmente foram votos de coração. Os votos que recebi foram devido ao meu trabalho, a minha pessoa e não votos comprados. Então, fico muito feliz por ter recebido os votos dessas pessoas. Com certeza vou continuar aqui nesta Casa até o dia 31 de janeiro desempenhando bem o meu papel, como é a minha obrigação!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)